quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

VEJA ALERTA PARA "CAPAS FALSAS"




VEJA já entrevistou Darth Vader, o senhor das trevas da saga Guerra nas Estrelas? É desnecessário dizer que não. Mas circula pela internet a imagem de uma capa da revista com a tal entrevista: "O rei do pedaço – Conheça a fascinante trajetória de Darth Vader e saiba porque (sic) ele é o mais preparado para suceder o imperador." São divertidas a falsa edição e seu tropeço gramatical. Outras "capas" que correm a rede foram criadas a partir de edições autênticas de VEJA. São paródias (ácidas, por vezes) que atraem atenção a ponto de se tornarem memes, replicados centenas de vezes. Em outubro de 2012, a revista publicou uma reportagem acerca de descobertas médicas sobre os malefícios da maconha, estampando na capa uma folha de cannabis. Os clones substituíram a erva por cheeseburguer, chocolate e até pela mistura de leite com manga, transferindo para esses alimentos os alertas acerca da maconha. O pastiche invade uma zona nebulosa, contudo, quando a "capa" tenta vender como informação jornalística uma invenção emoldurada pelo layout de VEJA.
Na última semana, circulou pela rede uma "capa" que estampa uma foto em que o ex-presidente Lula leva um lenço ao rosto, como se tivesse sido golpeado. O texto da chamada principal: "Interpol descobre – Desvio de mais de US (sic) 500 bilhões em paraíso fiscal em nome de 18 integrantes do PT." O leitor que não percebesse o erro na representação da moeda americana ("US" em lugar de "US$") poderia ser enganado pela imagem que em quase tudo se parece com uma capa autêntica: o logotipo da Editora Abril, que publica a revista, o destaque para outros assuntos no topo da página, a chamada principal revelando mais uma falcatrua envolvendo políticos. Muita gente, nas ruas e nas redes, se indagou: seria verídica a informação? Não, não se trata de uma reportagem de VEJA.

Matéria completa aqui.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

TAMANDARÉ COM OS DIAS CONTADOS


Foto publicada em setembro de 2012 no Blog de Roberto Moraes (aqui):

A Empresa Municipal de Transportes - EMUT - prorrogou, por 10 dias a contar de hoje, o prazo para a empresa Tamandaré apresentar um programa de recuperação de sua frota sob pena de perder as poucas concessões de linhas que lhe restam. A portaria 011/2013) está no D.O de hoje e avisa que o prazo é "derradeiro".
Vamos conferir?






CÍCERO GUEDES: OUVIDOR AGRÁRIO ACOMPANHA INVESTIGAÇÕES


Morte de coordenador do MST traz ouvidor agrário a Campos

O ouvidor agrário nacional substituto do ministério do Desenvolvimento Agrário, Marcelo Nicolau, veio de Brasília para Campos na manhã desta segunda-feira para acompanhar o caso do homicídio do coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) de Campos, Cícero Guedes dos Santos, 47 anos, encontrado morto na manhã desse sábado, em uma estrada vicinal, próximo à usina Cambaíba.
Ainda nesta manhã, policiais civis fizeram uma diligência no local do crime e na usina para coletar mais informações. O delegado titular da 134ª Delegacia de Polícia (Centro), Geraldo Assed, informou que irá se pronunciar sobre o caso amanhã.
Marcelo conversou com o delegado Geraldo Assed para ressaltar um ofício enviado à secretaria de Segurança Pública e à DP, com pedido de agilidade nas investigações e medidas necessárias para diminuir a sensação de medo das pessoas acampadas. De acordo com ele, alguns assentados teriam falado que Cícero estaria recebendo ameaças constantes.
— Algumas pessoas disseram que ele vinha recebendo ameaças constantemente, até porque, nessa luta, infelizmente, as ameaças são rotina. Nossa luta é nesse sentido de garantir a segurança dessas pessoas que estão reivindicando nada mais do que lhe é de direto — disse Marcelo.
O ouvidor ressaltou que existem denúncias sobre pessoas que arrendam as terras próximas à usina Cambaíba e estariam ameaçando os assentados de morte e exibindo armas. “Nós viemos reforçar a preocupação do governo federal com esse crime. A gente não pode tolerar um homicídio em qualquer situação, muito menos com uma atrocidade dessas”, concluiu.
O delegado federal do ministério do Desenvolvimento Agrário no Estado, José Otávio Câmara, também esteve em Campos.
Mário Sérgio

