quarta-feira, 17 de setembro de 2014

GAROTINHO DEVE RETOMAR CAMPANHA NESTA QUINTA-FEIRA

                                                                                                     Reprodução TV/programa eleitoral do PR/17/09/2014

Fora das ruas há três dias por conta de uma virose (reveja aqui), o candidato ao Governo do Estado pelo PR, Anthony Garotinho, abriu espaço, pela primeira vez na campanha, para que o vice, Marcio Garcia aparecesse na TV.Vereador e um dos líderes dos Bombeiros Militares.
Garotinho não foi à sabatina promovida pelo O Globo que estava marcada para ontem, mas a expectativa é que retome as atividades de campanha nesta quinta-feira e já tem agendada sua participação em entrevista ao jornal RJ TV 1ª Edição, na TV Globo, ao vivo.
Também nesta quinta está sendo aguardada nova pesquisa Datafolha para o Governo do Rio.



Veja aqui a íntegra da entrevista de Garotinho ao RJ TV 1:
Correção às 17h11 de 18/08 - O candidato do PR reapareceu na 1ª edição do RJ e não na 2ª como estava informado no texto original.

"NADA A DECLARAR"

O ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras, Paulo Roberto Costa, esteve hoje por quase três horas na CPMI do Congresso Nacional que investiga denúncias de corrupção na estatal. Ele optou pelo direito de não responder às perguntas dos parlamentares por causa do "acordo de delação premiada" firmado com o Ministério Público Federal do Paraná, onde está preso.
Por isso, Costa não confirmou o vazamento de que já teria delatado três ex-governadores, senadores e deputados que teriam sido beneficiados por um esquema montado na Petrobrás e desbaratado na Operação Lava jato.

terça-feira, 16 de setembro de 2014

GAROTINHO NÃO VAI À SABATINA DE O GLOBO E MANTÉM "REPOUSO ABSOLUTO" HÁ TRÊS DIAS POR CAUSA DE UMA "VIROSE"


Simone Marinho / Agência O Globo


RIO — O candidato do PR ao governo do Rio, Anthony Garotinho, cancelou sua participação na série de sabatinas promovida pelo GLOBO, nesta semana, com os postulantes ao Palácio Guanabara. O encontro ocorreria nesta quarta-feira, às 10h, no Centro de Convenções Bolsa do Rio, e seria transmitido ao vivo pelo site do GLOBO, como ocorreu com Lindbergh Farias (PT) nesta terça-feira.

No início da noite desta terça-feira, Garotinho enviou e-mail à direção do jornal em que agradece o convite e explica que, por motivos de saúde, não poderá comparecer ao encontro.

"Como é de conhecimento público, há três dias estou impossibilitado de cumprir minha agenda de campanha devido a um processo de virose que tem provocado, além de febre alta, indisposição física e sinais evidentes de cansaço", explicou o ex-governador.

O candidato disse que se sentiu "muito honrado" com o convite para participar da sabatina, mas que seu médico lhe recomendou "repouso absoluto" até pelo menos o fim da tarde desta quarta-feira.

Desde a última segunda-feira, Garotinho, de 54 anos, tem cancelado todas as atividades por causa do problema de saúde. Nos dias anteriores, ele havia intensificado a agenda de campanha, inclusive no interior do Estado.

Nos quatro dias entre a quinta-feira (11) e o último domingo (14), ele fez atos, entre carreatas, caminhadas e comícios, em 15 cidades do Rio, incluindo a capital. Em alguns dias, entre os eventos e deslocamentos entre as cidades, a agenda durou mais de 12 horas. Na segunda-feira, segundo sua assessoria, acordou sentindo-se indisposto e então passou a cancelar as atividades.

Na quinta-feira, o candidato sabatinado pelo GLOBO, às 10h, será Marcelo Crivella, do PRB. O encontro no mesmo local e terá também transmissão ao vivo do site do GLOBO. O último entrevistado será o governador Luiz Fernando Pezão, candidato à reeleição pelo PMDB, na sexta-feira, também às 10h.

DEBATE DA CNBB AO VIVO


Debate ao vivo entre os candidatos à Presidência da República, ao vivo, direto de Aparecida do Norte (SP), promovido pela CNBB. Participam; Dilma Rousseff (PT), Marina Silva (PSB).Aécio Neves(PSDB), Luciana Genro (PSOL), Eduardo Jorge (PV), Levy Fidelix (PRTB), Eymael (PSDC) e Pastor Everaldo (PSC). O jornalista Rodolpho Gamberini é o mediador o debate

aqui

CANDIDATOS À PRESIDÊNCIA DEBATEM HOJE EM APARECIDA

Hoje, 16 de setembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) promove o debate com presidenciáveis, com início às 21h30, no Centro de Eventos Pe. Vítor Coelho, no Santuário Nacional de Aparecida. Organizado pela TV Aparecida, o debate será transmitido por oito emissoras de inspiração católica, 230 rádios e portais católicos. Oito candidatos confirmaram presença. São eles: Aécio Neves (PSDB),  Dilma Rousseff (PT), Eduardo Jorge (PV), José Maria Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB),  Luciana Genro (PSOL),  Marina Silva (PSB) e pastor Everaldo (PSC).
De acordo com o arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, o debate é uma oportunidade para que as pessoas conheçam as propostas e projetos dos candidatos à presidência do Brasil. “Desta forma, o evento oferecerá elementos para que o eleitor possa discernir em quem vai votar, não apenas pensando em seus benefícios pessoais, mas no bem comum. Desejamos que o nosso eleitor exerça seu direito de cidadania com liberdade, responsabilidade e consciência, pensando no bem do país”, explicou.
O debate terá duração de duas horas, com plateia composta por bispos convidados, além de padres e presença de autoridades. O mediador do debate será o jornalista Rodolpho Gamberini, recém contratado pela Rede Aparecida de Comunicação. O programa chegará a mais de 70 milhões de eleitores em sinal aberto.
No primeiro bloco, os convidados irão responder a uma única pergunta elaborada pela presidência da CNBB, em ordem já definida por sorteio na presença dos representantes dos partidos. Cada candidato terá dois minutos para resposta.
Já no segundo bloco, os candidatos vão responder a perguntas propostas pelos bispos indicados pela CNBB, abordando temas como saúde, educação, habitação, reforma agrária, reforma política e lei do aborto. No terceiro bloco, os candidatos irão responder a perguntas de jornalistas das mídias católicas. O quarto bloco será de embate entre os postulantes à presidência. O último bloco será dedicado às considerações finais dos convidados.

