sexta-feira, 30 de outubro de 2015

PRÓXIMA INTERVENÇÃO DE ROSINHA DEVE SER NO "HOSPITAL" SÃO JOSÉ, EM GOITACAZES

                                                                               Foto: Genilson Pessanha/Folha da Manhã, publicada em 23/03/2015 (aqui)
Orçado inicialmente em R$ 6,5 milhões, o Hospital São José está com as obras praticamente paralisadas. A foto é de 03/2015....
 Depois descobrir que existem pacientes em filas de corredores nos hospitais públicos municipais e ganhar licença para intervir na Santa Casa, para onde, aliás, sempre pode transferir pacientes por conta de convênios em vigor há décadas, a prefeita Rosinha bem que poderia manter esse mesmo furor cívico em defesa dos fracos e oprimidos.
Tem um futuro hospitalzinho, localizado logo depois da Curva de Donana, na RJ 216 onde uma outra prefeita (insensível e incompetente) arrasta uma obra de pouco mais de R$ 6,5 milhões há três anos.
Vamos lá, prefeita, chame sua tropa e intervenha no Hospital São José para que as obras sejam concluídas. A Baixada Campista vai te agradecer.

Na propaganda oficial, o Hospital São José deverá ficar assim. Quando?

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

ROSINHA VAI DAR CONTA DA SANTA CASA?

Rosinha, entre o procurador Matheus e o promotor Marcelo Lessa Bastos em entrevista agora há pouco na PMCG (Foto Gerson Gomes)


Agora que teve seu decreto validado pela Justiça, vamos cobrar da prefeita Rosinha que a Santa Casa funcione de forma a dar atendimento digno aos pacientes do SUS.
Se tiver a mesma atuação que tem nos hospitais próprios municipais....

PGR PEDE PROSSEGUIMENTO DAS INVESTIGAÇÕES CONTRA CABRAL E PEZÃO NA LAVA JATO



Da Agência Brasil

André Richter – Repórter da Agência Brasil
A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu hoje (29) ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a continuidade das investigações da Operação Lava Jato que envolvem o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, e o ex-governador do estado Sérgio Cabral. Para a procuradoria, a investigação deve prosseguir para apurar o suposto repasse de valores desviados da Petrobras para campanhas eleitorais no estado.
A manifestação da PGR diverge do pedido da Polícia Federal que, no mês passado, solicitou ao tribunal o arquivamento da investigação por falta de provas.
No parecer, assinado pela vice-procuradora Ela Wiecko, a PGR sustenta que é preciso investigar se os supostos pagamentos tiveram relação com atos do governo do Rio de Janeiro e se os valores foram dissimulados nas campanhas políticas.
De acordo com o parecer, em depoimento prestado ao juiz federal Sérgio Moro na terça-feira (27), o doleiro Alberto Youssef declarou que o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras o incumbiu de repassar propina arrecadada em fornecedoras da Petrobras para entregar à campanha eleitoral do PMDB ao  governo do Rio.
As acusações contra o atual e o ex-governador do Rio surgiram em março, quando foram divulgados os primeiros depoimentos de delação premiada. Desde então, eles sustentam que nunca receberam repasses de Paulo Roberto Costa.
Edição: Nádia Franco

MAIS UM SEMÁFORO AMEAÇA DESPENCAR EM CAMPOS

                                                                               29/10/2015 - 14:10 Via Iphone - Ricardo André Vasconcelos
A armação que prende os faróis que direcionados para a Rocha Leão está se desmilinguindo a olhos vistos



O semáforo que  (ainda) funciona na esquina das Ruas Rocha Leão e São Bartolomeu, no Caju, está preso literalmente de desmanchando. Preso por um fio, a geringonça balança ao sabor dos ventos e cada um dos três faróis aponta para uma direção diferente. Despencar é uma questão tempo.
Basta rezar para que causa ferimento em ninguém.
Enquanto isso, ao Instituto Municipal de Trânsito e Transportes (IMTT), "responsável" pela manutenção dos semáforos....
O nome disso é incúria.

ROSINHA GANHA NO TJ O DIREITO DE INTERVIR NA SANTA CASA. E INTERESSA FAZÊ-LO? TEM RECURSOS E COMPETÊNCIA PARA TAL?

Do Blog Opiniões (aqui):

Fernando Cerqueira Chagas
(Reprodução)

O desembargador relator da 11ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Fernando Cerqueira Chagas, concedeu agora à tarde efeito suspensivo à decisão (aqui) do juiz titular da 1ª Vara Cível de Campos, Elias Pedro Sader Neto, que considerou ilegal a portaria municipal 272/2015, a partir da qual o governo Rosinha Garotinho (PR) promoveu uma intervenção na Santa Casa de Misericórdia de Campos, durante menos de 48 horas, entre os dias 20 e 22 deste mês. Após duas derrotas seguidas, com a manutenção da decisão (aqui) pelo presidente do TJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, na última terça (27), a vitória rosácea de hoje provoca uma reviravolta no caso.
Em sua decisão, o relator disse ter se baseado no artigo 196 da Constituição Federal, que diz: “a saúde é direito de todos de dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e e econômicas que visem a redução do risco de doença e outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. Durante a curta intervenção municipal da semana passada, a paciente Bernadete Maria Lage Pereira perdeu a vida numa parada cardiorrespiratória, após ser removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do maior hospital conveniado de Campos.