Da Folha on line (aqui)

"NOVO JORNALISMO" HOJE NO RODA VIVA





O Roda Viva desta segunda-feira (28/01) entrevista o editor da Columbia Journalism Review, Victor Navasky. O jornalista americano foi editor da New York Times Magazine e da Nation, onde ficou até 2005. Hoje, ele também atua como professor de jornalismo na Universidade Columbia, em Nova York.
Navasky tem cinco livros publicados, sendo um deles “Naming Names”, que trata sobre a perseguição aos comunistas de Hollywood nos tempos do Macartismo. Em 2013, o editor deve lançar um livro sobre charges políticas.
O Roda Viva conta com a apresentação do jornalista Mário Sérgio Conte, com a participação de jornalistas convidados e, como em todas as edições, com o cartunista Paulo Caruso.

CONGRESSO ASSALTADO OU QUE DEUS NOS ACUDA

Da Coluna de Ricardo Noblat , hoje, em O Globo e aqui no Blog do Noblat.


Eleição de suspeitos, por Ricardo Noblat

Nunca antes na história do Congresso a eleição para presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados reuniu num mesmo ano candidatos tão descaradamente suspeitos de corrupção – no caso, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Uma vez eleitos, o mais comum é que os ocupantes dos dois cargos acabem acusados por crimes menores. Do tipo o emprego de parentes.


Houve uma exceção recente: Severino Cavalcanti (PP-PE), conhecido na época como o Rei do Baixo Clero, renunciou à presidência da Câmara porque se tornou público em 2005 que recebera um mensalinho de R$ 10 mil pago por um concessionário de restaurantes.
Baixo Clero era a turma dos políticos fisiológicos dedicados a extrair vantagens financeiras do mandato.
A turma cresceu tanto que a denominação perdeu o sentido.
O Senado, que não tinha Baixo Clero, hoje tem. Algum culpado em especial?
Bem, José Sarney estava destinado a passar à história como o presidente da redemocratização do país.
Goste-se ou não dele, Sarney contribuiu para remover o entulho autoritário deixado por 21 anos de ditadura e alargou o quanto pôde os limites da liberdade.
Não importa que assim tenha procedido mais por fraqueza do que por força. Poderia ter atrapalhado se quisesse. Não quis.
Tinha direito a um mandato de seis anos, por exemplo. Tentaram subtrair-lhe dois anos. Cedeu um.
Agora, Sarney parece condenado a passar à história como o presidente da desmoralização do Senado. Ninguém presidiu tanto o Senado e influenciou tanto o seu destino nos últimos 17 anos como Sarney.
O primeiro mandato dele como presidente do Senado transcorreu entre 1995 e 1997.
Sarney fez seu sucessor – Antonio Carlos Magalhães, que presidiu o Senado por dois mandatos consecutivos. Renunciou ao segundo mandato para não ser cassado. Violara o sigilo dos votos durante uma sessão.
Sarney votou em Jáder Barbalho, ministro da Previdência Social do seu governo, para suceder Antonio Carlos.
Acusado de ligação com o desvio de dinheiro do Banco do Estado do Pará, Jáder acabou obrigado a renunciar ao mandato para escapar de ser cassado por quebra de decoro.
Edison Lobão, homem de confiança de Sarney, presidiu o Senado em seguida. E aí deu lugar novamente a Sarney entre 2003 e 2005.
Renan Calheiros comandou o Senado de 2005 a 2007 apoiado por Sarney. Não chegou a completar o mandato: renunciou à presidência para driblar o risco de perder o mandato de senador. Descobriu-se que o lobista de uma empreiteira pagava a pensão devida por Renan à mulher mãe de uma filha dele fora do casamento.
Renan tentou provar que tinha gado suficiente para justificar seu patrimônio. A Polícia Federal constatou que não.
Na última sexta-feira, o Procurador Geral da República denunciou Renan ao Supremo Tribunal Federal por uso de notas fiscais frias.
Por mais duas vezes, Sarney presidiu o Senado – de 2009 até hoje.
Renan está prontinho para sucedê-lo. Nada o ajudou mais para se eleger outra vez presidente do Senado do que a CPI do Cachoeira.
Ali, ele se empenhou em salvar a pele dos governadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF), Fernando Cavendish, dono da construtora Delta, jornalistas e do próprio Cachoeira. E conseguiu.
A garantia da eleição de Renan para a presidência do Senado e a de Henrique para a presidência da Câmara repousa na identificação irretocável dos dois com a esmagadora maioria dos seus pares.

