terça-feira, 17 de agosto de 2010

Bonner para presidente?

Artigo de Eugênio Bucci publicado no último domingo no Caderno Aliás, do Estado de S.Paulo (aqui):

William Bonner para presidente?

A sequência de entrevistas com os candidatos à Presidência da República no Jornal Nacional, ao longo da semana que passou, revelou pouco sobre os meandros das negociatas políticas que cimentam com barro débil as alianças eleitorais e corroem com ácido mortal a credibilidade dos que ainda têm alguma. Dilma, Marina, Serra e Plínio saíram das entrevistas mais ou menos como entraram. Sangraram pouco, sorriram outro tanto, fingiram estar à vontade. Já William Bonner, o condutor do programa, este sim se saiu bem. Não porque tenha sido elogiado pelas multidões; ele ouviu reclamações, isto sim, dos cabos eleitorais de uns e outros. Mas saiu reforçado, legitimado, pela aquiescência quase reverente dos seus entrevistados, que foram ao JN como quem rende homenagens à instância máxima da opinião pública no Brasil.
Nisso, não estavam de todo errados. Se não mostraram nenhum fato inédito e bombástico sobre a biografia dos concorrentes, as entrevistas explicitaram, uma vez mais, a centralidade que o mais antigo telejornal em exibição no Brasil ainda ocupa no debate político que a nação é capaz de entabular.
Num tempo que festeja o livro digital, celebra as redes sociais e reverencia o celular como prodígios tecnológicos e como realização de todas as utopias democráticas, a televisão, a velha, a manjada, a previsível televisão de todo santo dia ainda é o centro do espaço público nacional. Não tem jeito. E se a televisão é o centro de gravidade, a Rede Globo ainda é o centro do centro. Quanto ao JN, ele é o centro do centro do centro. Gostem ou desgostem, é assim.
Há muitos anos, uma marca de cigarro fazia sua propaganda evocando paisagens que seriam o retrato de sua "terra natal". Pois então: o torrão em que nascera aquele cigarro era um ambiente de descampados míticos e selvagens, com jeito de Velho Oeste americano, mas tinha a particularidade conveniente de não ter localização definida. "É lá que os homens se encontram", entoava o locutor dos comerciais. Os jornalistas faziam piada: "Mas ninguém sabe onde fica". Hoje, o estúdio do JN, com seu cenário de torre de comando da nave Enterprise, de Jornada nas Estrelas, numa estética de ficção científica dos anos 70, de um futurismo retrô, lembra um pouco a Terra de Marlboro.
A ambientação, sem janelas nem plantas, situa-se num lugar fora dos lugares geográficos. Assim como o sotaque dos apresentadores, que soa como um híbrido sem origem. O estúdio do JN pode muito bem ter seu endereço no Rio, na Mooca ou em São Joaquim da Barra que não faz diferença. Ele não tem raízes no chão. Paira como um zepelim prateado no céu da Pátria. Mas - atenção para isso - é lá que os homens se encontram. Melhor: é lá que os candidatos à Presidência se revezam e dão explicações para William Bonner, o porta-voz do eleitorado.
A TV. Ainda a TV. Nada como a TV. E, no meio dela, William Bonner e Fátima Bernardes. Em junho passado, a Secom divulgou os resultados de uma pesquisa - que encomendou ao Instituto de Pesquisa Meta - sobre os hábitos de informação dos brasileiros. Foi uma enquete ambiciosa, que entrevistou 12 mil pessoas em 924 pontos do País, que, entre outras coisas, revelou que para nada menos de 73,6% dos entrevistados, os telejornais são o principal veículo informativo sobre atos do governo federal. Para 33,7%, Bonner é o apresentador mais confiável. Depois dele, vêm Fátima Bernardes, com 18,15, e Boris Casoy, da Bandeirantes, com 4%.
Os ressentidos resmungam, dizendo que essa liderança é produto da alienação do povo ou dos "monopólios da mídia". Estão errados. Sem dúvida, existe concentração de propriedade na radiodifusão brasileira. No entanto, a razão do sucesso do JN não tem mais a ver com isso. Esse programa, que atingiu o ápice do chapa-branquismo durante a ditadura militar e se manteve assim na segunda metade dos anos 80, conseguiu descrever uma impressionante trajetória de reposicionamento de imagem (e de atitude). Para a largada da travessia, o conforto do monopólio contribuiu. Para o resto do percurso, não. Ao longo do caminho, o JN ganhou objetividade e credibilidade. Conquistou a percepção do público de que sabe ser informativo e equilibrado. Tropeçou - e tropeça - em pedregulhos e ribanceiras, mas caminhou na direção de um distanciamento crítico que jamais teve em relação ao poder. Hoje, apresenta ao País um jornalismo laico - precioso num período em que a TV se entrega cada vez mais ao fanatismo religioso e partidário.
Uma das provas desses méritos veio nessa semana, com o reconhecimento que Bonner recebeu dos três principais candidatos. A deferência com que todos responderam ao que lhes era perguntado atestou a legitimidade do telejornal. Apenas Plínio de Arruda Sampaio (PSOL) criticou o programa. Não foi subserviente nem cínico, mas criticou sem razão. Disse que seu tempo de entrevista (3 minutos) era exíguo, enquanto Marina, Dilma e Serra tiveram, cada um, 12 minutos. Na opinião dele, foi uma discriminação. O programa reagiu corretamente: não apenas exibiu o protesto como explicou ao telespectador seu critério: os candidatos teriam tempo proporcional à pontuação de cada um nas pesquisas eleitorais. Plínio, com cerca de 1%, não poderia receber o mesmo tempo que um candidato com 30%. O critério é justo.
Na semana que passou, os entrevistadores do JN (William Bonner e Fátima Bernardes) souberam apertar Dilma Rousseff sobre o apoio do PT ao PMDB dos Sarneys no Maranhão, e souberam exigir esclarecimentos de Serra sobre sua aliança com o PTB, cujo presidente foi cassado no escândalo do mensalão. Não militaram para proteger um lado ou outro. Não bajularam, mas também não desrespeitaram ninguém.
Até agora, o momento alto da campanha aconteceu no Jornal Nacional - mais do que no debate na Bandeirantes. Só na Grande São Paulo, 5,9 milhões de telespectadores viram o que Dilma e Serra falaram. O JN se saiu bem e isso é bom para a democracia. Que ele tenha sido tão adulado pelos candidatos - à exceção de Plínio - talvez não seja tão bom. Às vezes, os entrevistados respondiam a William Bonner como se fossem alienígenas de um planeta em apuros mendigando pela simpatia do Capitão Kirk, da Enterprise. Ao menos por enquanto, o nome de William Bonner não está na cédula eleitoral.