Atualização às 16h55: Aqui, sempre à frente na divulgação de assuntos de interesse do governo Rosinha, o blogueiro Ralfe Reis publicou a íntegra da suspensão da decisão do juiz Elias Pedro.
 Abaixo e aqui (em PDF), a decisão do desembargador Fernando Cerqueira Chagas






CHICÃO ALÉM DO TELHADO



Pelo andar da carruagem, as chances de o vice-prefeito e secretário de Saúde da PMCG, Chicão Oliveira (PP), ser candidato à sucessão de Rosinha em 2016, estão próximas de zero.
E não será surpresa se for substituído no comando da Saúde nas próximas horas.
Há precedente. Em seu primeiro mandato, em1990, Garotinho demitiu o então vice, Adilson Sarmet, que acumulava a função com a direção do Hospital Ferreira Machado.
E olhe que a crise naquela época não chegava aos pés da atual situação.

CÂMARA DE CAMPOS CONTRATA EMPRESA (POR R$ 45 MIL) PARA ELABORAR PCCS PARA 40 SERVIDORES


A Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes tem 40 (quarenta) servidores estatutários ativos, conforme lista aqui com os salários de cada um referentes ao mês de 08/2015, disponível no site da Casa. Por iniciativa do presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), merecidamente os servidores vão ganhar um Plano de Cargos e Salários. Ótimo!

No Diário Oficial desta quinta-feira, 29/10 - página 9 - foi publicado o extrato do contrato 070/2015, pelo qual a Câmara contrata uma empresa (Enquete Serviço e Comércio S/S) para "prestação de serviços de apoio ao grupo de trabalho da CMCG, com finalidade de criação e implantação de plano de cargos e salários de servidores efetivos". Valor do contrato: R$ 45.180,00 e prazo de execução em 45 dias.

Para elaborar um Plano de Cargos para apenas 40 servidores seria necessário contratar uma empresa por R$ 45 mil?
Além dos 40 estatutários em atividade, a Câmara (que recebe cerca de R$ 2,8 milhões por mês para seu custeio), tem outros 35 servidores aposentados (aqui), 27 pensionistas (aqui), 40 comissionados (aqui) e outros 160 nomeados (aqui) para os gabinetes dos 25 vereadores (aqui). Mas o PCCS beneficia apenas os estatutários.

MPF VAI AUDITAR CONTAS DA SAÚDE EM CAMPOS

MPF

Boa noite,

Informo o endereço eletrônico (http://www.prrj.mpf.mp.br/frontpage/noticias/mpf-move-acao-contra-prefeita-e-secretario-de-saude-de-campos-rj ) da divulgação da ACP da saúde nº 0074441-49.2015.402.5103, a qual baseada nos trabalhos de inspeção do MPF, nela você poderá encontrar todo o resultado das inspeções de forma detalhada, bem o que as motivou. (todos os inquéritos relacionados)
No teor da própria ação constam elementos como o poder de fiscalização do MPF em razão da aplicação de verbas do SUS (competência e legitimidade), assim como o pedido de auditoria nas contas da saúde, no município de Campos dos Goytacazes/RJ, a ser realizada pelo ministério da Saúde (por meio do Denasus).
Indeferido, pelo Juízo da 2ª VF de Campos/RJ, o pedido de antecipação de tutela, a ação se encontra em sede de recurso de agravo de instrumento, junto ao TRF2 (autos nº 0010646-52.2015.402.0000).
Os trabalhos de vistoria e inspeção continuam, para o fim de instrução dos inquéritos civis que embasaram a referida ação civil pública.

Atenciosamente,

Thais Almeida
Assessora Jurídica
Chefia de Gabinete
MPF/ESO
 Veja matéria completa na edição impressa de hoje da Folha da Manhã e aqui  no Blog Opiniões.



terça-feira, 27 de outubro de 2015

ARROUBO DE CLARISSA ROUBA DUAS HORAS DA SESSÃO DA CÂMARA


Vê se dá para levar a sério?

Os senhores e senhoras vereadores de Campos estão há quase duas horas discutindo uma proposta de moção de aplausos à deputada federal Clarissa Garotinho (PR-RJ). O autor do requerimento é o vereador Genásio e o feito da bela deputada não é sua gravidez recém anunciada e sim o fato de ter tido dois minutos de fama ao interromper uma entrevista coletiva do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), perguntando, aos gritos, quando ele iria renunciar.

Cunha, ex-amigo íntimo da família Garotinho, bandido antigo, até que mereceu. Quem não merece é a população de Campos, mergulhada numa crise econômica com sérias consequências na área da Saúde, ver paralisados seus representantes por causa de um agradinho à filha dos chefes.

E olha que o contribuinte paga cerca de R$ 2,8 milhões a cada 30 dias para manter a Câmara Municipal funcionando.