domingo, 27 de janeiro de 2013

MINISTRA CULPA "MOROSIDADE NA TRAMITAÇÃO DOS PROCESSOS JUDICIAIS"

Do Paraná on line (aqui):





PARA SITE DO MST, CÍCERO "FOI ASSASSINADO POR PISTOLEIROS"

DO SITE OFICIAL DO MST (aqui):




Coordenador de ocupação do MST na Usina Cambahyba é assassinado no Rio

26 de janeiro de 2013

Da Pàgina do MST

O trabalhador rural e militante do MST Cícero Guedes foi assassinado por pistoleiros nesta sexta-feira (25/1), nas proximidades da Usina Cambahyba, no município de Campos dos Goytacazes (RJ).
Cícero foi baleado quando saía do assentamento de bicicleta. Nascido em Alagoas, ele foi cortador de cana e coordenava a ocupação do MST na usina, que é um complexo de sete fazendas que totaliza 3.500 hectares.
Esse latifúndio foi considerado improdutivo, segundo decisão do juiz federal Dario Ribeiro Machado Júnior, divulgada em junho.A área pertencia ao já falecido Heli Ribeiro Gomes, ex-vice governador biônico do Rio, e agora é controlada por seus herdeiros.
Cícero Guedes era assentado desde 2002 no Sítio Brava Gente, no norte do Rio de Janeiro, no assentamento Zumbi dos Palmares, mas continuou a luta pela Reforma Agrária. Era uma referência na construção do conhecimento agroecológico tanto entre os companheiros de Movimento como também entre estudantes e professores da Universidade do Norte Fluminense.
No lote, ele desenvolvia técnicas da agroecologia, com uma diversidade de plantas , respeitando a natureza e aproveitando de tudo que ela poderia dar. Começou com o plantio de sua cerca viva de sabiá, que viu sua propriedade melhorar visualmente e também obter uma boa fonte de renda.
Cícero também era conhecido pelas suas bananas, presentes em muitas partes do lote, consorciadas com leguminosas, milho e espécies frutíferas.Os filhos cresceram vendo a experiência se desenvolver e aprenderam com o pai que os alimentos produzidos na agroecologia  têm  qualidade superior aos do supermercado
O agricultor assentado Cícero Guedes dos Santos, desde o inicio da ocupação do seu lote em 2002, já possuía o desejo de ter em sua área diversidade de plantas , respeitando a natureza e aproveitando de tudo que ela poderia dar. A natureza , inclusive, foi a fonte de inspiração para esse tipo de consciência e o entendimento da mesma fez com que esse sentimento de preservação e convívio fosse dia-a-dia aumentando.
Violência do latifúndio
O complexo de fazendas tem sido palco de todo tipo de violência: exploração de trabalho infantil, exploração de mão de obra escrava, falta de pagamento de indenizações trabalhistas, além de crimes ambientais.
Em dezembro, o Incra fez o compromisso de criar um assentamento na área da usina, mas até agora não avancou no sentido de assentar as famílias.
A morte da companheiro Cícero é resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos Sem Terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a Reforma Agrária. O MST exige que os culpados sejam julgados, condenados e presos.
As fazendas da Usina Cambahyba acumulam dívidas de milhões com a União e seu processo de desapropriação está paralisado há 14 anos — desde que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) considerou aquelas terras improdutivas e passíveis de desapropriação para fins de reforma agrária.
Porém, a dívida da usina não se limita ao aspecto financeiro. No último mês de maio, os brasileiros ficaram estarrecidos com a revelação de que os fornos de Cambahyba foram usados para incinerar corpos de 10 militantes políticos durante a ditadura civil-militar brasileira. A confissão do ex-delegado do Departamento de Ordem Política e Social (Dops), Cláudio Guerra, consta no livro “Memórias da uma guerra suja” e foi divulgada por toda a imprensa.
Até hoje, porém, a Justiça Federal impede a desapropriação da área e já determinou despejos violentos de famílias que reivindicam a terra. Essa é a segunda vez que o MST realiza uma ocupação na área da usina.
A primeira foi em 2000, e seis anos depois, as Polícias Federal e Militar, por decisão da Justiça Federal de Campos, despejaram as 100 famílias que haviam criado o acampamento Oziel Alves II.