*Eugênio Bucci é jornalista, professor da ECA-USP e autor de 'Videologias' (Boitempo)

Confirmado adiamento da apreciação do recurso de Rosinha

O deputado federal Geraldo Pudim (PR), que está no plenário do TSE, confimou agora há pouco, no twitter, o adiamento da apreciação do recurso:

"Vamos aguardar um pouco mais, o Agravo da Prefeita Rosinha não será julgado hj embora o Relator já tenha o voto, o Presidente adiou". (aqui)

De novo?

A menos que tenha sido apreciado enquanto a TVJustiça transmitia a propaganda eleitoral gratuita, o recurso da prefeita cassada, Rosinha Garotinho, foi mais uma vez adiado.
A sessão ordinária já acabou e, neste momento, os ministros estão participando de uma sessão administrativa.
Mais informações daqui a pouco.

TV Justiça já transmite sessão do TSE

A propaganda eleitoral foi apenas dos candidatos a presidente, portanto, 25 minutos, e a sessão do TSE já pode ser assistida pela televisão.

Propaganda eleitoral interrompe transmissão da sessão do TSE

Por 50 minutos a TV Justiça deixará de transmitir a sessão plenária para que seja veiculada a propaganda eleitoral gratuita.
Mas a sessão pode ser acompanhada pela Internet (aqui).