PORTAL DO TJ DIVULGA DECISÃO QUE MANTÉM SENTENÇA DO JUIZ ELIAS PEDRO SADER NETO

Foto: Jornal Mania de Saúde
Do Portal do TJ (aqui)

Santa Casa de Campos: presidente do TJRJ mantém decisão de suspender decreto municipal

Notícia publicada pela Assessoria de Imprensa em 27/10/2015 17:37
O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, manteve nesta terça-feira, dia 27, a decisão do juiz Elias Pedro Sader Neto, da 1ª Vara Cível de Campos dos Goytacazes, no Norte fluminense, que determina a imediata suspensão do Decreto Municipal nº 272/2015, reintegrando os bens e serviços da Santa Casa de Misericórdia de Campos como instituição filantrópica e devolvendo a competência administrativa à Junta Interventora da unidade hospitalar.
A Junta Interventora da Santa Casa de Misericórdia havia suspendido as internações dos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) enviados pela Prefeitura e pelo Governo do Estado, além de determinar que os pacientes internados na Santa Casa e no Hospital de Apoio Manoel Cartucho, também em Campos, fossem reinseridos na Central de Regulação Municipal e, consequentemente, removidos para outros hospitais.
A prefeita Rosinha Garotinho editou o decreto requisitando a administração temporária da unidade hospitalar privada, alegando que a saúde pública do município já se encontra em “estado de perigo público iminente” por falta de verba, e que a paralisação da Santa Casa de Misericórdia colocaria em risco toda a população de Campos.
O presidente do TJRJ havia determinado prazo de 40 horas para que o juiz Elias Pedro Sader Neto prestasse esclarecimentos sobre a prestação dos serviços de saúde de Campos. O magistrado disse que a decisão de suspender as internações foi tomada após o diretor e responsável técnico pelo hospital, o médico Ricardo Madeira Coelho de Azevedo, informar que o estabelecimento não tinha condições de receber mais pacientes, sob pena de comprometer a eficiência dos que já estão internados. O juiz informou ainda que a Junta Interventora, já reconduzida à administração do local, determinou a reativação, pelo prazo de 15 dias, do serviço de prestação de saúde, tendo em vista o reabastecimento com medicamentos e insumos necessários para o seu funcionamento, além do pagamento parcial pela Prefeitura de Campos do valor referente ao mês de agosto.
“Firmadas tais premissas, há de ser mantida, ao menos por ora, a eficácia da decisão prolatada pelo MM. Juízo da 1ª Vara Cível da Comarca de Campos dos Goytacazes, a qual se harmoniza plenamente com um dos pilares essenciais do ordenamento jurídico pátrio, a saber, a garantia da vida”, afirma o presidente do TJRJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho.
Em outro trecho da decisão, o presidente do TJRJ destaca que haverá uma audiência especial nesta quarta-feira, dia 28, para solucionar o impasse. “O Município ainda deveria à Santa Casa valores vultosos, em torno de R$ 5 milhões, a comprometer o planejamento e gestão da instituição. Entrementes, vale destacar a designação de audiência especial para o dia 28/10/15, pelo citado Magistrado, com o escopo de tentar solucionar a questão. Verifica-se, portanto, que toda a celeuma encontra-se diretamente vinculada à precariedade do sistema público de saúde”, ressalta o presidente do TJRJ.
JL/FB

TJ MANTÉM DECISÃO QUE TIROU TROPA DE ROSINHA DA SANTA CASA

O desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, presidente do TJ, negou pedido de liminar impetrado pela Prefeitura de Campos contra a decisão do juiz da 1ª vara Cível de Campos, Elias Pedro Saber Neto, que suspendeu a presença da tropa do governo Rosinha e restabeleceu os poderes da junta nomeada por intervenção judicial. Está, pois, mantida a decisão do juiz (reveja aqui).
Em sua decisão, o desembargador ressalta não estar emitindo juízo de valor sobre o litígio e pretendendo, tão somente "evitar riscos de lesão à ordem, economia, segurança e saúde públicas, os quais, na espécie, não foram comprovados".
Amanhã, quarta-feira, às 14h, tem audiência na 1ª Vara Cível de Campos com presença de representantes da Prefeitura e da Junta Interventora da Santa Casa. A audiência será presidida pelo juiz Elias Pedro Sader Neto.
Veja a íntegra da decisão de hoje e mais informações no Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui).

Em tempo: É bom não esquecer que esse disputa PMCG & Junta Interventora da Santa Casa é posterior ao próprio processo de intervenção judicial, que é consequência de uma ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público Estadual contra o provedor afastado Benedito Marques dos Santos Filho e outros três réus (veja aqui detalhes do processo)



Presidente do TJ mantém decisão que tirou Rosinha da Santa Casa

Como previsto ontem, aqui, neste “Opiniões”, o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, negou hoje (aqui) o pedido de liminar impetrado pelo governo Rosinha Garotinho (PR), contra a decisão do juiz da 1ª vara Cível de Campos, Elias Pedro Saber Neto, que tornou (aqui) sem efeito o decreto municipal 272/20015, a partir do qual o governo municipal interviu ilegalmente (aqui) na Santa Casa de Misericórdia de Campos, durante menos de 48 horas, entre os últimos dias 2o e 22. Foi tempo suficiente para que a paciente Bernadete Maria Lage Pereira, removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do hospital, perdesse a vida numa parada cardiorrespiratória.
Assim, além de desfeita a “certeza” (aqui) que o marido e secretário de Governo de Rosinha, Anthony Garotinho (PR), além de outros “entendidos” de plantão, disseram ter sobre a reforma da decisão do magistrado campista, qualquer novidade sobre o maior hospital conveniado do município terá que ser feito dentro da legalidade, sem bravatas, na mesa de negociação da audiência pública marcada, desde ontem, para às 14 h de amanhã, como este blog também adiantou. Chamada (aqui) em outro blog, o “Eu penso que…”, do jornalista Ricardo André Vasconcelos, ex-secretário de Comunicação de Garotinho, de “sentença histórica”, confira abaixo a transcrição de alguns pontos da decisão de Elias Sader, seguida da sua alvissareira manutenção na transcrição integral da decisão do presidente do TJ:

