sexta-feira, 25 de abril de 2014

RELATÓRIO MOSTRA PORQUE O ARQUIVO PÚBLICO DE CAMPOS É "INADEQUADO" PARA PRESERVAR ACERVOS



Arquivo Público foi considerado "inadequado" para receber acervo do Monitor...



Vânia Caldas e Pedro Cézar Moreira em visita ao prédio da Câmara Municipal

A volta do acervo do Monitor Campista para Campos não só restituiu à cidade um importante pedaço de sua história contada em 179 anos de existência, mas também serviu para tirar o véu que tentava esconder o degradante estado que anda o Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho. O acervo do jornal só ficou na Câmara Municipal por absoluta falta de condições técnicas do Arquivo, que funciona na antiga sede do Solar do Colégio, em Tócos. 
Um relatório elaborado pela professora Vânia Caldas, responsável pelos acervos dos jornais dos Diários Associados, divulgado hoje pela Associação de Imprensa Campista (aqui) mostra o estado de abandono do Arquivo Público, quanto de condições de preservação, existência de focos de insetos e falta de climatização adequada.
O relatório foi feito a partir de visita da equipe da professora Vânia Caldas em 25 de janeiro deste ano e uma cópia entregue à prefeita Rosinha Garotinho.
O Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho é administrado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima. Em fevereiro deste o Blog mostrou (aqui) o abandono do Arquivo.


ALGUNS TRECHOS DO RELATÓRIO:

É inquestionável o valor histórico do prédio, porém inadequado para receber o acervo. O prédio sofre com a umidade e a deterioração pelo tempo. A localização é distante e a ambiência é inadequada para a preservação de documentos.
...
...é visível o estado precário de preservação dos documentos armazenados no local. Há indícios de foco de umidade e de insetos vindos do solo, que certamente irão colocar em risco a documentação a ser preservada.
...

...durante a visita , identificamos: 
- poeira sobre os documentos e nas estantes, 
- teias de aranha, poeira, caminhos de cupim, mofo e marcas nas paredes
de fezes de morcego.

...

- Não há alarme contra incêndio e sistema automático de extinção de incêndio – sprinklers e, visivelmente, são poucos os extintores de incêndio.
- Desconhecemos as condições da rede elétrica e das tubulações de água.
- Não há alarme de segurança...

Veja o relatório na íntegra aqui

Um comentário:

Adriana Soares disse...

Infelizmente os tecnocratas que visitaram o Arquivo não entenderam qie o trabalho que o mesmo desenvolve é de preservar e restaurar os documentos que chegam danificados ao local. Frequento o arquivo e nunca vi nos corredores e nos documentoa consultados nenhum foco de infestação. Vi sim documentos que chegaram danificados e que estão aguardando o processo de restauro ja que este é demorado e minuncioso. Acho também que não entenderam que se trata do aproveitamento do espaço de um prédio histórico. Essas pessoas não entendem de química do papel e não sabem que o documento fica em boas condições se conservado com controle de umidade que é feito lá diariamente. Falta conhecimento técnico aos técnicos que aqui estiveram. Paraquem não sabe o mesmo funciona sob ssupervisão do Conarq, órgão máximo da arquivologia no Brasil, e também do Iphan.
Não é possível que estas instituições não façam corretamente o seu trabalho de fiscalização!!!!! Ou será que algo de muito errado e duvidoso aconteceu nestas negociações com a câmara, os diários associados e a associação de imprensa campista? Fica a pergunta e o repúdio aos que tentam desqualificar o trabalho de uma instituição séria como é o caso do Arquivo!