Vox populi aponta vitória de Dilma no 1º turno

Do portal R7

A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, ampliou para 16 pontos a vantagem em relação a José Serra (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi divulgada nesta terça-feira (17). Dilma tem 45% das intenções de voto, Serra caiu e aparece com 29%. Marina Silva (PV) se manteve com 8% da preferência do eleitorado.
Levando em conta apenas os votos válidos - quando os brancos e nulos são desconsiderados - a pesquisa aponta para uma vitória de Dilma no primeiro turno.
A sondagem aponta que 12% dos eleitores estão indecisos, 5% votariam em branco ou anulariam o voto. Os outros candidatos não foram citados ou não pontuaram.
Sondagem divulgada nesta segunda-feira (16) pelo Ibope mostrava uma vantagem de 11 pontos da petista. Dilma apareceu com 43%, Serra com 32% e Marina com 8%. Levando em conta apenas os votos válidos, Dilma venceria no primeiro turno, segundo a pesquisa divulgada ontem.
A pesquisa mais recente do Vox Populi, divulgada no dia 23 de julho, Dilma aparecia com 41% e o tucano com 33% Marina também tinha 8% na pesquisa divulgada no mês passado.
A pesquisa foi encomendada pelo Grupo Bandeirantes e tem margem de erro de 1,8 pontos percentuais para mais ou para menos. Do dia 7 ao dia 10 de agosto foram entrevistados 3.000 eleitores e a margem de confiança é de 95%.
A sondagem foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o número 22956/2010 no dia 7 de agosto.

Começou a sessão do TSE

Já começou a sessão do TSE. Entre os processos na pauta está o recurso da prefeita cassada Rosinha Garotinho.
A sessão é transmitida, ao vivo, pela TV Justiça e pela internet (aqui).

Expectativa

Pode parecer estratégia para espantar mau-olhado, mas nas hostes garotistas o clima não é dos melhores quanto ao resultado do recurso da prefeita cassada, Rosinha Garotinho, previsto para esta noite no TSE.
Aguardemos...

Ele merece!

Foto:Wellington Cordeiro

Segundo informações do Vitor Menezes, do Blog Urgente, o jornalista e professor Fernando da Silveira será homenageado esta noite com uma placa na Faculdade de Filosofia de Campos, marcando o encerramento de suas atividades como professor do curso de Comunicação Social. Aos 82 anos, resolveu dedicar mais tempo a outros prazeres da vida além das saulas de aula.
Fernando da Silveira é uma grandes figuras de Campos, sobretudo pela sua inteligência, bom humor e a alegria de conviver com os jovens. Sua cultura humanística vai ficar para sempre impregnada em todos que tiveram o privilégio de ser aluno dele e ouvir suas histórias sobre jornalismo e sobre outros tantos assuntos que domina com maestria e a simplicidade dos homens superiores.
Salve mestre Fernando da Silveira!


segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Dilma abre 11 pontos de vantagem sobre Serra

Segundo pesquisa do Ibope divulgada hoje, a candidata do PT, Dilma Rousseff, tem 43% das intenções de voto, contra 32% de José Serra (PSDB) e 8% de Marina Silva (PV).
Pela primeira vez fala-se na possibilidade de Dilma ganhar a eleição no primeiro turno.
Começar o periodo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e TV com essa vantagem todo é o melhor dos mundos para a candidata petista.

Cara nova

O blog do Roberto Moraes, um dos mais acessados e respeitados da blogosfera, resistiu mas aderiu a uma nova roupagem.
E ficou melhor ainda.
     Confira aqui

Cabral só retoma a campanha na quinta-feira

Internado no Hospital Copa D´or em Copacabana, o candidato do PMDB à reeleição, Sergio Cabral, deverá ser operado ainda hoje. Ele sofreu uma entorse no joelho e receberá uma intervenção cirúrgica no menisco.
Segundo os médicos, Cabral poderá retomar as atividades de campanha na quinta-feira.

Com informações do RJ TV.

Aduenf envia carta a Cabral

Do Blog Uenfezado (aqui)


Carta da ADUENF para o Governador

Campos dos Goytacazes, 16 de Agosto de 2010.

Ao

Excelentíssimo Governador do Estado do Rio de Janeiro

Sr. Sergio de Oliveira Cabral

Palácio Guanabara

Av. Pinheiro Machado, S/N

Rio de Janeiro, RJ

Excelentíssimo Senhor Governador,

A Associação de Docentes da Universidade Estadual do Norte Fluminense (ADUENF) vem, ao longo dos últimos anos, buscando estabelecer um diálogo profícuo com Vossa Excelência assim como com outros órgãos do Executivo do seu Governo. Infelizmente, o pequeno diálogo realizado até o momento não promoveu qualquer avanço no tocante a uma das questões que hoje afligem todos os servidores da Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF), ou seja, a recomposição das perdas salariais acumuladas apenas na última década.