Do Portal da CNBB

UM PONTO NO CÉU

                                                       Fotos: Ricardo André Vasconcelos - 16/09/2014 - 14h30


Flagrante de um operário, neste momento, pintando a torre do Santuário Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (antigo Convento dos Padres Redentoristas). Aparentemente protegido por equipamento de segurança, a imagem de baixo mostra o homem como um ponto no universo. Na foto de cima, em detalhe, o importante trabalho para deixar ainda mais bela uma das mais imponentes construções religiosas de Campos.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

VOX POPULI: DILMA ESTÁ NOVE PONTOS À FRENTE DE MARINA


Da Carta Capital on line (aqui):


Eleições 2014

Vox Populi: Dilma está 9 pontos à frente de Marina no primeiro turno
Candidatas empatam no segundo turno, segundo pesquisa divulgada nesta segunda

por Redação — publicado 15/09/2014 20:23, última modificação 15/09/2014 20:24


Divulgação


Presidenta lidera as intenções de voto no primeiro turno


A presidenta Dilma Rousseff (PT) lidera a disputa pela presidência da República, segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta segunda-feira 15. A pesquisa mostra a candidata à reeleição 9 pontos à frente de Marina Silva (PSB) no primeiro turno.

Segundo o instituto, Dilma tem 36% das intenções de voto contra 27% de Marina. Em terceiro lugar, Aécio Neves (PSDB) aparece com 15% dos votos. O pastor Everaldo (PSC) e Luciana Genro (PSOL) tem 1% cada. Os outros candidatos tiveram menos de 1% das intenções de voto.

Brancos e nulos somam 8%. Outros 12% dizem que ainda não decidiram em quem votarão neste ano.

Dilma e Marina empatam no segundo turno

Dilma e Marina aparecem empatadas tecnicamente em um possível segundo turno entre as duas candidatas. Marina tem 42% contra 41% de Dilma. Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, as duas estão empatadas. Nulo, brancos e indecisos somam 17% neste cenário.

Em um segundo turno com Aécio Neves, Dilma teria 47% dos votos contra 36% do tucano. Nulo, brancos e indecisos também somam 17% neste cenário.

O governo Dilma é considerado ótimo ou bom por 38% dos eleitores. Outros 39% o consideram regular e 23% o avaliam como ruim ou péssimo.

Duas mil pessoas foram entrevistadas em 147 municípios entre sábado 13 e domingo 14. A pesquisa foi encomendada pela Rede Record. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-00632/2014.

SÓ TARCÍSIO E CRIVELLA NO DEBATE DA CATEDRAL



Apenas dois candidatos ao Governo do Estado estão participando, neste momento do debate promovido pela Rádio Catedral, da Arquidiocese do Rio. O debate pode ser acompanhado pela Internet: http://www.redentor.tv.br/

EX-PREFEITO DE SÃO FRANCISCO DE ITABAPOANA INELEGÍVEL ATÉ 2020



Do site do TRE- RJ (aqui)
15/09/2014 - 19:48

Ex-prefeito fica inelegível até 2020

Na sessão plenária desta segunda-feira (15), no Tribunal Regional Eleitoral do Rio, o ex-prefeito de São Francisco do Itabapoana, no Norte Fluminense, Frederico Souza Barbosa de Lemos, ficou inelegível até 2020 por abuso de poder político e econômico. Na campanha à reeleição pelo PR, em 2012, ele usou verba pública para fazer propaganda, aproveitando-se da organização de rodeios no Hotel Fazenda Costa do Sol, de propriedade de sua família, onde distribuiu santinhos e outros materiais publicitários usando carros oficiais.

Penúltimo colocado no Índice de Desenvolvimento Humano do Rio de Janeiro, o município de São Francisco do Itabapoana teve apenas dois candidatos a prefeito em 2012, sendo que os votos de Frederico Lemos foram anulados judicialmente. Cabe recurso ao Tribunal Superior Eleitoral, em Brasília.

JABOR, NESTA SEGUNDA-FEIRA, NO RODA VIVA

Gênio para alguns, chato para outros e polêmico para todos, o cineasta e escritor Arnaldo Jabor é o convidado de hoje do programa Roda Viva, da TV Cultura, a partir das 22h.

Arnaldo Jabor
Participam da bancada desta edição Carla Jimenez, editora-chefe da edição brasileira do jornal espanhol El País; Cynthia de Almeida, jornalista e colunista revista Claudia; Denise Fraga, atriz; Glenda Mezarobba, cientista política; e Dan Stulbach, ator, diretor e apresentador do programa Fim de Expediente, da Rádio CBN. O Roda Viva ainda conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.

CANDIDATOS AO GOVERNO DEBATEM DAQUI A POUCO NA RÁDIO CATEDRAL COM TRANSMISSÃO PELA INTERNET


Os candidatos ao Governo do Estado do RJ participam daqui a pouco, às 20h, de debate na Rádio catedral, da Arquidiocese do Rio de Janeiro. O canditado PR, Anthony Garotinho, que suspendeu as atividades de campanha hoje cedo por "conselho médico", manteve o compromisso na agenda.
O debate será mediado pela jornalista Valéria Aguiar.
O encontro será transmitido, ao vivo, através das ondas da Rádio Catedral FM 106,7 e daWebTV Redentor. Os ouvintes poderão participar também pelas redes sociais fazendo perguntas aos candidatos utilizando a hastag #DebateCatedral. E por telefone (3231-3560) participarão de uma enquete feita na hora do debate. Não é aberto ao público.
2014-09 debate 2014

MPE PEDE CASSAÇÃO DE REGISTROS DE PEZÃO E VICE

De O Dia (aqui):

Procurdoria indica que candidato à reeleição foi favorecido por propagandas institucionais no perfil do governo no Twitter

