quarta-feira, 25 de novembro de 2015

PT NEGA EM NOTA SOLIDARIEDADE A DELCÍDIO

Nota distribuída pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, no final da tarde de hoje.
Por: Agência PT, em 25 de novembro de 2015 às 17:53:39
O presidente Nacional do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, divulgou nota, nesta quarta-feira (25), em que se diz “perplexo” com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão do senador Delcídio do Amaral (PT-MS).
Na nota, o dirigente reforça que as “tratativas atribuídas ao senador” não têm qualquer relação com sua atividade partidária. Além disso, Rui Falcão anuncia que a presidência do PT convocará, em breve, uma reunião da Executiva Nacional para adotar as medidas cabíveis.
Leia a nota na íntegra:
“O presidente Nacional do PT, perplexo com os fatos que ensejaram a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de ordenar a prisão do Senador Delcídio do Amaral, tem a dizer o seguinte:
1- Nenhuma das tratativas atribuídas ao senador têm qualquer relação com sua atividade partidária, seja como parlamentar ou como simples filiado;
2- Por isso mesmo, o PT não se julga obrigado a qualquer gesto de solidariedade;
3- A presidência do PT estará convocando, em curto espaço de tempo, reunião da Comissão Executiva Nacional para adotar medidas que a direção partidária julgar cabíveis.
Brasília, 25 de novembro de 2015
Rui Falcão
Presidente Nacional do PT”
Da Redação da Agência PT de Notícias

LÍDER DO GOVERNO DILMA É PRESO POR ORDEM DO STF

Do portal do STF (aqui):

Quarta-feira, 25 de novembro de 2015
2ª Turma referenda prisão do senador Delcídio do Amaral e de mais três investigados
A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve na manhã desta quarta-feira (25), por unanimidade, a prisão preventiva do senador Delcídio do Amaral (PT/MS), ao julgar a Ação Cautelar (AC) 4039 ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). Em sessão extraordinária, a Turma referendou a decisão tomada na noite de ontem pelo ministro Teori Zavascki de determinar a prisão do senador.
Na mesma sessão, os ministros referendaram decisão semelhante do ministro Zavascki na AC 4036, quanto à prisão preventiva decretada contra o advogado Edson Ribeiro e às prisões temporárias do banqueiro André Esteves, do Banco BTG Pactual, e do chefe de gabinete do senador, Diogo Ferreira. Todas as ordens de prisão foram decretadas pelo ministro Teori Zavascki para preservar as investigações realizadas no âmbito da operação Lava-Jato. 
Relator
Segundo o ministro Teori Zavascki, não haveria outra forma de se preservar a integridade das investigações que não fosse a decretação das prisões. Ele relatou à Turma que as razões para as prisões estavam fundamentadas no artigo 312 do Código de Processo Penal (CPP) – como prova de existência de crime (materialidade) e indício suficiente de autoria – conforme justificou o Ministério Público nas ações.
Os autos relatam o esquema que envolveria o senador Delcídio do Amaral, seu assessor parlamentar Diogo Ferreira, o advogado Edson Ribeiro e o banqueiro André Esteves, com o objetivo de tentar dissuadir o ex-diretor Internacional da Petrobras Nestor Cerveró de firmar acordo de colaboração premiada junto ao Ministério Público Federal nas investigações decorrentes da operação Lava-Jato.  
Tal esquema, segundo relata o MPF, envolveria desde o pagamento de ajuda financeira no valor de R$ 50 mil mensais à família de Cerveró e o pagamento de R$ 4 milhões em honorários ao advogado Edson Ribeiro por parte do banqueiro André Esteves, até a promessa de suposta influência junto ao Poder Judiciário para a concessão de  liberdade a Cerveró de forma a facilitar eventual fuga do ex-diretor da Petrobras para a Espanha, país do qual também tem cidadania. Ainda segundo os autos, as reuniões dos investigados para tratar da questão da colaboração premiada de Nestor Cerveró foram gravadas pelo filho do ex-diretor da Petrobras, e os vídeos, bem como conversas trocadas por e-mail e por aplicativo de celular, foram encaminhados ao MPF. 
O ministro destacou a excepcionalidade da prisão preventiva e, mais ainda, que em caso de prisão de parlamentar no exercício do mandato só é permitida em situação de flagrante por crime inafiançável, conforme prevê o artigo 53, parágrafo 2º da Constituição Federal.
Entretanto, o relator observou que no caso em questão caracteriza-se um estado de crime permanente, a partir de formação de associação criminosa com o objetivo de atrapalhar as investigações. Esse estado de permanência, segundo o relator, mantém a caracterização do flagrante para fins de prisão cautelar.
Votos
Primeira a votar depois do relator, a ministra Cármen Lúcia afirmou que a necessidade das prisões se impõe para resguardo do estado de direito e, assim, ela referendou a decisão que determinou a prisão do senador Delcídio do Amaral e as três outras prisões, preventiva e temporárias.
A ministra afirmou ainda que o “crime não vencerá a Justiça". "Um aviso aos navegantes dessas águas turvas de corrupção e iniquidades: criminosos não passarão a navalha da desfaçatez e da confusão entre imunidade e impunidade e corrupção. Em nenhuma passagem, a Constituição Federal permite a impunidade de quem quer que seja”, apontou.
Na sequência, o ministro Gilmar Mendes destacou que estão preenchidos os requisitos previstos no texto constitucional para a prisão em flagrante de parlamentar. “Estamos diante de um caso inquérito de crime inafiançável e também caracterizada a flagrância técnica, tendo em vista que se trata de crime permanente”, disse.
O decano do STF, ministro Celso de Mello observou que, no Estado Democrático de Direito, “absolutamente ninguém está acima das leis, nem mesmo os mais poderosos agentes políticos governamentais”. A seu ver, a ordem jurídica não pode permanecer indiferente a “condutas acintosas de membros do Congresso Nacional, como o próprio líder do governo no Senado ou de quaisquer outras autoridades da República que hajam incidindo em censuráveis desvios éticos e reprováveis transgressões alegadamente criminosas, no desempenho de sua elevada função de representação política do povo brasileiro”.
“Quem transgride tais mandamentos, não importando sua posição estamental, se patrícios ou plebeus, governantes ou governados, expõem-se à severidade das leis penais e por tais atos devem ser punidos exemplarmente na forma da lei. Imunidade parlamentar não constitui manto protetor de supostos comportamentos criminosos”, completou o ministro Celso de Mello.
Último a votar, o presidente da Turma, ministro Dias Toffoli, afirmou que “o que o juiz tem que fazer é decidir de acordo com o rule of law (estado de direito), que é o que essa Corte historicamente faz. Hoje se cumpre o rule of law quando o ministro relator traz para referendo do colegiado uma decisão de extrema gravidade, para verificar se a decisão está de acordo com parágrafo 2º do artigo 53 da Constituição Federal.
Precisamos incorporar esse padrão do rule of law à cultura brasileira, que não pode mais ser a cultura do "jeitinho", das tratativas ou das relações pessoais, afirmou Toffoli.
Comunicado
Na proclamação, o presidente do colegiado, ministro Dias Toffoli, informou que a decisão da Turma no referendo da ordem de prisão do senador Delcídio do Amaral, na Ação Cautelar 4039, deverá ser comunicada em 24 horas ao Senado Federal, para que a prisão seja decidida naquela Casa Legislativa pelo voto da maioria de seus membros, conforme destacado no artigo 53, parágrafo 2º da Constituição Federal. 
AR,RP,RR/CR
Texto atualizado às 14h30.