Elias Pedro Sader Neto, juiz da 1ª Vara Cível de Campos (foto Mania de Saúde)
Elias Pedro Sader Neto, juiz da 1ª Vara Cível de Campos (foto Mania de Saúde)

“A excelentíssima senhora prefeita Rosinha Garotinho, acompanhada de seu marido, de outros secretários municipais e do promotor de Justiça Marcelo Lessa Bastos, sob escolta da Guarda Municipal, tomou de assalto a Santa Casa de Misericórdia de Campos dos Goitacases, na tarde de ontem (terça, dia 20), ignorando, por completo, que se encontra sob intervenção judicial.
“Com roteiro venezuelano, ignorando a autoridade do poder Judiciário, a prefeita editou decreto de requisição temporária do referido nosocômio, fulcrada, no art. 15, inc. XIII, da lei nº 8.080/90.
“Para estarrecimento geral, em verdadeira petição de princípio, o quarto ‘considerando’, que fundamenta o malsinado ato administrativo (…) escancara a confissão da prefeita, no sentido de que a Saúde Pública, por ela gerida há quase sete anos, se encontra em situação de calamidade pública.
“(…) Ora, se o caos da Saúde Pública municipal persiste em razão das prioridades orçamentárias eleitas pela prefeita, não pode, agora, invocar a própria incúria para desapossar, administrativamente, a Santa Casa de Misericórdia, entidade centenária e de natureza privada.
“A questão é bem tangida pelo eminente promotor de Justiça Leandro Manhães de Lima Barreto, quando afirma que o município sucateou sua rede própria de Saúde (HFM e HGG), preferindo se utilizar dos hospitais privados da rede de apoio, aos quais paga quando e quanto deseja.
“(…) o que não é uma hipótese da Saúde Pública de Campos, verdadeira crônica de uma morte anunciada, desde dezembro do ano passado
“O alegado ‘estado de perigo público iminente’ é facilmente resolvido pelo município mediante o pagamento das suas contas.
“A possibilidade financeira do município deve ser aferida a partir do enterro dos R$ 17 milhões com a construção da bizarra ‘Cidade da Criança’, dos mais de R$ 80 milhões com o subutilizado Centro de Eventos Populares (Cepop) e dos R$ 18 milhões anuais gastos com parques e jardins.
“Pelo fio do exposto, a fim de restabelecer o império da lei e o sistema de freios e contrapesos, outra alternativa não resta a este Juízo se não declarar a grosseira e aldravada ilegalidade do decreto municipal nº 272/2015 e determinar a imediata suspensão de todos os efeitos, reintegrando os bens e serviços do hospital da Santa Casa de Misericórdia de Campos à referida instituição filantrópica”.


Presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho
Presidente do TJ-RJ, desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho


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TJ-RJ 10
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TJ-RJ 15
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PORTAL DO SUS INFORMA: REPASSE AO GOVERNO ROSINHA EM 2015, ATÉ 25/10, FOI DE R$ 112,7 MILHÕES


Mais ágil que o Portal da Transparência da Controladoria da União, que informava, no último sábado, que o Governo Federal tinha repassado à PMCG, de janeiro a agosto de 2015, R$ 90,7 milhões (aqui),   o Portal do SUS está mais atualizado e mostra que, de janeiro a 25/10/2015, o governo Rosinha já recebeu R$ 112,7 milhões. A informação é do vereador petista Marcão Gomes e republicada no Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui).
Enquanto isso, a máquina de propaganda garotista continua atirando no próprio pé.

PMCG DIZ QUE REPASSOU "QUASE R$ 113 MILHÕES A HOSPITAIS CONVENIADOS ESTE ANO"

Em nota postada ontem, segunda-feira às 21:41, a Superintendência de Comunicação da Prefeitura de Campos (abaixo e aqui) informa que a PMCG repassou R$ quase R$ 113 milhões este ano. Mas não explica quanto deste montante vem de recursos próprios, quanto de verbas federais (SUS) e quanto cada unidade recebeu.
As informações são atribuídas ao secretário de Saúde e vice-prefeito, Dr. Chicão.
A falta de transparência continua...




REVEJA AQUI postagem do BLOG sobre o repasse de R$ 90,7 milhões do SUS à PMCG até agosto (com documento oficial do portal da transparência do Governo Federal).

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

GAROTINHO ANUNCIA, EM SEMINÁRIO, QUE ACHOU A "SOLUÇÃO" PARA OS PROBLEMAS DE CAIXA DA PMCG

Mauro, Chicão, Rosinha, Garotinho e Suledil (foto: Gerson Gomes)

Aos gritos esparsos de "aleluia! aleluia!" vindos da plateia do Trianon lotado, o secretário de governo da PMCG, Anthony Garotinho, anunciou que "achamos uma solução e vamos anunciá-la nos próximos dias". Foi hoje durante seminário, hoje, com participação de ocupantes de cargos de confiança na administração municipal (DAS).
A "solução" é para as dívidas acumuladas pelo governo Rosinha por causa da queda na arrecadação e que seriam resolvidas com um empréstimo de R$ 1,1 bilhão através de venda da dívida pública municipal lastreada pelos royalties a serem recebidos nos próximos anos. O seminário, que tinha sido adiado duas vezes, durou das 10 às 17 horas, com uma pequena pausa para um lanche, que foi servido no próprio Trianon (macarrão com molho e cachorro quente).
De acordo com o relato de um participante ao Blog, apesar de terem participado da mesa, o vereador Mauro Silva e o vice-prefeito Chicão Oliveira não falaram no seminário. Os palestrantes foram apenas Garotinho, Suledil Bernardino e Rosinha.
Durante seu pronunciamento, que durou mais de duas horas, Garotinho voltou a atacar adversários, inclusive na mídia e redes sociais e repetiu seu o velho discurso de salvador da pátria: foi ele quem construiu o Trianon, reabriu o Ferreira Machado, construiu as creches, escolas....
e blá blá blá...