O DIA
Rio - O atual governador do Rio e candidato à reeleição pelo PMDB, Luiz Fernando Pezão, e o candidato a vice-governador na chapa de Pezão, o senador Francisco Dornelles (PP), foram processados por "propaganda institucional desvirtuada" em perfil oficial do governo do estado no Twitter, segundo informou nota da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE), divulgada nesta segunda-feira. Eles são acusados de abuso de autoridade e conduta vedada.
De acordo com a PRE,  o perfil @GovRJ, com mais de 142 mil seguidores, mantém no ar inúmeras notícias institucionais ilegais que favorecem a candidatura de Pezão por meio de fotos, compartilhamentos e notificações da página pessoal do político (@LFPezao).
O Ministério Público Eleitoral (MPE) defende que o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) puna os postulantes com multa e cassação do registro de candidato ou de diploma, caso sejam eleitos. A propaganda irregular também deve ser retirada do perfil oficial no Twitter do governo estadual.
Governador e candidato a vice foram beneficiados por propaganda irregular, segundo procuradoria
Foto:  Maíra Coelho / Arquivo Agência O Dia
“A publicidade exorbitou da sua função de informar os atos da administração e do legítimo interesse comunitário, veiculando dizeres do governador com teor substancialmente eleitoreiro", disse a procuradora regional eleitoral substituta Adriana Farias. 
Entre as informações divulgadas no microblog, três meses antes das eleições (o que também é ilegal), a PRE destacou tuítes como “#LFPezao: Nós vamos fazer td que estiver ao nosso alcance. Continuem com o @GovRJ”.
Em nota, a assessoria do candidato à reeleição ao Palácio Guanabara, Luiz Fernando Pezão, negou que fossem postadas mensagens eleitoreiras que associem o perfil institucional ao perfil do candidato.
"Os perfis institucionais em redes sociais por parte do governador e candidato à reeleição Luiz Fernando Pezão não postam nada relacionado ao governador Pezão desde antes do início do período eleitoral. Somente as redes sociais por parte do candidato Pezão estão postando informações sobre o candidato". 
A assessoria de comunicação do governo do estado também nega que haja ilegalidade nas publicações do e informou que "desde o início do período eleitoral, em 5 de julho, (...) não há qualquer publicação referente ao governador e/ou postagens com conteúdo relacionado à campanha do candidato".



Veja repercussão também no Blog do Bastos (aqui)

domingo, 14 de setembro de 2014

EMPRESA QUE GUARDA MATERIAL DE CAMPANHA DO PR E USA "LARANJA" FAZ OBRA NA SEDE DA PREFEITURA



Estourou muito mais perto da prefeita Rosinha Garotinho do que imaginava-se, a bomba envolvendo uma empreiteira que guarda material irregular de campanha eleitoral do PR num galpão que pertence a um "laranja" assumido, e frequentado por assessores do primeiro escalão do governo municipal. A empreiteira protogonista da investigação pelo TRE é a mesma responsável uma obras no próprio Centro Administrativo José Alves de Azevedo (antigo Cesec), onde estão sediadas as principais secretarias municipais e o Gabinete da prefeita Rosinha Garotinho.
Pela obra de "reforma e ampliação da Procuradoria e pintura das fachadas do Cesec", a empresa EDAFO CONSTRUÇÕES LTDA. foi contratada por R$ 1.088.229,54.
Veja mais sobre o assunto aqui,  aqui e aqui.

PARA GAROTINHO, "MAIS UMA VERGONHA DO JORNALISMO MARROM DO GLOBO"

O candidato do PR, Anrhony Garotinho postou em seu Blog, hoje às 12:49, texto em que diz que a matéria publicada hoje é "mais uma vergonha do jornalismo marrom do Globo". Veja a matéria abaixo e aqui.


O GLOBO: EMPRESA DE "LARANJA" AJUDOU CAMPANHA DE GAROTINHO

De O Globo deste domingo, 14.09.2014 - pág. 14:

CONFISSÃO DE "LARANJA" MOSTRA RELAÇÃO ENTRE PREFEITURA DE CAMPOS COM A CAMPANHA DE GAROTINHO

DJ confessa ser falso dono de empreiteira que liga gestão municipal à campanha de ex-governador
POR CHICO OTAVIO, MAIÁ MENEZES E VERA ARAÚJO
O Globo on-line



Rio - Um galpão de uma empreiteira com contratos de R$ 8 milhões com a prefeitura de Campos funcionava como bunker da campanha do ex-governador Anthony Garotinho ao governo do estado e de candidatos do PR. A Edafo Construções, dona do imóvel em Campos, está no centro de uma investigação iniciada há dez dias pela Justiça Eleitoral e que terá desdobramento na Polícia Federal. A confissão de um “laranja” revelou uma teia de relações entre a gestão municipal, comandada pela prefeita Rosinha Garotinho, mulher do ex-governador, a empreiteira e a campanha eleitoral.

No dia 28 de agosto, fiscais da Justiça Eleitoral, por ordem do juiz Geraldo da Silva Batista Júnior, coordenador de Fiscalização de Campos, foram ao galpão da empreiteira, na Avenida Senador Tarcisio Miranda, no bairro Parque Turf Clube, cumprir mandado de busca e apreensão. Ao entrarem, encontraram no local 360 placas de diversos tamanhos com fotos de candidatos ao lado de Garotinho, cerca de 500 impressos de papelão com a imagem do ex-governador, cem adesivos de veículos e 80 mil revistas da “Palavra de Paz”, e placas móveis dos candidatos aliados do ex-governador. O subsecretário de Governo de Rosinha, Ângelo Rafael Ramos Damiano, estava no local da apreensão e foi levado à Polícia Federal para prestar esclarecimentos.

SUSPEITA DE ABUSO DE PODER ECONÔMICO

De acordo com o relatório do Ministério Público Eleitoral em Campos, há evidências que podem caracterizar abuso de poder econômico, já que é vedada a utilização “das dependências de uma sociedade que realiza contratos com a prefeitura em benefício próprio, constituindo ilícito penal e eleitoral”. O Ministério Público Eleitoral sustenta ainda que “há comprovação, nos autos, de que a atual prefeita de Campos, através de seus agentes, direcionou o interesse público em benefício de Anthony Garotinho, Clarissa Garotinho e candidatos do PR”. O ex-governador, procurado pelo GLOBO, disse, por meio de sua assessoria, que não comentaria o caso.

Logo após a apreensão, o PR protocolou um pedido de liberação do material, sustentando que era “regular”. Na documentação entregue à Justiça, o próprio partido apresentou um contrato de cessão do galpão da empreiteira ao PR assinado por Júlio César Cossolosso, que se apresentava como proprietário. Convocado a depor como testemunha, na última quarta-feira, Cossolosso afirmou que é “laranja” do real proprietário do imóvel, que ele aponta ser Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, empresário de Campos.

