 |
| Navio plataforma FPSO Frade, antes de se deslocar para a Bacia de Campos |
Do Estadão (
AQUI):
Marinha chega a interromper produção na plataforma de Frade por suspeita de bomba
Ameaça na unidade de produção de petróleo causou grande
mobilização, com três embarcações, mergulhadores de combate, fuzileiros
navais, entre outras equipes
01 de dezembro de 2013 | 12h 36
Wilson Tosta - O Estado de S. Paulo
(Atualizado às 16h10) A Marinha do
Brasil afirmou por nota ter sido informada por volta das 19h de sábado,
30, da existência de uma caixa com material suspeito de ser explosivo a
bordo da plataforma petrolífera do Frade, na Bacia de Campos, a 230 km
de Macaé (RJ).
Três embarcações - os navios patrulha Amazonas e Gurupá e a
corveta Barroso - foram deslocados para a região, assim como equipes de
mergulhadores de combate, fuzileiros navais, policiais federais e
Coordenadoria de Recursos Especiais da Polícia Civil do Rio. Foi formado
ainda um gabinete de crise, e a Amazonas assumiu, na madrugada de
domingo, as operações na plataforma, cuja produção naquele momento foi
interrompida.
Na manhã deste domingo, exames de raio X constataram que se
tratava de material inerte e sem dispositivo detonador. Foi aberto
inquérito sobre o incidente, com previsão de conclusão em 90 dias.
Em nota, a Marinha afirmou que o alarme falso não causou
nenhum incidente além da paralisação da operação. Segundo o comunicado, a
tripulação está pronta retomar as atividades na plataforma e aguarda
apenas a autorização oficial. "Até o momento, não existem registros de
acidentes pessoais. A segurança da navegação e a salvaguarda da vida
humana estão asseguradas. Não ocorreu poluição hídrica".
Liberação. No começo da tarde, a Marinha do
Brasil informou ter autorizado a retomada das operações de plataforma
petrolífera no Campo do Frade. A estrutura, fundeada na Bacia da Campos,
a mais de 200 quilômetros de Macaé (RJ), foi liberada depois de uma
varredura detalhada em suas instalações.
“A MB (Marinha) está preparada para defender as plataformas
petrolíferas, estando de prontidão para responder às possíveis ameaças.
Este episódio evidencia a importância de uma Marinha bem equipada para
garantir os interesses do Brasil no mar, naquilo que chamamos ‘Amazônia
Azul’”, afirmou a Marinha em nota. A Chevron, majoritária no campo, não
divulgara, até o meio da tarde, informações sobre a retomada de
operações.