"BETHÂNIAS DE UMA SÓ MARIA" NO MUSEU DE CAMPOS


Continua até o próximo dia 15 de novembro no Museu Histórico de Campos, a exposição "Bethânias de uma só Maria", coordenada pelo artista plástico e ator Edeilson Fernandes, o mais apaixonado de todos pela cantora que saiu de Santo Amaro da Purificação (BA) para encantar o mundo.
A exposição fica pode ser vista de terça à sexta das 10 às 17 h e, nos finais de semana das 9 às 14h.

AUDIÊNCIA DO CASO PMCG & SANTA CASA MARCADA PARA QUARTA-FEIRA


Do Blog Opiniões, do jornalista Aluysio Abreu Barbosa (aqui):

Juiz que tirou Rosinha da Santa Casa marca audiência entre junta e Prefeitura

Juiz Elias Pedro Sader Neto (foto do jornal Mania de Saúde)
Juiz Elias Pedro Sader Neto (foto do jornal Mania de Saúde)
Titular da 1ª Vara Cível de Campos, o juiz Elias Pedro Sader Neto, marcou hoje uma audiência especial para a próxima quarta-feira, dia 28, a partir das 14h, entre a junta interventora da Santa Casa de Misericórdia e a Prefeitura de Campos. Foi o mesmo magistrado que deu uma sentença anunciada aqui, em primeira mão, neste “Opiniões”, chamada aqui de “histórica” pelo jornalista e blogueiro Ricardo André Vasconcelos, talvez por ter dito algumas verdades sobre o governo Rosinha Garotinho (PR) engasgadas na garganta de muita gente de bem em Campos, enquanto deu fim à pirotécnica intervenção de menos de 48h da prefeita no principal hospital conveniado do município. Foi tempo suficiente para que a paciente Bernadete Maria Lage Pereira, removida da rede púbica à Santa Casa para tentar justificar a ocupação do hospital, perdesse a vida numa parada cardiorrespiratória.
Cobrado (aqui) pelo presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), desembargador Luiz Fernando Ribeiro de Carvalho, para dar explicações à sua sentença, na qual escancarou “a confissão da prefeita, no sentido de que a Saúde Pública, por ela gerida há quase sete anos, se encontra em situação de calamidade pública”, Elias Sader sinaliza, ao marcar a audiência, que sua decisão não deve ser reformada em segunda instância, como o marido e secretário de Governo de Rosinha, Anthony Garotinho, disse ter “certeza” que seria, em programa na rádio do seu grupo de comunicação. Como o prazo de 40 horas dado pelo presidente do TJ ao magistrado de Campos se encerraria amanhã, aguardemos a terça, enquanto não chega a audiência de quarta. Nela, em nome dos doentes assistidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em Campos, que de janeiro a agosto de 2015, renderam (aqui) R$ 90,7 milhões de recursos federais ao governo Rosinha, seria producente que novas bravatas fossem deixadas de lado.

GAROTINHO REÚNE A TROPA NO TRIANON.





O prédio é público, as despesas de manutenção do prédio pagas pelo contribuinte, mas o Trianon é palco (literalmente) de uma reunião político-partidária para afinar o discurso da tropa garotista para as eleições de daqui a um ano.
Na plateia, nomeados pela Prefeitura de Campos dos Goytacazes e outros militantes partidárias.
Foto: Facebook de Gerson Gomes



Um vídeo com propaganda do governo abriu o encontro

domingo, 25 de outubro de 2015

EM 2012, PREFEITURA DE ROSINHA PROMETEU NOVO PRÉDIO DE SEIS ANDARES E ATÉ HELIPONTO PARA O FERREIRA MACHADO

O passado cobra sua conta:
Em 2012, no ano em que tentou (e ganhou no primeiro turno) um segundo mandato, a prefeita Rosinha prometeu, em propaganda paga em horário nobre na TV, um novo prédio de seis andares e um heliponto no Ferreira Machado.
Veja abaixo a propaganda:



UM FALA DEMAIS E OUTRO O QUE NÃO DEVIA



Constatação da crise Rosinha & Santa Casa: a turma está errando na área em que habituou a mostrar mais competência: comunicação.Deixar tudo por conta do falastrão Garotinho só afasta eventuais conciliadores. É um desagregador congênito. E entrevistas como a queDoutor Paulo Hirano deu à Folha deste domingo não ajuda. Dizer que o governo municipal faz além de sua obrigação soa como um escárnio, um desrespeito à dor dos que padecem nas filas e corredores dos hospitais.
Veja a entrevista, na íntegra:

Arnaldo Neto e Rodrigo Gonçalves
Foto: Folha da Manhã 
Elo importante para reverter a conturbada relação entre a Prefeitura de Campos e a junta interventora da Santa Casa, o vereador governista Paulo Hirano (PR) vê na atual gestão municipal avanços na Saúde, da qual participou como secretário da pasta no primeiro mandato do governo Rosinha Garotinho (PR) e foi responsável pela implantação da Gestão Plena, que pretendia uma melhor relação entre os hospitais contratualizados e poder público.  Com larga experiência em gestão hospitalar, o médico visitou a Santa Casa na última sexta-feira, onde se reuniu com a junta para avaliação de documentos que comprovariam a dívida da Prefeitura com o hospital e ficou de interceder para que o problema seja resolvido. Mas as feridas da Saúde não se restringem a este impasse, mesmo sob a alegação de investimentos 600% superiores ao que o Sistema Único de Saúde (SUS) envia para município. 
Folha da Manhã - Não é de hoje que os hospitais contratualizados que complementam o atendimento à rede municipal — filantrópicos ou particulares — relatam atrasos nos repasses por parte da Prefeitura, seja de verbas federais ou do município. Sob a visão administrativa de um ex-secretário de Saúde, o que causa esses atrasos? E quais são as consequências disso?
Paulo Hirano - Primeiro, é preciso esclarecer que os trâmites de avaliação dos pagamentos duram, no mínimo, cerca de 60 dias. No país inteiro funciona assim. O pagamento não é imediato à apresentação das notas por parte dos parceiros, mas respeita os prazos de processamento do Sistema Único de Saúde (SUS). A prestação de serviços contratualizados é executada no mês de referência; no mês seguinte, os hospitais informam sua produção; essas informações são enviadas para o ministério da Saúde e, nos mês subsequente, é feito o fechamento das contas e auditoria pelo município, para pagamento.
Folha - No atual quadro da saúde pública do município, com reclamações de lotação nos corredores do Hospital Geral de Guarus (HGG) e Hospital Ferreira Machado (HFM), foi uma decisão acertada a prefeita requerer a administração da Santa Casa, em decreto posteriormente anulado pelo juiz Elias Pedro Sader Neto, da 1ª Vara Cível de Campos?
Hirano - A Prefeitura não requereu a administração do Hospital Santa Casa. Foi uma decisão necessária, pois o decreto serviu para garantir o acesso dos pacientes aos serviços do hospital, com base na Constituição Federal e na Lei Federal 8080, que diz que “a saúde é direito fundamental do ser humano, devendo o estado prover as condições necessárias para o seu pleno exercício”. A Prefeitura não requisitou e nem destituiu a junta interventora da unidade hospitalar. Toda a administração e gerenciamento do hospital continuaram sob a responsabilidade da junta da Santa Casa, que é a unidade que mais recebe recursos pelos serviços prestados.
Folha - Durante a rápida ocupação da prefeita Rosinha na Santa Casa, fornecedores chegaram a suspender serviços ao hospital, alegando não querer relação com a Prefeitura, sob a justificativa de má pagadora. Como você avalia esse rótulo dado à administração municipal?
Hirano - Não consideraria esse posicionamento, até porque não houve “tomada administrativa do hospital”, não houve “intervenção” para administrar o hospital, apenas para garantir o acesso dos pacientes, como disse acima.  Não é dessa forma que a população avalia as decisões da administração pública.
Folha - Acontece retenção de verbas do SUS pelo município para fazer caixa, como denunciado pelo médico e empresário Herbert Sidney Neves, presidente do Grupo Imne (Instituto de Medicina Nuclear e Endocrinologia), que chegou a sugerir ao Ministério Público Federal de Campos a instalação de uma operação Lava-Jato nas contas do município?
Hirano - Não há nenhuma retenção de verbas do SUS pelo município. Ao contrário, os gastos da saúde são da ordem de 600% além dos recursos do SUS, que totalizam cerca de R$ 100 milhões anuais. Já os gastos da Prefeitura somam, aproximadamente, R$ 600 milhões, apenas com a saúde. Então, como reter verba se é gasto muito mais com a população do que o SUS oferece? Inclusive, as contas de 2014 da prefeita Rosinha foram aprovadas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), e exaltados os investimentos na área da saúde. O percentual de aplicação em ações e serviços públicos de saúde em Campos é maior do que o limite constitucional, tendo chegado a 52,71% no primeiro quadrimestre de 2014 e a 46,28% no segundo, enquanto o limite constitucional é de 15%.
Folha - Quando foi secretário de saúde em 2009 ainda no primeiro mandato de Rosinha, você foi o responsável pela implantação da Gestão Plena na Saúde, que pretendia, entre outras coisas, resolver o problema da marcação de consultas. O que deu errado, já que as denúncias não param de acontecer e a ainda tem gente dormindo na fila das unidades? Quais foram os avanços?
Hirano - Nada deu errado. É uma evolução. Hoje, todas as unidades básicas de saúde agendam consultas, enquanto, em 2008, apenas 4 polos (só os hospitais) faziam isso. De 2010 a 2014, o município regulou 517.998 exames somente em hospitais conveniados, isso sem contar as Unidades Básicas de Saúde (UBS). Também houve um aumento significativo de produção de consultas, saltando de 370 mil/ano para 900 mil/ano. A questão é que as demandas e a busca não param de crescer. Mas os avanços são notáveis e significativos, tanto que o ministério da Saúde e a secretaria estadual de Saúde  reconhecem que Campos tem o maior número de leitos de UTI/habitante, maior quantidade de mamógrafos/habitante, maior pronto socorro regional, maior programa municipal de vacinas, e por aí vai.