segunda-feira, 23 de novembro de 2015

CÂMARA DE CAMPOS RECEBE REPASSE DE R$ 2,8 MILHÕES



A Câmara Municipal de Campos recebeu, na última quinta-feira, dia 19, seu repasse mensal referente ao duodécimo de novembro: R$ 2.852.488,57 e ainda deve receber outros R$ 300 mil para pagamento de seus inativos.
O orçamento da Câmara para 2015 é de R$ 33.546.000,00 (aqui),  mas em 2016 cai para R$ 29,8 milhões (reveja aqui).

domingo, 22 de novembro de 2015

DINHEIRO DA VENDA DO FUTURO CHEGA EM DEZEMBRO, MAS DEVE SER SÓ R$ 500 MIL


Depois de arrastar adiamentos desde "meados de setembro", "princípio de outubro", "comecinho de novembro", desta vez ficou para a "primeira semana de dezembro" a conclusão das negociações da Prefeitura de Campos com o mercado financeiro com vistas a um empréstimo lastreado com os royalties previstos para os próximos anos.
A tal "venda do futuro" parece mesmo em vias de conclusão, mas o montante a entrar nos combalidos cofres da municipalidade estaria longe da quantia de R$ 1,2 bilhão aguardada. O valor deve ficar em torno de R$ 500 mil (meio bilhão), que é a diferença, a menos, entre o que o município recebeu este ano em relação a 2014 em repasses de royalties e Participação Especial. O dinheiro dá para resolver os problemas de caixa deste ano: liquida dívidas com fornecedores, empreiteiros, e principalmente empresas de mão-de-obra. Mas, ao contrário do que sonhava o secretário Garotinho (que conduz as operações de crédito como um segredo de guerra), não vai sobrar nada para investir no ano eleitoral 2016.
Então, depois do empréstimo de R$ 300 milhões de 2014 (reveja aqui) e este que ainda anda no sai-não-sai, vamos aguardar o que vão inventar para fazer dinheiro no próximo ano. Porque, veja bem, se entrarem os tais R$ 500 mil da "venda do futuro" o governo vai ter tido, em 2015, praticamente o mesmo orçamento do ano anterior, em torno de R$ 2,1 bilhões.
O "abacaxi" ficaria, nesse caso, para 2016, quando o orçamento será, de novo, de R$ 1,7 bilhão (reveja aqui), justamente quando o governo precisaria de mais recursos para concluir obras, iniciar outras e, enfim, tomar todas aquelas providências a que estão habituados em anos de eleição.
Há mais o que vender?

GERALDO VENÂNCIO DIZ QUE PREFERIA O HOSPITAL SÃO JOSÉ PRONTO ANTES DO CEPOP

Com respostas francas, diretas e sem tergiversar, o novo (de novo) secretário de Saúde de Campos, Geraldo Venâncio mostrou,em entrevista na Folha da Manhã deste domingo (aqui), que é possível enfrentar os graves problemas da área com diálogo, gestão e sem as bravatas dos seus chefes.
Aliás, chama atenção na entrevista a quase total ausência de citação do nome da prefeita de direito e omissão absoluta ao de fato.
 Pela primeira vez neste governo, alguém teve a coragem de dizer que preferiria ver o Hospital São José pronto antes do Cepop, mas sem deixar de cutucar a oposição.

Folha – A demanda pelo HSJ, antes de construir o Cepop, ela já não existia?
Geraldo – Claro. Sou da Saúde, se você me perguntar se eu achava que deveria ter sido feito primeiro, eu digo que deveria. Mas, estou falando como médico. Você não vê ninguém dando opinião no plano pedagógico da Prefeitura, em parcela de relevância técnica de obras, mas na Saúde. Tem um vereador que é do Detran, que fala que a enfermaria, ao invés de ter sete leitos, deveria ter somente cinco, com uma autoridade. Uma coisa é fazer postulações, agora, dar opinião sobre questões técnicas?

Aliás, o próprio Venâncio foi dos mais ácidos críticos do Garotismo até poucos anos atrás. Mas teve e tem independência para mudar de lado. Como dia J.K. "mudo de ideia porque não tenho compromisso com o erro". Melhor ainda é saber que os erros também mudam.




Abaixo, na íntegra a entrevista:

“A crise não excluiu a Saúde”