Cossolosso revelou ainda o suposto envolvimento de um outro funcionário da prefeitura na campanha. Ele contou ter assinado o documento de cessão de uso dentro da prefeitura, no escritório do Fundo para o Desenvolvimento de Campos (Fundecam), que empresta dinheiro a empresas. Diz que quem levou o contrato para ele assinar foi “Otávio” (o nome do presidente do Fundecam é Otávio Amaral de Carvalho).

No relatório do MP, a promotora Luciana Longo ressalta que “contrato de cessão de imóvel assinado dentro da prefeitura com a participação ativa de um empreiteiro da prefeitura e de agentes públicos municipais fere, além das normas eleitorais, a moralidade administrativa”. E ainda observa: “Como se vê, a situação é grave e merece pronta resposta da Justiça Eleitoral”.

INFORMAÇÕES IMPRECISAS SOBRE A EMPRESA

A Edafo Construções está, oficialmente, no nome de Isabela Nunes Mayerhofer, “companheira” de Paulo Matraca, segundo ela própria diz, em entrevista ao GLOBO.

Isabela, apesar de constar como dona há dois anos, fornece poucas informações sobre a empresa: diz ser proprietária da empreiteira “de dois anos para cá”. Afirma ainda que a “sede” agora funciona em um escritório, em um shopping de Campos. Ela contradiz o depoimento do marido, que afirmou que o galpão ainda é da empreiteira:

— A gente não tinha mais equipamentos. Resolvemos trabalhar a mão de obra e alugamos os equipamentos quando necessário. O galpão era obsoleto, um elefante branco para nós. Tenho contratos, em andamento (com a prefeitura), alguns. Isso agora não sei te dizer (o número). O contador ou a parte financeira pode dizer. Você pode falar com o gerente administrativo, o Paulo. Ele é meu companheiro há 12 anos — disse Isabela.

Procurado, Paulo Matraca não retornou as ligações do GLOBO, assim como Júlio Cossolosso. O advogado Filipe Franco Estefan, ex-presidente da OAB de Campos, que interferiu no depoimento do DJ à Justiça Eleitoral, identificando-se como advogado dele, disse ontem que, oficialmente, não estava advogando para Cossolosso. Apenas assistia à audiência. Mas fez a defesa dele:

— Não sou o advogado dele. Júlio foi chamado como testemunha. Ele é um menino trabalhador, humilde. Vive do patrocínio. A corda arrebenta para o lado mais fraco. Ele tem uma pequena empresa de som. E nunca prestou serviço para a prefeitura — afirmou.

Ao ser informado de que o DJ recebeu R$ 120 mil da Secretaria municipal de Governo, em 2012, para um evento, disse estar surpreso:

— Não estou sabendo nada disso. Se você tivesse na audiência iria ver a inocência dele. Ele abriu o jogo com tanta simplicidade, com tanta pureza. Veio de dentro dele. Se fosse um cara malandro, ele estava cheio de respostas na ponta da língua. Ele é puro.

PREFEITURA NÃO COMENTA

Entre os contratos de maior volume entre a Edafo e a prefeitura de Campos estão a reforma e a ampliação do prédio da Procuradoria do município e a pintura de fachadas de um prédio municipal, no total de R$ 1,088 milhão, pago em dez parcelas, assinado em 30 de abril deste ano. Há contratos menores, em torno de R$ 100 mil, para recuperação de ruas e de escolas. Em depoimento, Paulo Matraca diz que a empresa tem “dez funcionários”. Isabela, no entanto, disse que são 50. Segundo Paulo Matraca, hoje a empresa mantém “cerca de dez obras com a prefeitura”.

A prefeitura de Campos, procurada na sexta-feira, disse que não comentaria as informações, tampouco o suposto envolvimento dos secretários, “por se tratar de questão eleitoral”.

Paulo Matraca, em seu depoimento, diz saber que “Ângelo Rafael é um dos coordenadores da distribuição do material de campanha da coligação da qual o Partido da República faz parte”. As informações de Paulo Matraca são contraditórias. No início dos questionamentos do juiz, ele informa que é apenas empregado da Edafo. Ao ser confrontado com o depoimento de Cossolosso, que o aponta como proprietário, admite que o terreno pertence a ele e à empresa. Foi ele mesmo quem falou o valor dos contratos que foram firmados com a prefeitura de Campos.

A investigação do MP aponta ainda que a mãe de Júlio Cossolosso, Silvia Regina Castro de Oliveira, já constou como sócia da Edafo.

OUTRAS EMPRESAS NA MIRA DA JUSTIÇA
Até 13 de novembro de 2011, a empresa estava no nome de uma professora do município, Alessandra Lyrio Ribeiro Beraldi. Ela disse à Justiça Eleitoral que, apesar de constar como sócia, era secretária do Paulo Matraca. Alessandra é casada com Marco Antônio Beraldi da Silva, advogado do PP, partido da coligação que elegeu, em 2012, a prefeita Rosinha Garotinho. Procurado, Beraldi não retornou as ligações do GLOBO.

A investigação iniciada em Campos foi remetida à coordenadora geral de Fiscalização do estado, juíza Daniela Barbosa. Peças serão remetidas ao Ministério Público estadual e ao Departamento de Ordem Institucional (Delist) da Polícia Federal.

Na mesma semana, a Justiça Eleitoral em Campos fez apreensões em duas outras empreiteiras: J.C. Oliveira Construtora Ltda. e GR G Reis Construtora Ltda., onde foram apreendidos material de campanha e computadores.