Folha - Assim como a Gestão Plena, o Programa de Imunização é outro carro chefe do governo Rosinha, que começou na sua gestão. Campos é reconhecido pela implantação de vacinas que nem mesmo o ministério da Saúde oferecia antes. O que isso representa hoje e o que se espera de resultados no futuro?
Hirano - Campos, efetivamente, é a cidade do país com melhor programa de imunização municipal. Essa constatação não é nossa, mas do próprio ministério da Saúde. Implantamos uma grade de vacinas médicas que hoje já mostram resultados concretos. A Prefeitura investiu cerca de R$ 10 milhões em vacinas especiais. Por exemplo, mais de 30 mil crianças foram beneficiadas com a vacina contra Hepatite A, totalizando 40 mil doses aplicadas, e promovendo a redução de mais de 85% na circulação do vírus no município. Vacinou cerca de 55 mil adolescentes contra o HPV. Promoveu a redução dos casos de meningite pneumocócica; a redução de mais de 50% nas internações por doenças pneumocócicas e por outras doenças respiratórias. Esses dados mostram que hoje já temos o resultado que se esperaria para o futuro: a melhoria da saúde da população infantil.
Folha - Em entrevista à Folha, o cardiologista Cláudio Leonardo de Morais, afastado do HGG após denunciar falta de estrutura na unidade, afirmou que: “Não pagar pela Saúde como se deve, mata mesmo, diariamente”. Hoje, Campos paga pela saúde como deveria?
Hirano - Campos paga, atualmente, mais do que a sua obrigação. O ministério da Saúde é que não paga o que seria justo pelos serviços do SUS, por isso, a necessidade da complementação, executada pelo nosso município.
Folha - Por uma infeliz coincidência, no dia anterior a publicação da entrevista de Claudio Leonardo, que rendeu a manchete de capa no último domingo, Leire Daiana Fonseca, de 33 anos, morreu no HGG, após dar entrada na sexta à noite apresentando sintomas de infarto, ser medicada, mas ficar sem monitoração, jogada numa das macas nas quais os doentes se amontoam nos corredores do hospital. Esse é o espelho da saúde de Campos?
Hirano - O espelho da saúde se retrata em tudo o que falamos anteriormente. Infelizmente, óbitos aconteciam, acontecem e vão acontecer, por inúmeras razões, mesmo que ninguém as queira. A que interfere mais na sobrevida é a própria condição da saúde individual.
Folha - Por falar no cardiologista Claudio Leonardo de Moraes, ele foi afastado do HGG após denunciar em uma reportagem da InterTv as condições precárias do hospital. A celeridade com a qual o processo de afastamento se deu causou estranheza, tanto que o promotor Leandro Manhães pediu liminarmente o afastamento da Prefeitura de todos os envolvidos na decisão, entre eles o procurador-geral de Campos, Matheus da Silva José e o diretor HGG, Wilson Cabral. Em sua opinião, a medida teve intuito de intimidar outros profissionais da área?
Hirano - Não acredito.
Folha - A Folha tem feito uma série de reportagens chamada “Princípios para Campos”, na qual gestores na área da Saúde têm apontando a politização do sistema em benefício de apadrinhados políticos, em territórios que seriam barganhados com os vereadores. Na maioria das vezes estes indicados não são qualificados no setor. Você acredita que a escolha dos gestores de Saúde de forma despolitizada melhoraria o quadro atual?
Hirano - Acredito na qualificação dos gestores em qualquer que seja seu nível de atuação. Nisso eu acredito!
Folha - Quando se fala em atraso de repasse, sejam eles federais ou os complementos do município, algumas das justificativas são o cenário de crise nacional e a queda de arrecadação de receitas oriundas dos royalties. Faltou planejamento nos outros anos, quando o orçamento do município era superior a R$ 2 bilhões?
Hirano - Não podemos desconsiderar o cenário da crise nacional, bem como a queda da arrecadação das receitas oriundas dos royalties do petróleo. Elas estão fazendo parte do nosso dia a dia. A crise é nacional, não se pode regionalizá-la ou municipalizá-la. Reforço que todas as contas da prefeita Rosinha foram aprovadas desde o início do seu governo, inclusive as de 2014.
Folha - Além de médico, com bagagem de ex-secretário de Saúde, você é vereador e ex-líder do governo na Câmara. Com toda essa experiência, como você avalia o atual cenário da saúde pública do município? E o próximo gestor, o que deve fazer para reverter o quadro?
Hirano - O atual cenário da saúde e todo o município vêm sofrendo com a crise nacional e com as dificuldades inerentes à redução dos recursos em todos os setores. Para equilibrar as dificuldades, deverá haver uma readequação no planejamento dos investimentos e aplicação de recursos, como já vem acontecendo anualmente. Porém, dessa vez, principalmente, em decorrência da queda vertiginosa dessas receitas.
Folha - Na série “Princípios para Campos”, gestores da área da Saúde reforçam que para desafogar os grandes hospitais municipais é necessário investir nas unidades básicas. No entanto, essas unidades estariam sucateadas ou com estrutura precária. O que a administração tem feito e o que deve ser investido para que as unidades básicas sejam uma “porta de entrada” digna no sistema de saúde municipal?