MORTE DE LÍDER DO MST REPERCUTE NO MUNDO (1)

Da BBC/América Latina (aqui):




Brazil landless leader Cicero Guedes shot dead in Rio

Map of Brazil

Related Stories

A leader of the landless movement in Brazil, Cicero Guedes, has been killed in Rio de Janeiro state.
Mr Guedes, 43, was shot dead on Saturday as he was cycling home.
He was killed near a former sugar plant which members of the landless movement, or MST, have occupied.
Non-governmental organisations say the number of landless activists killed over the past years has fallen but that the number of death threats issued against them has almost tripled.
Legal battle
The MST campaigns for land reform and the rights of landless workers and is considered the best organised social movement in Brazil.
MST activists said Mr Guedes, a sugar-cane cutter, had led the occupation of the Usina Cambahyba sugar plant in Campos, 285km (180 miles) north-east of Rio de Janeiro.
The sugar plant has been at the centre of a long-running legal battle between the landless and the heirs of its deceased owner.
A judge ruled last year that the plant and its surrounding land totalling about 3,500 hectares (8,600 acres) was "unproductive" and should be expropriated.
The heirs are appealing against the decision.
The MST, who had occupied the land for six years before being moved by police in 2006, staged a second occupation in November in an attempt to pressure the courts into speeding up their decision.
The Catholic Church's Pastoral Land Commission (CPT) says conflicts over land in Brazil have risen and the number of activists threatened has jumped from 125 to 347 between 2010 and 2011.

MORTE DE LÍDER DO MST REPERCUTE NO MUNDO

Jornal El mundo (aqui):

elmundo.es

Líder mundial en español

Dom. 27/01/13. Actualizado 00:43h.(GMT-5)





SOCIEDAD | Diez disparos en la cabeza

Muere asesinado un líder del Movimiento de los Sin Tierra en Brasil

  • La ministra de Derechos Humanos lamenta la falta de acción de la Justicia
Más de diez disparos en la cabeza acabaron ayer sábado con la vida deCícero Guedes do Santos, 54 años y líder del Movimiento de los Sin Tierra (MST) en la localidad de Campos de Goytacaces, perteneciente al Estado de Rio de Janeiro y una de las que registra un mayor número de trabajo irregular y forzado.
El activista regresaba precisamente de una reunión llevada a cabo la noche del viernes en la planta de Cambahyba, recientemente ocupada por unas 200 familias simpatizantes del movimiento de los Sin Tierra, que defiende los derechos adquiridos por los trabajadores sin propiedadrespecto a la tierra que cultivan y contra la coacción que sufren constantemente por parte de los latfundistas.
Con la ocupación de Cambahyba, el Movimiento pretende exigir que se agilizase la desapropiación de una tierra según ellos “improductiva” donde querían asentarse para cultivar alimentos. Asimismo, llamaban la atención del apoyo a la represión durante la dictadura militar por parte del propietario de las mismas, según publicó a inicios de noviembre el diaro 'Folha de São Paulo'.
Aunque no se han esclarecido aún los motivos de la muerte, la coordinadora general del MST, Marina Santos, se mostró convencida de que se trata de un crimen llevado a cabo por un terrateniente. “En esta región siempre suceden este tipo de atrocidades y nadie es castigado nunca. Esta vez, espero que las autoridades investiguen”.
En el mismo sentido crítico se manifestó la Ministra de Derechos Humanos Marina do Rosario, que afirmó que la situación en la región se ve “agravada por la morosidad de la justicia”. En la carta afirmaba, además, que la desapropiación de la fábrica fue decretada hace catorce años por la institución reguladora y que sólo en agosto de 2012 la Justicia autorizó el inicio del proceso para que los terrenos abandonados fueran liberados