PROPAGANDA ILEGAL EM GALPÃO DE ´´LARANJA`` COM SUB DE ROSINHA

Da Folha da Manhã deste domingo, 14.09.2014, pag. 5:

Propaganda ilegal em galpão de “laranja” com sub de Rosinha

Arnaldo Neto
Fotos: Genilson Pessanha
Uma apreensão de material de propaganda irregular no galpão de uma empreiteira que tem contratos com a Prefeitura de Campos pode ter revelado um megaesquema de corrupção eleitoral envolvendo “laranjas”, assessores diretos da prefeita Rosinha e até uso das dependências da Prefeitura de Campos para atividades eleitorais do PR. Numa operação determinada pelo juiz da 75ª Zona Eleitoral a pedido do Ministério Público Eleitoral, foram apreendidos cerca de meio milhão de “santinhos” do candidato a governador pelo PR, deputado Anthony Garotinho, além de placas e adesivos. No galpão também foram apreendidos listagens de saída de material, somando mais de dois milhões de itens de campanha também para os candidatos Clarissa Garotinho, Paulo Feijó, Jorge Magal (a deputado federal); Geraldo Pudim, Bruno Dauaire, Pastor Éber, Gil Vianna e Kitielly (a deputado estadual); além de Liliam Sá, candidata da coligação de Garotinho ao Senado Federal. O blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa, hospedado na Folha Online, foi o primeiro a levantar as denúncias e a publicar documentos que comprovam o envolvimento da empresa e assessores da Prefeitura no esquema irregular.
A operação ocorreu no último dia 28 de agosto a partir de denúncia que chegou ao MPE de que haveria um galpão com propaganda eleitoral irregular de propriedade da Edafo Construções Ltda, que tem contratos com a Prefeitura de Campos. De posse de um mandado de busca e apreensão, fiscais do TRE e policiais do Grupo de Apoio aos Promotores (GAP) encontraram no local, no momento da apreensão, o subsecretário geral de Governo da Prefeitura de Campos, Ângelo Rafael Barros Damiano, que é um dos coordenadores da campanha do PR no município. Em depoimento à Justiça, o DJ Júlio César de Oliveira Cossolosso, que consta como dono do galpão, admitiu ser “laranja” de Paulo Ferreira Siqueira, conhecido como Paulo Matraca, apontado como proprietário da Edafo. O galpão foi cedido ao partido para a campanha, e, de acordo com o depoimento de Júlio, o documento de cessão foi assinado dentro da Prefeitura, na sala do Fundecam, na presença de Otávio Amaral de Carvalho, o Tavinho, presidente do Fundo de Desenvolvimento de Campos. Além do material da campanha de 2014, foram encontrados documentos da Edafo, folhas com registros da saída de material e propaganda das campanhas de 2010 e 2012.
Em seu pedido para o mandado de busca e apreensão no galpão da Edafo, a promotora Luciana Longo Alves da Costa ressaltou que “um empresa que possui contratos com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes não poderia ser utilizada como depósito/distribuidora de material de campanha, sob pena de caracterização de abuso de poder político e econômico”. O juiz Geraldo da Silva Batista Júnior, no dia 4 de setembro, considerou que há fortes indícios de que o material de campanha seja irregular, levando em conta que “no site do TRE podemos identificar que o candidato referido (Garotinho), até o momento, não declarou receitas em sua campanha e só gastou R$21.650,00. Portanto, são fortes os indícios de que o material, além de estocado em local proibido — constituindo crime —, é irregular”.
No depoimento de Paulo Matraca, ele admite que “a Edafo fez umas 10 obras para a prefeitura nos últimos anos; que acha que a Edafo recebeu uns R$ 8 milhões”.
Cargos de confiança atuam na campanha
O subsecretário de Governo Ângelo Rafael foi encontrado pelos fiscais do TRE no galpão usado para distribuição de material eleitoral na manhã de uma quinta-feira, durante horário em que, segundo o funcionamento normal da Prefeitura, deveria estar no trabalho. Foi Ângelo quem entrou em contato com Paulo Matraca para informar sobre a fiscalização. No depoimento de Paulo, Ângelo é citado como coordenador da campanha.
No relatório do agente responsável pela fiscalização, consta ainda o nome de outra pessoa ligada à administração pública de Campos. Durante a diligência, um homem chegou para entregar a cópia do contrato de cessão do imóvel, a pedido de uma responsável pelo PR, identificada como Selena. A “responsável pelo partido” foi identificada posteriormente como Selena Moreira Bastos Araújo Silva, nomeada para exercer na secretaria de Comunicação o cargo de Chefe de Gabinete, símbolo DAS-3.
Advogado do PR pede liberação de veículos
Um advogado do PR acompanhou a busca e apreensão, assim como uma equipe da Polícia Federal. Foi apreendida documentação da Edafo e os oito veículos que estavam no local: um Kia Soul, um Gol, um caminhão Mercedes Benz, uma caminhonete GM D20, um reboque, um caminhão basculante Ford, uma máquina Fiatallis FG 140 e uma moto Dafra ZIG50.
Todos os oito veículos foram apreendidos e o galpão continua lacrado. Em um inusitado pedido, sem mostrar qualquer nota fiscal que comprovasse o farto material de campanha encontrado, o advogado do PR pediu a liberação do material e dos veículos, que, teoricamente, são particulares e deveriam ter a sua liberação pedida pelos proprietários e não pelo partido.
14/09/2014 11

APREENSÃO DE PROPAGANDA DO PR EM GALPÃO DE EMPREITEIRA É DESTAQUE NA FOLHA E O GLOBO


VEJA DAQUI A POUCO AS DUAS MATÉRIAS NA ÍNTEGRA

sábado, 13 de setembro de 2014

FLAGRANTE EM GALPÃO DE EMPREITEIRA VIRA "PEDRA NO SAPATO" DA TURMA DO PR


Os que tiveram acesso à documentação referente à apreensão feita por fiscais do TRE e do GAP (Grupo de Apoio aos Promotores) no Galpão de uma empreiteira no final do mês passado, ficaram impressionados com o volume de material de propaganda dos candidatos do PR estocado e, mais ainda, com o montante já distribuído. Tudo devidamente anotado numa planilha de controle interno. A empresa é prestadora de serviço da PMCG e as pessoas que estavam no local para apanhar material de campanha são pagos pela municipalidade e, naquele horário, 08:30, deveriam estar no local de trabalho.
O que salta aos olhos é a desfaçatez com que se mistura o público com o privado, como se os bens da municipalidade estivessem a serviço do aparelho político.
Essa história tem tudo para ir longe. Se vai dar em alguma coisa, pode ser que não dê, mas que vai longe , isso vai.
As primeiras informações sobre o caso foram publicadas no Blog "Ponto de Vista" de Christiano Abreu Barbosa (aqui):