Marcus Pinheiro
Foto: Genilson Pessanha
Com quase 40 anos no exercício da medicina e já com experiências anteriores na gestão da Saúde, o médico Geraldo Venâncio está de volta ao comando da pasta, substituindo o também médico e vice-prefeito de Campos, Chicão Oliveira. O secretário cita a construção de novas Unidades Básicas de Saúde entre uma das soluções para o atual cenário. Geraldo diz que não há “caos”, mas que existem algumas dificuldades a serem superadas. A raiz do problema, no entanto, não é apenas no município, já que o secretário relatou atraso inclusive de medicamentos e vacinas por parte de entes federal e estadual.
Folha da Manhã – O senhor há pouco mais de dois anos esteve à frente da secretaria de Saúde, e naquele momento, foi substituído pelo Dr. Chicão. O que mudou desde aquela época, e o que pode ser feito de forma diferente nesta passagem pela secretaria?
Geraldo – Na verdade, tenho que considerar inicialmente que, por mais que se possam fazer comparações e analogias, são períodos diferentes no ponto de vista de contexto. Hoje existe uma crise nacional e no estado e região, em função dos royalties do petróleo. No entanto, os programas novos, que foram incluídos na gestão da prefeita Rosinha (PR), foram mantidos. O que existiu nesse momento foi em função das dificuldades, para se tentar promover algumas adequações em função do próprio momento de crise. A questão da Saúde é que o município, de 2009 para cá, agregou muitas coisas novas caras. A começar pelo programa municipal de vacinação, que incluiu a Prevenar, a vacina contra o HPV, hepatite A. Com relação ao programa de distribuição das fórmulas, que chamam de leite, houve um crescimento muito grande. O governo municipal gasta com os leites especiais cerca R$ 1 milhão por mês.
Folha – Em relação aos leites especiais, não há nenhuma contrapartida do estado ou do governo federal?
Geraldo – É tudo por conta do município. O que estamos preparando agora, e nisso eu tenho experiência, é o cadastramento. Além da parte médica, haverá visitas domiciliares, nos mesmos moldes do cadastramento do programa Cheque Cidadão. Neste caso, de 21 mil pessoas, 10 mil foram cortadas. A partir de agora, tudo será checado. Existem crianças com intolerância a lactose e alergia alimentar em outros municípios? Existem. Mas elas são de responsabilidade da prefeitura onde residem. Então, suponho que esse cadastramento irá identificar isso também.
Folha – Com relação aos problemas que vêm ocorrendo nos hospitais, sendo os últimos: sistema de refrigeração comprometido, tomógrafo quebrado, serviço de limpeza paralisado possivelmente por falta de pagamento da Prefeitura, o que está havendo com a Saúde em Campos?
Geraldo – A crise que acomete o Brasil não excluiu a saúde. A conjuntura induziu o surgimento de problemas. Eu só não concordo com o “caos” na Saúde. Eu faço um desafio a todas as pessoas que moram em Campos e têm parente que mora em outra cidade do estado. Perguntem como está em Niterói, no Rio. Não fazer, como alguns segmentos da oposição tentam fazer: “bom, se o foco é a saúde, vamos ganhar a eleição batendo na saúde”. Não vejo uma proposta surgir. É só bater. Sou médico há 40 anos do SUS, e corredor não é lugar para ter doente. Mas, na emergência nível 3, é o corredor ou a rua. A pessoa que está no corredor já fez tomografia, está com punção venosa feita, já fez outros exames. Sem falar que, a qualquer momento que se entre no hospital, de 28% a 30% dos internados são de fora do município. Lógico que quando estiver pronta a nova emergência do HGG não vai ter mais paciente no corredor.
Folha – O que acaba acontecendo em muitos casos é que as pessoas buscam o atendimento nas UPHs e não conseguem a resolução de seus problemas nessas unidades. Então, elas são encaminhadas para os grandes hospitais. Não é isso o que acontece?
Geraldo – Sim. Casos de baixa e média complexidade que poderiam ficar nessas unidades. As UPHs ainda não conseguem resolver todas as ocorrências. Nem sempre colhem sangue para alguns exames, muitas vezes os colegas de plantão não têm adestramento, treinamento para fazer uma sutura simples. E nós não nos damos com a ciência perfeita, nos damos com médicos.
Folha – O município recebe uma complementação para atender pacientes de outros municípios?
Geraldo – Sim, recebe. Campos é o único município do estado que faz complementação. A tabela do SUS é assim: tem a alta complexidade, que você não tem dificuldade. Você não vê ninguém chegar aos meios de comunicação ou blogs dizendo que não conseguiu fazer uma cirurgia cardíaca, ou que não teria conseguido fazer tratamento de câncer em Campos. Porque na alta complexidade, a tabela do SUS é boa. Não é excepcional, mas é boa. Quanto aos procedimentos de média complexidade, há quase 17 anos a tabela do SUS não é revista. Aí entrou essa tabela de complementação que o município faz. E ainda há gente que diz que é um absurdo a complementação desses procedimentos. Seguramente Campos está complementando para pessoas que não moram aqui.
Folha – Mas, no HFM, por exemplo, que é referência no setor de urgência e emergência, ele não recebe verbas específicas para atender pacientes SUS de outros municípios?
Geraldo – Não. Os que recebem verba específica são chamados de hospitais de referência. O que recebe é a tabela do SUS. Mas, imagine, o HFM tem uma equipe com mais de 30 médicos de plantão em diferentes especialidades. A portaria que norteia o hospital de emergência nível 3 recomenda que presencialmente teriam que ter 14 médicos. O HFM tem um compromisso regional. Só que o que aconteceu foi que o compromisso se transformou em macro-regional. Fui eu quem pactuei, eu estava na secretaria quando ele foi assinado, e na ocasião eles até brincaram que ficou acertado assim: Campos iria cuidar dos santos e Macaé dos índios. Então, Macaé cuida de Quissamã, Carapebus e Conceição de Macabu, e Campos de São Fidélis, São Francisco e São João da Barra. O hospital de Macaé é um bom hospital, mas tem unidade de emergência, Unimed e maternidade no mesmo lugar, e eles acabam vindo para cá.
Folha – Voltando a falar sobre os corredores, tem um caso recente que a Folha publicou, com relação à paciente Leire Daiana, que morreu no corredor do HGG após apresentar problemas cardíacos e ter ficado sem monitoramento. Esse caso não deveria ter sido encaminhado a outra unidade? Deixar pacientes nos corredores é o espelho da Saúde de Campos?
Geraldo – Eu não tive acesso ao prontuário, mas talvez tivesse que ter ultimado a transferência de lugar, mesmo que dentro do próprio hospital. Porque um infarto, não sei se essa foi a causa da morte, em uma pessoa de 33 anos é muito mais trágico do que em uma com 60. Agora, se foi feito um eletro, concorrente de lesão miocárdica, compatível com um infarto, ela tinha que estar em um lugar com mais suporte. Este é um caso mais específico. O corredor não é lugar para abrigar pacientes que estão sendo avaliados com eventual internação. Mas, quando chega à porta da emergência, é o corredor ou não pode receber o paciente. Houve dificuldades com hospitais, em especial com a Santa Casa, tudo é um sistema, vai ver que isto acumulou alguma coisa. E não estou conformado com esta situação. Agora, só não vai ter mais corredor quando a gente acentuar essa parceria com os hospitais, que estamos tentando construir. Estou tentando de uma forma cordial convencer os hospitais de que a relação que o governo tem com eles não é de convênio, é de contratualização.
Folha – Mesmo se não estiver pagando?
Geraldo – Isso é outra coisa. Eu não falo por períodos nos quais eu não estava à frente. Existe uma coisa com relação a recurso federal que é a parte maior que os hospitais recebem. Tem uma norma federal que diz que o recurso deve ser repassado para quem prestou o serviço em até cinco dias úteis. Nós repassamos no segundo dia útil. Existem atrasos de repasses municipais? Eu não posso pagar nada sem auditar. Uma coisa é a dívida que o hospital apresenta, a outra é dívida auditada. Já tem dois hospitais em que a auditoria está conclusa, vou apresentar ao governo: olha, o que deve é isso. Vou sentar com os hospitais, estabelecer um acordo para compor como vai ser paga essa dívida. Reconheço, existem pendências nos recursos nessa complementação da média complexidade, que é a parte menor do repasse. Para um paciente internado, a parte maior são recursos de fonte federal.