Hirano - Concordamos que a assistência básica de saúde é o alicerce para a melhoria da saúde como um todo. Nestes últimos anos, foram feitos inúmeros investimentos na rede básica de saúde, como reformas das unidades básicas; construções de novas unidades básicas; construção de novas unidades 24 horas; reforma e construção de novas Unidades Pré-Hospitalares; bem como a estruturação de recursos humanos para atendimento da população, com a convocação de novos profissionais do concurso público.
Folha - Durante sua gestão na Saúde, por diversas vezes, você foi cobrado pela volta do Programa Saúde da Família (PSF), suspenso no fim de 2008, que só no segundo semestre de 2014 conseguiu ser retomado como Estratégia Saúde da Família (ESF). A interrupção durante cinco anos e meio reflete hoje nesta grande demanda nas unidades de emergência?
Hirano - A suspensão e interrupção do antigo PSF, em 2008, refletiu, sem dúvidas, na assistência básica, que visa evitar e prevenir as complicações das doenças. Isso acaba exigindo uma assistência secundária e/ou terciária à saúde. É preciso lembrar que o concurso público para o antigo Programa Saúde da Família (PSF) foi realizado em 2008, mas o resultado encontrava-se acautelado em cartório e perante a Justiça Federal, devido ação do Ministério Público Federal, que alegou uso indevido dos recursos repassados pelo ministério da Saúde, pela gestão do então prefeito Alexandre Mocaiber.  Por isso, o município teve o programa suspenso no mesmo ano. No entanto, a Prefeita Rosinha buscou diversas saídas jurídicas para a reativação do programa, até a convocação dos aprovados e homologação do Concurso em 2010. Atualmente, a nova Estratégia Saúde da Família (ESF) já foi reativada em 26 locais. Mais de 36 mil pessoas estão sendo beneficiadas. Já houve avanços e temos que avançar mais, para fortalecer a assistência básica.
Folha - Estar à frente da secretaria de Saúde é dar a cara para bater. Na última semana, conversas de bastidores revelavam um possível desejo de Dr. Chicão em sair do comando da pasta. O cargo realmente traz desgaste?
Hirano - A gestão da saúde é sempre um grande sacrifício, por estarmos lidando com vidas. Podemos avançar muito na assistência, e avançamos. Costumo dizer que resolvemos todos os problemas hoje, porém, ao amanhecer o novo dia, os mesmos problemas renascem e se multiplicam. Por isso, o cargo de gestor da saúde traz, na maioria das vezes, mais desgaste do que “sensação de triunfo”. O que não quer dizer que os resultados não sejam satisfatórios. A vitória chega, porque muitas vidas são salvas diariamente. Todas as medidas tomadas pelo gestor com resultado positivo beneficiam milhares de milhares de pessoas, ou seja, a grande maioria da população. Isso é gratificante.
Folha - A decisão do juiz Elias Pedro Sader Neto, que anulou o decreto no qual a prefeita Rosinha tomou a administração da Santa Casa, foi feita com declarações fortes, entre elas a que a Prefeitura sucateou os hospitais, paga quando e quanto quer aos conveniados e cita gastos com a “bizarra Cidade da Criança e o subutilizado Cepop”. Além disso, o juiz entende que em um dos “considerandos” Rosinha admite que a Saúde, por ela gerida há sete anos, está em estado de calamidade pública. Você concorda com a análise do juiz? Por quê?
Hirano - Não concordo. O decreto da prefeitura foi para garantir o acesso dos pacientes do SUS  a um hospital que havia fechado as portas para os mais necessitados. Na minha leitura, a medida foi para evitar grandes problemas na assistência e, até mesmo evitar óbitos. Quanto ao juízo de valor em relação às obras, gostaria de dizer que os investimentos em nossa cidade não se restringem apenas a esses dois grandes empreendimentos. O Cepop vem sendo palco de grandes eventos, que estão gerando renda para o município nesse momento de crise. O programa Morar Feliz já beneficiou em torno de 30 mil pessoas de cerca de 6 mil famílias, em 18 condomínios, que moravam em áreas ou em situações de risco.Campos é a segunda melhor cidade em saneamento no Estado; tem sete Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) em funcionamento, tratando cerca de 80% do esgoto na área de concessão de Águas do Paraíba, o que representa mais de duas vezes a média nacional. Além disso, Campos foi uma das cidades que mais aplicou em investimento em infraestrutura no país. Mais de 100 pontos de alagamentos foram solucionados, com diversas obras de drenagem; foram feitos dezenas de Bairros Legais; construção de novas creches e escolas modelos; investimentos em recursos humanos; entre tantos outros. Não podemos deixar de lembrar da Passagem Social, que beneficia 90% da nossa população, permitindo a integração de todas as regiões do município.
Folha - Neste período em que a prefeita tomou a Santa Casa e transferiu pacientes para lá, uma mulher morreu, pois seu quadro teria se agravado em decorrência da locomoção. A transferência repentina desses pacientes foi uma atitude irresponsável e, como definiu o juiz Elias Pedro, parte de um “roteiro venezuelano”?
Hirano - É bom esclarecer que os pacientes que passam pela porta de entrada dos hospitais públicos são transferidos, rotineiramente, para as unidades contratualizadas, a fim de dar sequência ao tratamento. Portanto, as transferências não são uma atitude irresponsável e sim uma rotina diária.
25/10/2015 11:00