Bomba

Uma operação da justiça eleitoral, feita na semana passada, em um galpão na RJ-216 de uma empreiteira que presta serviços ao governo Rosinha, gerou a apreensão de farto material de campanha de Garotinho, que estaria sem as devidas notas fiscais para comprovação da origem do dinheiro.
No local estava um subsecretário, membro do primeiro escalão do governo Rosinha, que foi detido e conduzido à Delegacia da Polícia Federal, onde foi indiciado e liberado após a assinatura de um termo circunstanciado.
No prosseguimento da apuração dos possíveis crimes cometidos, ontem foi tomado pelo juízo eleitoral um depoimento chave, no qual teriam sido feitas várias revelações bombásticas. Quem teve acesso ao depoimento garante que ele é nitroglicerina pura. Pela dimensão do caso, o TRE do Rio já foi acionado e entrará nas investigações.
Atualização às 22h57 de 12/09/2014: Confira aqui o material de campanha apreendido na busca e apreensão.
Atualização às 22h58 de 12/09/2014: Confira aqui os personagens que estavam no galpão da construtora e os veículos apreendidos.
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Bomba (2) – os materiais de campanha

Consegui hoje ter acesso a uma parte dos autos do processo que motivou a nota Bomba, publicada aqui há 48 horas. A ação de Fiscalização de Propaganda Irregular foi deflagrada no final de agosto, contra a Edafo Construções Ltda, atendendo a uma denúncia de que a empresa estaria servindo como depósito e centro de distribuição de material de campanha.
A grande movimentação de carros logo cedo, toda manhã, gerando filas de carros e caminhões esperando o portão da empresa abrir às 08h, saindo depois lotados de material de campanha, chamou muito a atenção. No entra e sai dos veículos, era possível ver pela abertura do portão pilhas e mais pilhas de placas.
Numa breve investigação, o Ministério Público e a Justiça Eleitoral descobriram que a Edafo Construções Ltda detinha contratos com a Prefeitura de Campos para realizar obras públicas, tendo inclusive um extrato de termo aditivo publicado recentemente, em 01 de agosto.
Os fatos levaram o MP a entrar com uma ação cautelar de busca e apreensão na Edafo Construções, já que uma empresa que possui contratos com a Prefeitura de Campos não poderia ser utilizada como depósito e centro de distribuição de material de campanha, sob pena de caracterização de crime eleitoral e abuso de poder político e econômico.
A Justiça Eleitoral acatou o pedido e a busca e apreensão foi feita, constatando que o prédio e o galpão serviam de depósito de farto material de campanha do PR, partido de Anthony Garotinho, com centenas de placas, santinhos e adesivos de candidatos do PR, entre eles Garotinho, Clarissa e Liliam Sá, além de diversos candidatos a deputado estadual e federal.
Havia também material de Rosinha, da campanha que a reelegeu prefeita de Campos, além de campanhas antigas de Garotinho e candidatos do PR, indicando que a prática é antiga. Foram achadas ainda dezenas de milhares de revistas da Caravana da Paz, programa do ex-governador acusado de uso eleitoral e que teve distribuição de brindes suspensa pela Justiça.
Um controle de entrada e saída de materiais detalhado foi encontrado pela Justiça Eleitoral. Não foi apresentada nenhuma nota fiscal que comprovasse a origem do dinheiro que pagou o farto material de campanha. O juízo eleitoral pesquisou no site do TRE e só encontrou gastos de R$ 21.650,00, vendo fortes indícios que o material, além de estar estocado em local proibido, constituindo crime, é irregular.
Confira abaixo algumas saídas de material, com a retirada feita por figuras conhecidas do PR. Os quantitativos impressionam pela demonstração de poderio financeiro. Clique nas imagens para ampliar:

ISTOÉ PUBLICA MAIS VAZAMENTOS DO DEPOIMENTO DE EX-DIRETOR DA PETROBRAS

BRASIL
|  N° Edição:  2338 |  12.Set.14 - 20:00 |  Atualizado em 13.Set.14 - 15:21

No rastro do dinheiro da Propinobrás

Entenda como o esquema na Petrobras abasteceu o caixa de aliados do governo e conheça os novos nomes denunciados pelo ex-diretor de Abastecimento Paulo Roberto Costa na delação premiada