Folha – Santa Casa, especificamente, que tem dado toda uma polêmica em virtude de impasses na Justiça, o que está previsto? É algo que já foi contornado ou ainda há alguma dificuldade?
Geraldo – Existe uma questão em debate público, que não envolve os médicos. O que se confundiu muito é que a Prefeitura teria assumido a Santa Casa, isso não houve em momento algum. O que aconteceu foi que a Santa Casa, sem nenhuma comunicação prévia, suspendeu as novas internações. Chegou num momento em que eu estava com 103 pacientes na emergência do Ferreira e 54 no HGG. Busquei a procuradoria do MP, em busca de uma solução. O que foi concedido foi, diante da ruptura com relevante interesse da população, garantir a internação. Nada além disso.
Folha – E esse cronograma de repasses federais até o segundo dia útil será mantido?
Geraldo – Esse é um compromisso meu com os hospitais. Por que antes estava havendo algum tipo de adequação? Eu não sei. Tem que perguntar ao colega que estava aqui. Não estou falando em nome do governo, estou falando em meu nome, nós não temos nada a ver com as questões trabalhistas da Santa Casa, com as pendências. Não temos nada a ver com os desmandos eventuais da gestão anterior que eles herdaram.
Folha – O município hoje tem ciência do valor da dívida com a Santa Casa?
Geraldo – Está se auditando. Da parte de internação de média complexidade já está concluída. Eu não gostaria de adiantar números, mas o Dr. Chicão reconheceu R$ 1,5 milhão. A Santa Casa em uma semana disse que eram R$ 7 milhões, na outra R$ 5 milhões e em seguida foi para R$ 9 milhões. O que vai ser feito, semana que vem espero eu, é um encontro de contas. Porque quem glosa a autorização de internação é o ministério da Saúde. Outra coisa que dificulta muito é que não tem orçamento que acompanhe a evolução da tecnologia. Há 15 anos, a pessoa operava e botava um parafuso, agora o ortopedista pode exigir uma prótese de titânio. Todo mundo acha que a Prefeitura tem que prover tudo, só que uma prótese de titânio custa de R$ 98 mil a R$ 100 mil, que você tem que se virar e comprar. A compatibilização disso é extremamente difícil. A saúde ficou muito cara. Há evolução tecnológica em equipamentos, órteses e próteses, medicamentos. A chamada farmácia básica, que o governo federal dava uma ajuda, contempla 139 itens. A relação municipal de medicamentos em Campos tem quase 250. Noventa por cento do custo dessa cesta de medicamentos são pagos com royalties, pelo município. O governo federal faz muita propaganda, mas está dificultando a entrega de “BCG”. Nascem 8 mil crianças por ano em Campos e todas têm que tomar a BCG.
Folha – Muito se cobra em relação à Prefeitura, mas, por outro lado, existem certas limitações, tanto por parte do governo do Estado, quanto por parte da União. O que isso de fato tem impactado na Saúde de Campos?
Geraldo – Na questão dos medicamentos, a legislação prevê que alguns são de responsabilidade do Estado, e têm medicamentos que são de responsabilidade do governo federal. Do Estado, tem itens atrasados há seis meses. Assumimos essa distribuição dos medicamentos do Estado para beneficiar a população. Agora, o governo federal, pelo amor de Deus, atrasar uma vacina?
Folha – Recentemente, na série “princípios para Campos”, vários médicos apontaram que uma das soluções seria preparar as UBS. O que será feito?
Geraldo – Existem algumas já sendo reformadas, mas houve desaceleração em algumas obras. Atualmente, a Prefeitura vem investindo na construção e na reforma de 22 unidades. O objetivo é melhorar o atendimento na rede municipal. Deste total, 11 estão sendo construídas em parceria com o governo federal. Alguns dos bairros contemplados são: Tapera, Parque Imperial, Jóquei II, Lagoa das Pedras, Aeroporto, Parque Rodoviário, Pecuária (2 unidades), Parques Salo Brand, Rio Branco, São Benedito e Esplanada. Uma coisa positiva é que no período do Dr, Chicão conseguiu-se configurar 26 polos do ESF e, o projeto é de que até o final de maio cheguemos a 50. Isto, provavelmente, na ordem de tempo, vai diminuir a superlotação de hospitais, pois está comprovado que o ESF é muito mais resolutivo perifericamente do que as UBSs convencionais.
Folha – A gente tem acompanhado a Prefeitura buscar a antecipação de recursos. Você acredita que isso seria o impulso para a retomada mais acelerada dessas obras?
Geraldo – Sem dúvidas! O governo está planejando, ao saírem esses recursos, não iniciar nenhuma obra nova, mas concluir as que estão em curso. Ainda tem o hemocentro regional. Esperamos que no início do próximo ano já consigamos iniciar a obra, que contará com R$ 10 milhões de recurso federal e R$ 900 mil de recurso municipal.
Folha – O juiz da 1ª Vara Cível de Campos, Elias Pedro Sader Neto, quando anulou o decreto da Prefeitura, citou alguns gastos como os direcionados à “bizarra” Cidade da Criança” e o “subutilizado Cepop” e disse que a prefeita reconheceu que a Saúde gerida por ela há sete anos está em estado de calamidade pública. O senhor concorda com a análise do juiz? Por quê?
Geraldo – Eu li a sentença, uma peça até robusta, animada. Eu não tenho esta análise da prefeita. No texto ele coloca na boca da prefeita estas palavras, não tem notícia disto. E também não nos cabe debater textos. Eu penso com todo respeito, e não estou falando em relação ao juiz, que para governar você tem que ganhar a eleição, não é verdade? Eu acho isso. Existe uma coisa que é o poder discricionário, pessoa que não lutou por um voto querer dizer onde é que vai gastar o dinheiro. Há pessoas que fazem oposição política que é tão valiosa que nos orienta, são propositivas. Agora, a pessoa que é contra porque é contra, vai ser contra tudo.
Folha – A demanda pelo HSJ, antes de construir o Cepop, ela já não existia?
Geraldo – Claro. Sou da Saúde, se você me perguntar se eu achava que deveria ter sido feito primeiro, eu digo que deveria. Mas, estou falando como médico. Você não vê ninguém dando opinião no plano pedagógico da Prefeitura, em parcela de relevância técnica de obras, mas na Saúde. Tem um vereador que é do Detran, que fala que a enfermaria, ao invés de ter sete leitos, deveria ter somente cinco, com uma autoridade. Uma coisa é fazer postulações, agora, dar opinião sobre questões técnicas?
Folha – Você não acha que uma UBS, que é uma porta de entrada, ter como administrador alguém que não tenha conhecimento do que é a máquina da Saúde, não pode acabar atrapalhando?
Geraldo – Já fiz uma postulação que essas UBSs sejam geridas por enfermeiros estatutários com função gratificada. Mas, é uma ideia. Há junções de natureza política que, eventualmente, não contemplam essa ideia. Mas é um modelo que está em processo de extinção.
Folha – Chicão é o pré-candidato natural do grupo político para disputar a Prefeitura. A saída dele visa evitar esse tipo de desgaste?
Geraldo – A Saúde é um lugar tão desgastante que o secretário deveria ter um mandato, tempo determinado. Com relação a Chicão, é uma das pessoas mais doces, sujeito afável, cara cordial. Na Saúde, tem que ter disposição para o enfrentamento. Fiz o Hospital de Guarus, abri o Álvaro Alvim, você vai construindo sua história e de repente você toma pancada de tudo quanto é lado. O secretário de Saúde tem dois monopólios: os processos judiciais e a pancada da mídia. Esses vêm para o secretário.
Folha – Ao falar nas dificuldades de repasses federais e estaduais, parece uma reação às pessoas que têm ligação nessas esferas, mas criticam o municipal. Existe a possibilidade de união?
Geraldo – Na terça-feira haverá uma audiência pública, esta é uma oportunidade. Sugeri ao presidente que falasse com os vereadores da oposição para um debate que seja propositivo. Se você faz um debate concentrado dentro do que é possível, a audiência tem um grande valor. Caso contrário, não faz sentido.
22/11/2015 11:00