O que mais tem chamado atenção em nossas inúmeras tentativas de negociação com Vossa Excelência é que constantemente temos sido rotulados de intransigentes e de que nosso pleito está totalmente fora da realidade. Pois bem, abaixo listamos todas as correspondências enviadas ao Palácio Laranjeiras e entre elas consta a solicitação de racionalização dos valores salariais entregue a Vossa Excelência há um bom tempo. A análise da seqüência destas correspondências não nos permite admitir este tipo de rótulo e mais, demonstra que nossos salários estão totalmente fora da realidade das universidades federais e mais, compromete negativamente o Projeto de Universidade realizado pelo saudoso professor Darcy Ribeiro. Como Vossa Excelência já deve ter conhecimento, Darcy Ribeiro idealizou a UENF composta por um corpo docente com 100% professores doutores atuando em regime de Dedicação Exclusiva. A UENF foi a primeira universidade brasileira a ser criada com este perfil, e a degradação salarial hoje existente não mais torna atrativa a vinda de jovens pesquisadores, e menos ainda de pesquisadores seniores. Neste sentido é importante, mais uma vez, ressaltar que a manutenção deste modelo de sucesso, e agora copiado para algumas instituições no Brasil, a exemplo da Universidade Federal do ABC, passa pela manutenção sine qua nonde seu modelo conceitual.

A seguir, listamos os documentos que foram enviados a Vossa Excelência, a saber:

1. Envio de diversas correspondências ao Exmo. Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro e a Secretaria de Ciência e Tecnologia solicitando a abertura de negociações.

2. Entrega de abaixo-assinado Exmo. Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro contendo 160 assinaturas de docentes da UENF em apoio à reposição de 82% das perdas salariais. Este documento foi protocolado no Palácio Guanabara.

3. Participamos em quatro audiências publicas na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) onde foi apresentada a pauta de reivindicações dos professores da ADUENF.

4. Participação em duas rodadas de negociações na ALERJ em torno da extensão dos 22% de reposição aos docentes da UENF e da UERJ.

Estas duas últimas ações novamente têm sido usadas para rotular nossa associação negativamente, afirmando que nos aproximamos da oposição, e isto teria sido um equívoco de procedimento nas negociações junto ao Estado. No entanto, foi exatamente esta mesma comissão, que possibilitou a negociação dentro da ALERJ, que garantiu os recursos que estão sendo utilizados na construção do restaurante universitário, e para esta finalidade, com as mesmas pessoas, não houve qualquer tipo de associação negativa.

O fato é que, Exmo. Senhor Governador do Estado do Rio de Janeiro, este se apresenta como o momento de abrirmos uma linha de negociação, pois a comunidade universitária em assembléia geral das categorias, em face do que é amplamente percebido como sendo um total descaso do Vosso Governo, decretou Greve por Tempo Indeterminado a partir do dia 16 de agosto de 2010, data esta que marca o 17º aniversário da Universidade Estadual do Norte Fluminense. Deste modo, solicitamos respeitosamente que Vossa Senhoria nos indique as autoridades de seu governo com as quais os sindicatos representativos da UENFdeverão se reunir para garantir que este movimento grevista seja o mais breve possível, mas que alcance soluções duradouras para os graves problemas salariais que já causaram (segundo dados da Reitoria da UENF) uma evasão de 20% dos docentes da instituição, atraídos por melhores condições salariais nas instituições federais de ensino superior. Neste sentido, informamos que o salário inicial de um professor doutor, de 40 horas, em regime dedicação exclusiva, é atualmente 33% superior nas universidades federais ao que é praticado na UENF, e deverá aumentar ainda mais até meados de 2011 graças a uma política sustentada de recuperação salarial adotada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Finalmente, o Comando de Greve da ADUENF vem convidá-lo a que aproveite o atual período eleitoral para que compareça ao campus Leonel Brizola para que possamos ouvir diretamente de Vossa Excelência quais são as propostas e planos que constam em Vossa plataforma de governo no tocante ao sistema estadual de ensino superior que expressa, em seu âmago, a política de desenvolvimento pretendida para o Estado do Rio de Janeiro. Acreditamos que esta seria uma excelente oportunidade para estabelecermos canais de diálogo que tornem desnecessários a quebra da normalidade institucional dentro da UENF, que também acreditamos ser um interesse comum de Vosso Governo e de todos os membros da comunidade universitária da instituição idealizada por Darcy Ribeiro, e que hoje já se transformou num importante instrumento para o desenvolvimento científico e tecnológico não apenas do estado do Rio de Janeiro, mas de todo o Brasil.