LÍDER DO MST DEIXA CINCO FILHOS

DA REVISTA EXAME ON LINE (AQUI):


Cícero Guedes, líder do MST, é morto no norte 

fluminense

Um dos principais líderes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra morreu com tiros na cabeça e nas costas; corpo foi encontrado em uma estrada rural



Bandeira em assentamento do MST
Rio de Janeiro - O agricultor Cícero Guedes dos Santos, um dos principais dirigentes do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) em Campos dos Goytacazes, no estado do Rio de Janeiro, foi encontrado morto a tiros na manhã deste sábado, informou a organização.
O corpo de Guedes, com marcas de tiro na cabeça e nas costas, foi achado em uma estrada rural de Campos, no norte fluminense, em um local próximo ao Assentamento Oziel Alvez, acampamento do MST onde era o principal coordenador.
O dirigente rural, de 43 anos e que tinha cinco filhos, foi visto pela última vez na tarde de ontem, quando saiu de bicicleta do assentamento, onde estão concentradas as famílias do MST que ocuparam a Usina Cambahyba, um engenho de açúcar desativado composto por sete fazendas e com 3.500 hectares de extensão.
A organização ocupou a propriedade rural depois de ser improdutiva para pressionar o governo a expropiá-la e incluí-la nos programas de reforma agrária.
Apesar de ter sido beneficiado pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em 2002 com um lote de terra no assentamento Zumbi dos Palmares, também em Campos de Goytacazes e onde cultivava banana e legumes, Guedes se manteve ativo como militante dos sem-terra e liderava as famílias que aguardam a desapropriação da Usina Cambahyba.
Segundo o MST, pelas técnicas agrícolas sustentáveis que utilizava em seu lote, Guedes era considerado uma referência em conhecimento agroecológico tanto pelos militantes da organização como por estudantes e professores da Universidade do Norte Fluminense (Uenf) com os quais colaborava.
De acordo com o Movimento, o Incra já se comprometeu a criar um assentamento para beneficiados da reforma agrária na Usina mas até agora não iniciou o processo de desapropriação das terras.
'A morte da companheiro Cícero é resultado da violência do latifúndio, da impunidade das mortes dos Sem Terra e da lentidão do Incra para assentar as famílias e fazer a Reforma Agrária', criticou o Movimento em comunicado.
'O MST exige que os culpados sejam julgados, condenados e presos', acrescenta o texto.
Segundo as estatísticas da Comissão Pastoral da Terra (CPT), apesar do número de mortes por disputas de terra no Brasil terem caído das 73 registradas em 2003 para 29 em 2011, o número de conflitos aumentou.
De acordo com a última edição do relatório 'Conflitos no Campo no Brasil' da CPT, o número de conflitos por terra, pelo acesso à água ou pelo trabalho forçado rural passou de 1.186 em 2010 a 1.363 em 2011 e o número de camponeses ameaçados de morte subiu de 125 a 347 no mesmo período.
Em 2011, depois do assassinato seguido de seis líderes ambientais e camponeses em diferentes estados amazônicos, a presidente Dilma Rousseff anunciou o envio de uma força conjunta de militares e policiais às zonas consideradas de risco, assim como proteção para os ameaçados de morte. EFE