terça-feira, 10 de novembro de 2015

GERALDO VENÂNCIO CONFIRMADO NA SECRETARIA DE SAÚDE

Foto:Campos 24 horas


O médico e ex-vereador Geraldo Venâncio é, de novo, secretário de Saúde do Município. Ele substitui Chicão Oliveira, oficialmente, a pedidos.
Conforme o Blog lembrou aqui no último dia 29, Chicão não é o primeiro vice-prefeito a ser exonerado no reino dos Garotinho. Em 1990, o então prefeito Garotinho demitiu seu vice, o médico Adilson Sarmet, que dirigia o Hospital Ferreira Machado.
Aliás, a Secretaria de Saúde já foi excelente catapulta eleitoral. De lá saíram para vitórias nas urnas, Arnaldo Vianna, Alexandre Mocaiber, Alcione Athayde, Edson Batista, Wilson Cabral, entre outros.
Hoje é a missão mais espinhosa do governo e que acaba de enterrar os planos do vice que queria disputar a eleição de titular.
Que Geraldo Venâncio tenha mais sorte e mais autonomia.

Veja mais no Blog de Suzy Monteiro.

domingo, 8 de novembro de 2015

O FUTURO DO MINISTÉRIO PÚBLICO


Artigo do CampiSta claudio henRique da cruZ viana, publicado na página 15 da edição de hoje em o globo:



POR 
Podemos dizer que há dois tipos de instituições com trajetórias marcadamente distintas no Brasil. Há aquelas que se tornaram melhores e mais úteis com a passagem do tempo, e as que gradualmente deixaram de contar com a confiança da sociedade, ao ponto de terem sua real representatividade posta em dúvida em tempos recentes.
O Ministério Público tem conseguido se manter no grupo das instituições mais confiáveis, mesmo frente ao mal-estar e à crise de confiança que se dissemina na sociedade brasileira desde as manifestações de 2013. Existem duas possíveis explicações para tanto: as histórias protagonizadas pelo Ministério Público produzem empatia e identificação com os anseios sociais mais urgentes; o Ministério Público canaliza a aspiração universal de que a Justiça deve ser para todos.
Uma das histórias pelas quais certamente o Ministério Público será lembrado no futuro está sendo contada hoje, no curso da denominada Operação Lava-Jato. Sem a pretensão de antecipar o desfecho desta história, ainda incerto e imprevisível, desde logo é possível vislumbrar um conjunto de inovações importantes que podem ser replicadas e aperfeiçoadas em outras esferas da instituição, em prol de resultados transformadores e sustentáveis.
Fazem parte destas inovações o trabalho em equipe, onde é possível compartilhar talentos, forças e informações. O uso intensivo da tecnologia e da inteligência colaborativa para enxergar o que antes era opaco ou deliberadamente oculto por sofisticadas organizações criminosas. O planejamento estratégico da operação, engenhosamente calculado para confrontar adversários muitas vezes mais poderosos. A transparência solar como vacina contra tenebrosas transações. O interesse público como princípio, meio e fim. A cooperação e a unidade de propósito entre a força tarefa e a liderança institucional.
Sabemos que, ainda assim, será preciso ir além para obtermos sucesso. O resultado efetivo do trabalho do Ministério Público, em grande parte, depende do diálogo com outras instituições. Afinal, do que adianta a propositura de inúmeras ações se tais iniciativas não encontrarem no Judiciário a acolhida que dará concretude às medidas postuladas? Ou se o Poder Executivo se recusar a implementar as políticas públicas necessárias ao pleno cumprimento das decisões judiciais obtidas pelo MP em prol dos cidadãos? E, mais, se a sociedade não estiver concordando e participando de tais iniciativas?
São questões que precisarão ser colocadas e devidamente respondidas. Certamente, as respostas serão complexas como são as perguntas, mas passarão pelo diálogo e absorção das melhores práticas de inovação tecnológica, governança ética e liderança pelo exemplo.
O Ministério Público, ao estabelecer objetivos elevados para si mesmo, construindo histórias que inspirem orgulho e esperança nos cidadãos brasileiros, poderá também influir para a elevação do padrão ético que a sociedade brasileira, em suas mais recentes manifestações, tem deixado claro que deseja.