Sendo o que se apresenta para o momento, despedimo-nos no aguardo de Vossa pronta manifestação.

Atenciosamente,
Em nome do Comando de Greve

Prof. Marcos A. Pedlowski
Presidente

E a duplicação da BR-101?

Publicado em 31 de março de 2010 (confira aqui e abaixo), o edital para duplicação da BR-101 parece que caiu no esquecimento. Ou alguém tem alguma ínformação sobre o polêmico assunto?

Clique na imagem para ampliar

Cabral hospitalizado com problemas no joelho

O governador e candidato à reeleição, Sérgio Cabral (PMDB), está internado no Hospital Copa D´Or, em Copacabana, na Zona Sul do Rio. De acordo com a assessoria do hospital, o governador sentiu forte dor ao sair do carro no Palácio Guanabara, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio. A suspeita é que ele tenha sofrido uma entorse no joelho direito.

Ele faz uma ressonância magnética para definição do diagnóstico definitivo, segundo o diretor geral do Copa D´Or, Dr. Rodrigo Gavina.

Com informações do G1.

Recurso de Rosinha está na pauta do TSE para sessão de amanhã

Já está no portal do TSE a pauta da sessão de amanhã. Entre os processos está o agravo/Regimental na Ação Cautelar Nº 154990, da prefeita cassada de Campos, Rosinha Garotinho. O relator é o ministro Marcelo Ribeiro, que no mês passado negou liminar para suspender os efeitos da cassação de Rosinha pelo TRE. Confira aqui
Na pauta há, ainda, mais outro processo oriundo de Campos:

Ag/Rg NO(A) Agravo de Instrumento Nº 53486 ( MINISTRO ARNALDO VERSIANI ). O agravante é Arnaldo Vianna (PDT).

Propaganda eleitoral começa amanhã no rádio e TV

Do TSE:

A propaganda eleitoral gratuita para a divulgação das propostas dos mais de 20 mil candidatos às eleições de 3 de outubro começa a ser veiculada no rádio e na televisão na próxima terça-feira (17) e vai ao ar até 30 de setembro. Serão veiculados dois blocos de 50 minutos, de segunda a sábado, sempre às 7h e 12h no rádio e às 13h e 20h30 na televisão, considerado o horário de Brasília.
Além dos programas em bloco, serão veiculados 30 minutos diários - seis para cada cargo - em forma de inserções de até 60 segundos, ao longo da programação das emissoras, entre 8h e 24h, inclusive aos domingos. De acordo com a legislação, é proibida a divulgação de propaganda paga nas emissoras de rádio e TV. A propaganda dos candidatos nesses veículos restringem-se ao horário eleitoral gratuito.
Cargos
Às segundas, quartas e sextas-feiras será veiculada a propaganda dos candidatos a governador (18 minutos), seguida dos programas de deputado estadual/distrital (17 minutos) e senador (15 minutos).
Já às terças e quintas e sábados será transmitida a propaganda de candidatos à Presidência da República (25 minutos) e, logo depois, a de deputado federal (25 minutos).

domingo, 15 de agosto de 2010

Nahim na Folha

O prefeito interino, Nelson Nahim, em entrevista na edição de hoje na Folha da Manhã, deixou claro que veio para ficar. Está sentado na cadeira de prefeito mas de olho na reeleição para presidente da Câmara. Segundo disse ao jornalista Aluysio Abreu Barbosa, vai se licenciar do cargo de prefeito para concorrer a reeleição na presidência da Câmara e para isso, teria o apoio dos vereadores, até da oposição.
Resumo: Chova ou faça sol. Nelson Nahim vai presidir um dos poderes no biênio 2011/2012. E se for marcada eleição suplementar ele quer ser o candidato do PR.
Veja a íntegra da entrevista aqui no Blog Opiniões.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Acabou o debate na Band