Mário Simas Filho, Sérgio Pardellas e Josie Jerônimo
Há duas semanas, uma equipe composta por integrantes da Polícia Federal e do Ministério Público trabalha arduamente para detalhar como funcionaria o propinoduto instalado na Petrobras para abastecer políticos aliados do governo Dilma Rousseff. Até agora, eram conhecidos trechos da delação do ex-diretor de Abastecimento e Refino da Petrobras Paulo Roberto Costa, considerado o maior arquivo vivo da República. Em depoimento à Polícia Federal, o ex-executivo da estatal entregou nomes de políticos e empresas que superfaturaram em 3% o valor dos contratos da Petrobras exatamente no período em que ele comandava o setor de distribuição, entre 2004 e 2012.
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HOMEM BOMBA
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa
depôs novamente à PF, na última semana, e apresentou
novos nomes envolvidos no escândalo
Já se sabia que dessa lista faziam parte figuras graúdas da República, como os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral, a governadora do Maranhão, Roseana Sarney, João Vaccari Neto, secretário nacional de finanças do PT, Ciro Nogueira, senador e presidente nacional do PP, Romero Jucá, senador do PMDB, Cândido Vaccarezza, deputado federal do PT, João Pizzolatti, deputado federal do PP, e Mário Negromonte, ex-ministro das Cidades, do PP, e até o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, morto em acidente aéreo no mês passado. No entanto, a relação de nomes entregue pelo ex-executivo da Petrobras é ainda mais robusta. ISTOÉ apurou com procuradores e fontes ligadas à investigação que, além desses políticos já citados, também foram delatados por Paulo Roberto Costa o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o governador do Ceará, Cid Gomes, e os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ).
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O DOLEIRO AMEAÇA FALAR
Envolvido na Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef, que também
está preso, tem sido pressionado a contar tudo, em troca de benefícios
Na semana passada, as investigações avançaram sobre o rastreamento do dinheiro desviado. Os levantamentos preliminares já confirmaram que boa parte da lista de parlamentares e chefes de governos estaduais contemplada, segundo o delator, pelo propinoduto da Petrobras, tem conexão direta com as empresas envolvidas no esquema da estatal. Levantamento feito na prestação de contas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) revela que cinco empreiteiras acusadas de participar do esquema este ano doaram quase R$ 90 milhões a políticos relacionados ao escândalo. Procuradas por ISTOÉ, as empresas envolvidas respondem em uníssono que as doações “seguem rigorosamente a legislação eleitoral”. A PF, no entanto, apura a origem dos recursos doados e se, além dos repasses oficiais, houve remessas ilegais. Suspeita-se que as doações eleitorais sejam usadas para lavar e internalizar o dinheiro depositado no exterior. Instada a colaborar, a Justiça da Suíça, país por onde circularam receitas provenientes de superfaturamento dos contratos da Petrobras, já deu o sinal verde para a cooperação.
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FACHADA
O governador do Ceará, Cid Gomes, delatado por Paulo Roberto
Costa, nega que tenha envolvimento no caso
A análise do mapa de distribuição do dinheiro para as campanhas de políticos ligados ao escândalo mostra que os repasses financeiros nem sempre guardam relação com o perfil econômico dos Estados. Essa constatação intriga a PF. É o caso de Alagoas, Estado do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos personagens citados no testemunho do delator. Em uma unidade da federação em que as principais atividades são a indústria açucareira e o turismo, as empreiteiras contratadas pela Petrobras não têm nenhum interesse de investimento ou projetos no estado. Mesmo asism, abarrotaram o caixa de campanha de Renan Filho (PMDB), herdeiro político do senador. Cinco empresas relacionadas ao esquema entraram com R$ 8,1 milhões na campanha, o equivalente a 46,8% dos R$ 17,3 milhões arrecadados pelo diretório estadual do partido, presidido pelo parlamentar.
No fim de agosto deste ano, um cheque de R$ 3,3 milhões da Camargo Corrêa irrigou o caixa controlado por Renan. Para que os recursos não saíssem diretamente para a campanha do filho do presidente do Senado, o dinheiro foi pulverizado em campanhas de deputados estaduais de diferentes partidos que compõem a coligação formada em torno de Renan Filho. Partidos como PDT, PT, PCdoB e PROS dividiram os recursos. O senador reagiu indignado ao vazamento do acordo de delação e negou proximidade com a diretoria da Petrobras. “As relações nunca ultrapassaram os limites institucionais”, afirma o parlamentar alagoano. A Camargo Corrêa foi levada à investigação da PF pelo doleiro Alberto Youssef, responsável pela lavagem do dinheiro ilegal da Petrobras. Em uma mensagem interceptada, ele reclamou que adiantou dinheiro à empreiteira e que não sabia como cobrar a dívida, de R$ 12 milhões, por ser amigo de diretores da empresa.
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As denúncias do ex-diretor da Petrobras, feitas no depoimento concedido ao juiz Sérgio Moro, especialista em lavagem de dinheiro, atingiram as duas principais autoridades do Poder Legislativo. Além de Renan, Costa também mencionou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), como beneficiário do esquema criminoso. Alves viveu por semanas a pressão de submeter o deputado André Vargas (PT-PR), amigo do doleiro Youssef, às instâncias do conselho de ética da Casa. Agora, ele próprio se vê envolvido na incômoda lista de políticos apontados pelo delator. Alves nega ter recebido recursos de Paulo Roberto Costa, mas, a exemplo de Renan, tem a campanha abastecida por empresas situadas no epicentro do escândalo. Henrique Eduardo Alves lidera a corrida ao governo do Rio Grande do Norte. Até agora, recebeu R$ 6,7 milhões de três empreiteiras apontadas no esquema de desvio de verbas da estatal. A relação do presidente da Câmara com a Petrobras é antiga. Sua influência nos quadros da estatal alcança desde grandes postos no Rio de Janeiro até a gestão da Refinaria Clara Camarão, no seu Estado. Só para alojar um apadrinhado na refinaria, o presidente da Câmara ordenou em 2012 a constituição de uma nova gerência de serviços especiais. Trata-se de Luiz Antônio Pereira. Um ano antes, a refinaria Clara Camarão havia passado por um pente fino do TCU e o tribunal encaminhou a auditoria para o Ministério Público, com o objetivo de esmiuçar indícios de superfaturamento e contratos sem licitações que marcaram a gestão da obra.
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BENEFICIÁRIO
Mencionado pelo ex-diretor da Petrobras na delação premiada, o senador
Delcídio Amaral obteve recursos para sua campanha de empresas
citadas como integrantes do esquema
Incluído também na lista do ex-diretor da Petrobras, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) viu brotar na conta bancária do diretório partidário que preside em Roraima recursos provenientes das empreiteiras citadas no esquema. A OAS, Andrade Gutierrez e UTC doaram, juntas, R$ 1,6 milhão ao projeto político do PMDB no Estado. O valor que as empreiteiras repassaram à sigla de Jucá é maior do que os recursos transferidos das empreiteiras para o PSB, partido do cabeça de chapa da coligação do PMDB: o comitê do candidato ao governo Chico Rodrigues, que tem o filho de Jucá, Rodrigo Jucá, como candidato a vice, arrecadou R$ 615 mil.
Em seu depoimento à PF, Paulo Roberto Costa revelou que as empreiteiras contratadas pela Petrobras eram obrigadas a fazer doações para um caixa paralelo de partidos e políticos integrantes da base de sustentação de Dilma. Seguindo o rastro do dinheiro, a investigação mostra que, até agora, as empresas contratadas pela Petrobras engordaram o caixa do PMDB em R$ 15,5 milhões. Enquanto os peemedebistas adotam um método pulverizado de doação de campanha, o PT é o que concentra a maior fatia do dinheiro das empresas citadas no escândalo. Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, Engevix e UTC destinaram R$ 28,5 milhões à direção nacional do PT. À candidata Dilma Rousseff, R$ 20 milhões foram repassados pela OAS e outros R$ 5 milhões pela UTC.
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CITADO
O senador Francisco Dornelles, alvo do delator Paulo Roberto Costa,
obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão
A rede de corrupção guarda íntima relação com problemas de gestão identificados pelos órgãos de fiscalização na execução de outras obras de refinarias. No Maranhão, a pressa política do PT em apresentar a pedra fundamental da Refinaria Premium custou R$ 84,9 milhões à Petrobras. O lançamento foi feito sem o projeto básico e o consórcio de empreiteiras contratado atrasou o início das obras, pois os terrenos ainda estavam sub judice. Ainda no Estado maranhense, o filho do ministro de Minas e Energia, integrante da lista de Paulo Roberto Costa, e candidato do PMDB ao governo do Maranhão, Lobão Filho, recebeu para sua campanha R$ 500 mil da empresa Andrade Gutierrez. A PF apura ligações do candidato com a empresa fornecedora de material para a construção da refinaria, no município de Bacabeira. O ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau atua há muito tempo nessa área para a família do ex-presidente José Sarney (PMDB), pai da governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Quando saiu do ministério, Rondeau foi trabalhar na Engevix, uma das cinco empreiteiras abraçadas pelo escândalo.
Recém-incluído na rumorosa relação do delator, o senador petista Delcídio Amaral também obteve recursos para sua campanha de empresas mencionadas como integrantes do esquema. A campanha de Delcídio ao governo de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 622 mil da OAS, R$ 2,8 milhões da Andrade Gutierrez e R$ 2,3 milhões da UTC. Entre 2000 e 2001, Delcídio ocupou a diretoria de Gás e Energia da Petrobras. Com a eleição de Luiz Inácio Lula da Silva para presidente, em 2002, ele se transferiu do PFL para o PT e apadrinhou a indicação de Nestor Cerveró, primeiro para a área de Gás e Energia, ocupada por Ildo Sauer, e, finalmente, para a área Internacional. Um dos depoentes da CPI da Petrobras no Congresso na última semana, Cerveró encontra-se no rol de investigados no escândalo da estatal. 
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ELE, DE NOVO
O deputado Eduardo Cunha é outro integrante do PMDB
incluído na lista do ex-diretor da Petrobras
Outros três políticos que aparecem no escândalo receberam, direta ou indiretamente, dinheiro das empreiteiras acusadas de irregularidades nos contratos com a Petrobras. O deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP) foi agraciado com R$ 150 mil provenientes da UTC. Já o senador Francisco Dornelles (PP) obteve R$ 400 mil da Andrade Gutierrez e R$ 800 mil da Queiroz Galvão. À ISTOÉ, Dornelles admitiu que conhece Paulo Roberto Costa, mas, segundo o senador, não houve qualquer participação dele nessas doações. “Todas as doações recebidas pelo diretório do PP no Rio tiveram como origem empresas juridicamente aptas a fazê-las”, afirmou. O ex-ministro das Cidades Mário Negromonte foi contemplado com R$ 200 mil da OAS e R$ 100 mil da UTC. Na delação que fez à PF, Paulo Roberto Costa menciona ainda o governador Cid Gomes, do Ceará, com quem negociou a instalação de uma minirrefinaria no Estado. O projeto seria apenas uma fachada para um esquema de lavagem de dinheiro por meio de empresas que nunca sairiam do papel, conforme ISTOÉ denunciou em abril. “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”, disse o governador Cid Gomes à ISTOÉ na tarde da sexta-feira 12.
Quando a Polícia Federal iniciou as apurações, os investigadores tentaram abraçar um universo de temas. Sob a guarda do juiz federal Sérgio Moro, a PF buscava provas de crimes de evasão de divisas, contrabando de pedras preciosas e tráfico internacional de drogas, mas tinha dificuldade para amarrar uma linha de trabalho e caracterizar a ação de uma quadrilha. O acordo de delação do ex-diretor da Petrobras contribuiu, e muito, para apontar um rumo. Mas, para se livrar dos 50 anos de prisão que teria de pagar pelos seus crimes, Paulo Roberto Costa terá de trazer provas. Todos os políticos rechaçam as acusações do delator com o argumento de que não foram apresentadas provas. De fato, para que o depoimento do delator tenha relevância na elucidação da rede de corrupção, Costa terá de materializar suas afirmações. Pelo que se pode depreender até agora, as movimentações feitas com os recursos desviados da Petrobras abrangem o caixa formal dos candidatos, como mostra esta reportagem, e também dinheiro de caixa 2. No curso de seu trabalho para desvendar as tenebrosas transações, Sérgio Moro deu uma ordem: não quer depender de grampos ou suposições e vai fugir da “teoria do domínio do fato”, método que permeou o julgamento do mensalão, o maior escândalo de corrupção dos governos do PT.
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DORNELLES E EDUARDO CUNHA NA LISTA DE PAULO ROBERTO COSTA