Cláudio Henrique da Cruz Viana é procurador de Justiça

CAMPOS 2016: PESQUISA MOSTRA "INELEGÍVEL" NA FRENTE E GAROTISTAS MAL NA FITA

Arnaldo Vianna, PDT, ex-prefeito e que concorreu as últimas eleições com pendências judiciais, lidera a pesquisa divulgada hoje na edição impressa da Folha da Manhã (veja abaixo) e realizada nos entre os dias 22 e 24 de outubro pelo Instituto PRO4. Na pesquisa estimulada, quando é apresentado uma lista com os nomes dos candidatos, Arnaldo teve 42,5% das intenções de votos, o que mais que a soma de todos os outros juntos, o que significaria ganhar o pleito no primeiro turno.Mas o próprio ex-prefeito tem admitido que só concorreria se não tivesse mais nenhuma pendência judicial, o que a esta altura, parece impossível e, portanto, pode-se considerar Arnaldo inelegível. Mas será que ele transfere votos?
Com Arnaldo ou sem Arnaldo, um dado que chama atenção na pesquisa é a baixíssima citação dos dois candidatos do grupo garotista: Na estimulada, o atual vice-prefeito Chicão Oliveira (PP), teve 4% das intenções e o vereador Mauro Silva (PT do B), 0,7%. Na espontânea, o resultado foi ainda pior para a grupo que está no poder.
Na oposição, por sua vez, a pesquisa mostra uma realidade que se vê no dia-a-dia: indefinição.

Da Folha da Manhã deste domingo (aqui)

Foto da arte publicada na capa da Folha da Manhã deste domingo, 08/11/2015

Arnaldo levaria no 1º turno se sucessão de Rosinha fosse hoje

Aluysio Abreu Barbosa
Se a sucessão da prefeita Rosinha Garotinho (PR) fosse hoje e seu antecessor Arnaldo Vianna (PDT) tivesse condições jurídicas de concorrer, ele teria uma diferença na intenção dos votos válidos tão superior aos demais pré-candidatos, que levaria a eleição ainda no primeiro turno. Foi o que apontou a última pesquisa do Pro4, feita entre 22 e 24 de outubro, ouvindo 981 pessoas das sete zonas eleitorais do município, primeira consulta do instituto sobre a eleição de prefeito de Campos em 2016. A margem de erro é de 3,1 pontos percentuais para mais ou menos.
Na espontânea, Arnaldo lidera com 19,2%, seguido de longe pela própria Rosinha, com 3,2%, que não pode ser candidata pela terceira vez, nem ter nenhum parente concorrendo à sua sucessão. Em terceiro lugar, aparece o vereador de oposição Rafael Diniz (PPS), com 1,8%; acompanhado do vereador “independente” Alexandre Tadeu (PRB), o “Tô Contigo”, com 1,6%. Pré-candidato governista a prefeito mais bem colocado, o atual vice, além de secretário municipal de Saúde, Dr. Chicão de Oliveira (PP), surge em quinto, com 1,2%. Ex-governista, o deputado estadual Geraldo Pudim (PMDB) vem em sexto, com 1,1%, à frente do vereador “independente” Gil Vianna (PSB), do deputado estadual João Peixoto (PSDC) e do vereador de oposição Nildo Cardoso (PMDB), os três com 0,9%.
Marido da prefeita e seu secretário de Governo, Anthony Garotinho (PR) também foi citado na espontânea, mesmo que, como ela, não possa concorrer. O ex-governador, ex-prefeito e ex-deputado federal e estadual ficou com 0,2% das intenções de voto em sua cidade natal, exato 0,1 ponto percentual à frente de Beto Cabeludo, candidato a vereador derrotado no último pleito municipal, e da presidente Dilma Rousseff (PT), que enfrenta muitas dificuldades para continuar no comando do Brasil, mas ainda assim é lembrada para governar Campos. Fungando no cangote de Garotinho, Cabeludo e Dilma tiveram 0,1%.
Mas é na pesquisa estimulada que a vantagem de Arnaldo permite apontar sua vitória em primeiro turno único, caso a eleição fosse hoje. Com 42,5% de intenções de voto, se excetuados os 9,3% de brancos e nulos e os 13,8% que não souberam ou não responderam, o ex-prefeito de Campos chegaria a impressionantes 55,2% dos votos válidos, liquidando a fatura sem necessidade de segundo turno.
Com menos votos, assim como menos problemas na Justiça Eleitoral, o segundo colocado na consulta estimulada, com Arnaldo no páreo, foi Tadeu Tô Contigo, com 8,3%; seguido de Pudim (5,7%), Rafael (4,5%), Peixoto (4,1%), Chicão (4%), Gil (3%), o deputado estadual Papinha (2,2%), Nildo (1,9%) e do líder da bancada rosácea, vereador Mauro Silva (1%). A soma de 5% dos dois principais pré-candidatos governistas, além de Arnaldo, é também inferior aos percentuais de intenção de voto individuais de Tô Contigo e Pudim.
Sem Arnaldo na disputa, foi montado um cenário B na pesquisa estimulada. Nele, além do vereador do PRB e do novo deputado estadual do PMDB, Rafael Diniz também aparece puxando a disputa. Líder da corrida sucessória com boa vantagem, Tô Contigo surge com 14,6%, seguido por Pudim e Rafael, juntos no empate exato de 8,2%. Depois deles, surge João Peixoto (7,1%), Gil Vianna (6,3%), Dr. Chicão (4,9%), Papinha (3,7%), Nildo Cardoso (3,5%) e Mauro Silva (1,5%). Sem Arnaldo, a soma das intenções de voto de Chicão e Mauro (6,4%) é inferior ao alcançado individualmente não só por Tô Contigo e Pudim, como também por Rafael e João Peixoto.
Se Arnaldo não puder participar e a sucessão de Rosinha não for definida em turno único, a rejeição é sempre considerada fator principal para quem chegar ao segundo com chances de vencê-lo. Neste quesito negativo, quem lidera com folga é Pudim (24,7%), seguido do próprio Arnaldo (10,3%), Chicão (8,6%), Papinha (6%), Clodomir Crespo (4,8%), Peixoto (4,5%), Gil (4%), Tô Contigo (3,1%), Nildo (2,5%) e Mauro (2,2%). Entre os citados, a menor rejeição e consequente maior possibilidade de vitória num eventual segundo turno é de Rafael Diniz. Apenas 0,9% dos campistas não votariam nele.
Rafael e Papinha menos conhecidos 
Além da rejeição, que impede o crescimento do candidato durante a campanha, podendo definir sua sorte, como foi o caso de Anthony Garotinho na eleição a governador de 2014, quando não conseguiu nem chegar ao segundo turno, outro fator fundamental à conquista de novos eleitores é o conhecimento que o eleitorado tem do candidato. Em tese, quanto menos conhecido, maior a chance de crescimento durante o processo eleitoral, à medida em que a campanha for massificando a imagem de cada político, suas ideias e propostas junto ao eleitor.
Na medição desse quesito, o instituo Pro4 saiu mais uma vez na frente nas pesquisas em Campos. Líder inconteste da consulta, tanto espontânea, quanto estimulada, e prefeito duas vezes de Campos, Arnaldo Vianna é bem conhecido por 79,3% do eleitorado goitacá, não muito por 0,7%, dele ouviram falar 17,4%, enquanto apenas 2,5% afirmaram não conhecê-lo.
Por sua vez, Tadeu Tô Contigo, popular apresentador de TV, além de vereador, é bem conhecido por 54,6% da população. Candidato a prefeito de Campos duas vezes, 47,3% dos eleitores conhecem bem Gerado Pudim, percentual que cai para 35,9% em relação a João Peixoto, mesmo deputado estadual cinco vezes; e para 30,9% quanto a Gil Vianna, vereador em segundo mandato.
Entre os governistas, Dr. Chicão de Oliveira, que compôs por duas vezes a chapa vencedora com a prefeita Rosinha, é bem conhecido por 31,1% dos campistas. Já quanto a Mauro Silva, vereador de primeiro mandato, só 20,2% do eleitorado disseram conhecê-lo bem.
Se o baixo percentual de conhecimento de Mauro dá chance ao crescimento de sua eventual candidatura, as possibilidades neste sentido são ainda maiores para Rafael Diniz e Papinha. Apenas 17,3% do eleitorado afirmaram conhecem bem o jovem vereador de oposição em primeiro mandato, percentual que cai para 15,6% quanto ao ex-vereador rosáceo, mas atual deputado estadual do bloco antigarotista.
08/11/2015 11:13

