sexta-feira, 23 de outubro de 2015

UMA SENTENÇA HISTÓRICA

Juiz da 1ª Vara Civil de Campos, Elias Pedro Sader Neto (foto: Mania de Saúde)




"Emprestada" do Ururau (aqui)



Acima, na íntegra, a sentença do juiz Elias Pedro Sader Neto, da 1ª  Vara Cível de Campos, para que fique claro que nem todas as instituições e pessoas desta cidade estão cooptadas (ideológica ou oportunisticamente) por esse Chavismo de araque que assaltou a Planície Goitacá.
A corajosa e necessária sentença reflete o sentimento de muitos de nós que acordamos, cedo ou tarde, para o mal que essa gente arrogante e mesquinha vem fazendo ao município ao longo dos últimos anos e com consequências nefastas no futuro.
A decisão pode até ser revogada pelo Tribunal de Justiça, como vem ocorrendo sistematicamente neste governo que se dá ao luxo de ter, em seu estafe, um desembargador aposentado com o cargo de "superintendente de relações institucionais do Gabinete da Prefeita", mas cuja função é atuar nos bastidores do Judiciário. Aliás, o desembargador aposentado, Francisco de Assis Pessanha, tem cumprido seu papel com o brilhantismo esperado. Ele é pai do principal advogado da tropa garotista, Francisco de Assis Pessanha Filho e marido de Rosely de Carvalho Pessanha, também advogada e Chefe de Gabinete da gestão de Rosinha no governo do Estado; e cunhado de Jonas Lopes de Carvalho Júnior, atualmente presidente reeleito do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro. Assis e Jonas foram indicados para seus cargos pelo então governador Anthony Garotinho.
Mas a recente bravata da prefeita no episódio da Santa Casa mostra que nem tudo se resolve no compadrio dos relacionamentos e compensações de eventuais favores. Sem querer entrar no mérito da questão, fica evidente que a "intervenção" cinematográfica, envolvendo até a Guarda Municipal para dar ares de força, não passou de uma encenação para disfarçar a incompetência para gerir a saúde pública no município. Caprichosa, no sentido pejorativo da palavra, Rosinha teria se aborrecido ao ver, na manhã de terça-feira a impecável primeira página da Folha da Manhã, que mostrava os corredores dos hospitais municipais (Ferreira Machado e HGG) cheios de doentes e as enfermarias da Santa Casa vazias.
Entre a encenação canhestra da prefeita-marionete e a decisão judicial, há dois cadáveres a velar: Leire Daiane Fonseca, 33 anos, morta no corredor do Hospital Geral da Guarus, sem assistência após sofrer um infarto e Bernadete Maria Lage Pereira, que sucumbiu à insensibilidade oficial após ser transferida da rede municipal para a Santa Casa, já na quinta-feira pós-decisão judicial. Que essas mortes pesem nos ombros de quem culpa tiver.
E que o precedente do juiz Elias Pedro Sader Neto abra caminho para outras decisões e estimule as instituições a funcionar independentes e firmes na defesa do bem público. O juiz hoje é um herói por ter cumprido o ser dever, assim como o promotor Leandro Manhães Lima Barreto, que atua como fiscal da lei e representante da sociedade.
Que outros os sigam.

O processo pode ser consultado aqui.

Um comentário:

Alair Junior disse...

Parabens dr ELIAS QUE DEUS CONTINUE T ABENÇOANDO NOS SEUS CONHECIMENTOS E NA VEDADEIRA UNIÃO AO POVO QUE TANTO SOFRE NAS MAÕS DOS PODEROSOS PODERES POLITICOS , MORRENDO AOS POUCOS SO ASSIM ELES VÃO ACREDITAR QUE DEUS EXISTE DE VERDADE ,NÃO POR FARÇAS PERSONAGENS QUE TENTA ENGANAR A NOSSA POPULAÇAO QUE TANTO SOFRE.....MAS DEUS É FIEL!