A sensação que fica ao fim do debate na Band é que o governador ganharia mais se não fosse, como aliás chegou a anunciar e depois recuou.
Poucos vezes assisti a um debate com um confronto tão direto, com denúncias tão explícitas e tão ignoradas por um candidato como fez Sergio Cabral.
Gabeira teve seus bons momentos ao fazer autocrítica sobre a revolução socialista depois de ser provocado por Jefferson Moura (PSOL) que o chamou de ex-Gabeira.
Fernando Peregrino (PR) surpreendeu pela insistência e firmeza com que atacou o ex-companheiro Sérgio Cabral.
Jefferson Moura, o mais novo e inexperiente dos quatro. também soube aproveitar o espaço.
Enfim, um bom debate.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Peregrino: "Cabral cospe no prato em que comeu"

O candidato do PR, Fernando Peregrino, disse que o governador Sérgio Cabral "cospe no prato em que comeu porque serviu aos governos Rosinha e Garotinho como presidente da Alerj e manteve 90% dos secretários"

Pressionado Cabral não responde a denúncias

Cabral ganhou mais 45 segundos de direito de resposta porque Gabeira e Peregrino denunciaram superfaturamento na compra de medicamentos. Mais uma vez o tempo foi utilizado para outros assuntos. O governador continua ignorando as denúncias mas está evidentemente nervoso.
Pegrerino, Jefferson Moura e Gabeira estão, a cada bloco, mais incisivos nas críticas e denúncias contra Cabral.
O governador, por sua vez, se limita a tentar colar em Gabeira a imagem do aliado César Maia e em Peregrino a condição de candidato do "casal Garotinho".
Vai começar terceiro bloco, quando os candidatos perguntam entre si.

Adiado julgamento do recurso de Rosinha

Informação do Portal Ururau:

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE), retirou da pauta desta quinta-feira (12/08) o julgamento do Agravo Regimental interposto pelos advogados da prefeita afastada Rosinha Garotinho (PMDB). O julgamento do Agravo da Prefeita de Campos acontecerá em outra, devido ao grande número de processos julgados nesta sessão ordinária e a complexidade dos mesmos, demandando muito tempo para os julgamentos.
A nova data do julgamento será divulgada posteriormente, sendo que existe boa possibilidade de ser na próxima semana.
O Agravo Regimental é uma tentativa que a Corte modifique a decisão proferida pelo Ministro Marcelo Ribeiro, que não reformou a decisão do TRE/RJ, mantendo Rosinha afastada do cargo.
Rosinha está afastada da Prefeitura de Campos desde o dia 1º de julho, quando a Câmara Municipal foi notificada para que o então presidente do Legislativo Municipal, Nelson Nahim, fosse empossado.



A Prefeita eleita continua aguardando o julgamento do mérito fora do cargo. Ainda não há data para esse julgamento. O Prefeito em exercício, Nelson Nahim, continua a frente da Executivo Municipal.

Cabral ganha direito de resposta

Sergio Cabral, alvo de uma saraivada de denúncias dos demais participantes do debate da Band ganhou 45 segundos de direito de resposta por ter sido, segundo avaliação da emissora, ofendido pelo candidato do PR.
A história ainda é sobre a mulher de Cabral, que se ofende mas não explica.

Atualização às 00:01 para correção do texto. No texto original escrevi "mais" no lugar de "mas". A correção foi feita por um gentil leitor a quem agradeço.

Uenf em greve

Nesta quinta os sindicatos dos técnicos e o dos docentes decidiram entrar em greve por tempo indeterminado a partir da próxima segunda feira.
O primeiro sindicato a decidir pela greve foi o dos servidores técnicos e administrativos que iniciou sua reunião às 14h. Por decisão unânime da assembléia, votou-se favoravelmente pela greve em defesa do PCV (plano de cargos e vencimentos) ÚNICO! Parabéns a direção da delegacia do Sintuperj que soube conduzir a reunião com serenidade e fez a proposta vitoriosa!




Confira aqui no Uenfezado.