terça-feira, 3 de novembro de 2015

SJB TAMBÉM TEM PARECER FAVORÁVEL DO TCE PARA AS CONTAS DE 2014



Do Portal do TCE (aqui):

Até o momento, de quase 80 municípios que tiveram suas contas referentes ao ano de 2014 ganharam parecer favorável dos conselheiros do TCE. Ou os gestores municipais são muito competentes ou ...

Hoje foi a vez de São João da Barra ter parecer favorável. A aprovação ou rejeição do parecer caberá aos vereadores.


03/11/2015 - 19:57
O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) aprovou, nesta terça-feira (3/11), em sessão plenária, a prestação de contas de administração financeira da Prefeitura de São João da Barra, Região Norte, relativa ao exercício de 2014 e de responsabilidade do prefeito José Amaro Martins de Souza. Os conselheiros do TCE-RJ seguiram o voto do relator do processo, conselheiro José Gomes Graciosa. O parecer prévio favorável seguirá para a Câmara Municipal, que dará o parecer final.

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PRÓXIMA INTERVENÇÃO DE ROSINHA DEVE SER NO "HOSPITAL" SÃO JOSÉ, EM GOITACAZES

                                                                               Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã, publicada em 23/03/2015 (aqui)
Orçado inicialmente em R$ 6,5 milhões, o Hospital São José está com as obras praticamente paralisadas. A foto é de 03/2015....
 Depois descobrir que existem pacientes em filas de corredores nos hospitais públicos municipais e ganhar licença para intervir na Santa Casa, para onde, aliás, sempre pode transferir pacientes por conta de convênios em vigor há décadas, a prefeita Rosinha bem que poderia manter esse mesmo furor cívico em defesa dos fracos e oprimidos.
Tem um futuro hospitalzinho, localizado logo depois da Curva de Donana, na RJ 216 onde uma outra prefeita (insensível e incompetente) arrasta uma obra de pouco mais de R$ 6,5 milhões há três anos.
Vamos lá, prefeita, chame sua tropa e intervenha no Hospital São José para que as obras sejam concluídas. A Baixada Campista vai te agradecer.

Na propaganda oficial, o Hospital São José deverá ficar assim. Quando?

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ROSINHA VAI DAR CONTA DA SANTA CASA?

Rosinha, entre o procurador Matheus e o promotor Marcelo Lessa Bastos em entrevista agora há pouco na PMCG (Foto Gerson Gomes)


Agora que teve seu decreto validado pela Justiça, vamos cobrar da prefeita Rosinha que a Santa Casa funcione de forma a dar atendimento digno aos pacientes do SUS.
Se tiver a mesma atuação que tem nos hospitais próprios municipais....