O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa listou o nome de mais um governador, dois senadores e um deputado federal entre os políticos envolvidos com esquema de corrupção na estatal, informou neste sábado (13) a revista “IstoÉ”, sem apresentar documentos nem especificar as circunstâncias em que eles foram citados.
Paulo Roberto Costa firmou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal e, desde então, tem revelado detalhes de um suposto esquema de desvio de recursos públicos que beneficiaria políticos. O delator está preso em Curitiba.
Nomes de 12 políticos já haviam sido citados como beneficiários do esquema pela revista “Veja”, na semana passada. A publicação afirmou que o ex-diretor citou um ministro, três governadores, seis senadores e pelo menos 25 deputados.
Agora, a “IstoÉ” incluiu na lista o governador do Ceará, Cid Gomes, os senadores Delcídio Amaral (PT-MS) e Francisco Dornelles (PP-RJ), candidato a vice-governador do RJ na chapa de Luiz Fernando Pezão e o líder do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha (RJ). Não detalhou, contudo, qual a relação de cada um deles com a estatal, com o ex-diretor, tampouco com o esquema.
Procurado pela Folha, Cid Gomes, por meio da assessoria, negou qualquer tipo de envolvimento com o esquema. “Não sei quem é Paulo Roberto. Nunca estive com esse cidadão e sou vítima de uma armação de adversários políticos”, disse o governador, repetindo a declaração publicada pela revista.
Dornelles e Eduardo Cunha não foram localizados pela Folha. Por meio de uma rede social, Cunha afirmou que o objetivo da reportagem é prejudicá-lo na eleição.
“Não tem nenhum fato e só citam a esmo meu nome, de forma leviana. De mim nem doação podem falar, porque não recebi qualquer doação de empresas citadas. Isso evidentemente tem o objetivo de causar prejuízo eleitoral”, escreveu o deputado.
Delcídio Amaral, que também rechaça qualquer ligação com o esquema, classificou como “esdrúxula” a reportagem. “O texto publicado, além de servir unicamente como tiro de festim para que candidatos desesperados utilizem contra adversários, inclusive e principalmente no Mato Grosso do Sul, não tem outra utilidade que não seja ser destinado à lata de lixo”, afirmou por meio de nota.

Com informações da Folha de S.Paulo e IstoÉ
 


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