PGR PEDE PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES CONTRA CABRAL E PEZÃO NA LAVA JATO



Da Agência Brasil

André Richter – Repórter da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu hoje (29) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a continuidade das investigações da Operação Lava Jato que envolvem o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o ex-governador do estado Sérgio Cabral. Para a procuradoria, a investigação deve prosseguir para apurar o suposto repasse de valores desviados da Petrobras para campanhas eleitorais no estado.
A manifestação da PGR diverge do pedido da Polícia Federal que, no mês passado, solicitou ao tribunal o arquivamento da investigação por falta de provas.
No parecer, assinado pela vice-procuradora Ela Wiecko, a PGR sustenta que é preciso investigar se os supostos pagamentos tiveram relação com atos do governo do Rio de Janeiro e se os valores foram dissimulados nas campanhas políticas.
De acordo com o parecer, em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro na terça-feira (27), o doleiro Alberto Youssef declarou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras o incumbiu de repassar propina arrecadada em fornecedoras da Petrobras para entregar à campanha eleitoral do PMDB ao  governo do Rio.
As acusações contra o atual e o ex-governador do Rio surgiram em março, quando foram divulgados os primeiros depoimentos de delação premiada. Desde então, eles sustentam que nunca receberam repasses de Paulo Roberto Costa.
Edição: Nádia Franco

MAIS UM SEMÁFORO AMEAÇA DESPENCAR EM CAMPOS

                                                                               29/10/2015 - 14:10 Via Iphone - Ricardo André Vasconcelos
A armação que prende os faróis que direcionados para a Rocha Leão está se desmilinguindo a olhos vistos



O semáforo que  (ainda) funciona na esquina das Ruas Rocha Leão e São Bartolomeu, no Caju, está preso literalmente de desmanchando. Preso por um fio, a geringonça balança ao sabor dos ventos e cada um dos três faróis aponta para uma direção diferente. Despencar é uma questão tempo.
Basta rezar para que causa ferimento em ninguém.
Enquanto isso, ao Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), "responsável" pela manutenção dos semáforos....
O nome disso é incúria.

ROSINHA GANHA NO TJ O DIREITO DE INTERVIR NA SANTA CASA. E INTERESSA FAZÊ-LO? TEM RECURSOS E COMPETÊNCIA PARA TAL?

Do Blog Opiniões (aqui):

Fernando Cerqueira Chagas
(Reprodução)

O desembargador relator da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Fernando Cerqueira Chagas, concedeu agora à tarde efeito suspensivo à decisão (aqui) do juiz titular da 1ª Vara Cível de Campos, Elias Pedro Sader Neto, que considerou ilegal a portaria municipal 272/2015, a partir da qual o governo Rosinha Garotinho (PR) promoveu uma intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Campos, durante menos de 48 horas, entre os dias 20 e 22 deste mês. Após duas derrotas seguidas, com a manutenção da decisão (aqui) pelo presidente do TJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, na última terça (27), a vitória rosácea de hoje provoca uma reviravolta no caso.
Em sua decisão, o relator disse ter se baseado no artigo 196 da Constituição Federal, que diz: “a saúde é direito de todos de dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e e econômicas que visem a redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Durante a curta intervenção municipal da semana passada, a paciente Bernadete Maria Lage Pereira perdeu a vida numa parada cardiorrespiratória, após ser removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do maior hospital conveniado de Campos.

Atualização às 16h55: Aqui, sempre à frente na divulgação de assuntos de interesse do governo Rosinha, o blogueiro Ralfe Reis publicou a íntegra da suspensão da decisão do juiz Elias Pedro.
 Abaixo e aqui (em PDF), a decisão do desembargador Fernando Cerqueira Chagas






CHICÃO ALÉM DO TELHADO



Pelo andar da carruagem, as chances de o vice-prefeito e secretário de Saúde da PMCG, Chicão Oliveira (PP), ser candidato à sucessão de Rosinha em 2016, estão próximas de zero.
E não será surpresa se for substituído no comando da Saúde nas próximas horas.
Há precedente. Em seu primeiro mandato, em1990, Garotinho demitiu o então vice, Adilson Sarmet, que acumulava a função com a direção do Hospital Ferreira Machado.
E olhe que a crise naquela época não chegava aos pés da atual situação.

CÂMARA DE CAMPOS CONTRATA EMPRESA (POR R$ 45 MIL) PARA ELABORAR PCCS PARA 40 SERVIDORES


A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes tem 40 (quarenta) servidores estatutários ativos, conforme lista aqui com os salários de cada um referentes ao mês de 08/2015, disponível no site da Casa. Por iniciativa do presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), merecidamente os servidores vão ganhar um Plano de Cargos e Salários. Ótimo!

No Diário Oficial desta quinta-feira, 29/10 - página 9 - foi publicado o extrato do contrato 070/2015, pelo qual a Câmara contrata uma empresa (Enquete Serviço e Comércio S/S) para "prestação de serviços de apoio ao grupo de trabalho da CMCG, com finalidade de criação e implantação de plano de cargos e salários de servidores efetivos". Valor do contrato: R$ 45.180,00 e prazo de execução em 45 dias.

Para elaborar um Plano de Cargos para apenas 40 servidores seria necessário contratar uma empresa por R$ 45 mil?
Além dos 40 estatutários em atividade, a Câmara (que recebe cerca de R$ 2,8 milhões por mês para seu custeio), tem outros 35 servidores aposentados (aqui), 27 pensionistas (aqui), 40 comissionados (aqui) e outros 160 nomeados (aqui) para os gabinetes dos 25 vereadores (aqui). Mas o PCCS beneficia apenas os estatutários.

MPF VAI AUDITAR CONTAS DA SAÚDE EM CAMPOS

MPF

Boa noite,

Informo o endereço eletrônico (http://www.prrj.mpf.mp.br/frontpage/noticias/mpf-move-acao-contra-prefeita-e-secretario-de-saude-de-campos-rj ) da divulgação da ACP da saúde nº 0074441-49.2015.402.5103, a qual baseada nos trabalhos de inspeção do MPF, nela você poderá encontrar todo o resultado das inspeções de forma detalhada, bem o que as motivou. (todos os inquéritos relacionados)
No teor da própria ação constam elementos como o poder de fiscalização do MPF em razão da aplicação de verbas do SUS (competência e legitimidade), assim como o pedido de auditoria nas contas da saúde, no município de Campos dos Goytacazes/RJ, a ser realizada pelo ministério da Saúde (por meio do Denasus).
Indeferido, pelo Juízo da 2ª VF de Campos/RJ, o pedido de antecipação de tutela, a ação se encontra em sede de recurso de agravo de instrumento, junto ao TRF2 (autos nº 0010646-52.2015.402.0000).
Os trabalhos de vistoria e inspeção continuam, para o fim de instrução dos inquéritos civis que embasaram a referida ação civil pública.

Atenciosamente,

Thais Almeida
Assessora Jurídica
Chefia de Gabinete
MPF/ESO
 Veja matéria completa na edição impressa de hoje da Folha da Manhã e aqui  no Blog Opiniões.