Debate quente na Band

Quatro dos seis candidatos ao governo do Estado do Rio participam, neste momento, de um debate transmitido pela Bandeirantes.
Jefferson Moura (PSOL), Fernando Gabeira (PV) e Fernando Peregrino (PR) já levantaram várias denúncias contra o atual governador Sergio Cabral, que disputa a reeleição pelo PMDB.
Gabeira disse que Cabral é representante dos "coronéis do atraso na política fluminense".
Peregrino denunciou que a esposa de Cabral, Adriana Ancelmo, é advogada de empresas que prestam serviços ao Estado, como a Supervia e Telemar.
Cabral devolveu dizendo que Peregrino é representante do casal Garotinho, que, segundo ele, deixou o caixa do Rio praticamente vazio.
Vai esquentar mais...

Atualização às 00:04 para correção da concordância na primeira frase. No texto original escrevi "participa".  Agradeço ao gentil leitor-revisor.

Band promove hoje debate em 14 estados e no DF

Hoje, ocorrerão confrontos no Distrito Federal e em outras 14 capitais: São Paulo, Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Natal, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Palmas, Manaus, Florianópolis, Vitória, Recife, Goiânia e Cuiabá.
Outras duas capitais (João Pessoa e Belém) farão seus debates no dia 19 de agosto.

Rio de Janeiro
Sérgio Cabral (PMDB), Fernando Gabeira (PV), Fernando Peregrino (PR) e Jefferson Moura (PSOL) encontram-se na Band Rio na noite desta quinta-feira para expor e debater pela primeira vez suas propostas para o governo do Rio de Janeiro.
O debate entre os candidatos a governador do Rio contará com a mediação do jornalista Sergio Costa e será divido em cinco blocos. No primeiro, todos os candidatos responderão a uma mesma pergunta, proposta pela Rede Bandeirantes. Os candidatos terão um minuto e trinta segundos para responder, em ordem definida por sorteio.
Em seguida, cada candidato escolherá outro candidato para fazer uma questão de tema livre. Quem responder terá de escolher outro adversário para responder à sua pergunta e assim sucessivamente. É proibido fazer perguntas a quem já respondeu. Cada político terá trinta segundos para formular a pergunta e um minuto e trinta segundos para responder, além de um minuto para réplica e tréplica.
Nos dois blocos seguintes, repete-se a dinâmica: candidato pergunta para candidato.

Na quinta e última parte do debate, os candidatos responderão a oito questões colhidas pela Band junto a representantes da sociedade. Cada candidato terá duas perguntas. A definição da pergunta que será feita e do candidato que a responderá será determinada por sorteio. O tempo para a questão é de trinta segundos e, para a resposta, um minuto e trinta segundos.
Em seguida, os concorrentes terão três minutos para as considerações finais.
O debate entre os candidatos a governador do Rio de Janeiro será transmitido ao vivo às 22h pela Band Rio e pelas rádios BandNews FM local e Rádio Bandeirantes.

(Do portal eband.com.br)

A entrevista de Serra no JN

Abaixo a transcrição, publicada no G1, da entrevista de ontem do candidato do PSDB, José Serra no Jornal Nacional.

William Bonner: Nesta semana, o Jornal Nacional entrevista os principais candidatos à Presidência sobre questões polêmicas das candidaturas e sobre ações desses candidatos à frente de cargos públicos. Nas próximas semanas, o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo farão o mesmo. O sorteio, acompanhado por assessores dos partidos, determinou que hoje nós recebamos, aqui na bancada, José Serra, do PSDB. Boa noite, candidato.


José Serra: Boa noite, William.

William Bonner: A entrevista vai durar 12 minutos, e o tempo começa a ser contado a partir de agora. Candidato, desde o início desta campanha, o senhor tem procurado evitar críticas ao presidente Lula. O senhor acha que... E em alguns casos fez até elogios a ele... o senhor acha que essa é a postura que o eleitor espera de um candidato da oposição?

José Serra: Olha, o Lula não é candidato a presidente. O Lula, a partir de 1º de janeiro, não vai ser mais presidente da República. Quem estiver lá vai ter de conduzir o Brasil. Não há presidente que possa governar na garupa, ouvindo terceiros ou sendo monitorado por terceiros. Eu estou focado no futuro. Hoje tem problemas e tem coisas boas. O que nós temos que fazer? Reforçar aquilo que está bem e corrigir e poder melhorar aquilo que não andou direito. É por isso que eu tenho enfatizado sempre que o Brasil precisa e que o Brasil pode mais. Onde? Na área da saúde, na área da segurança, na área da educação, inclusive do ensino profissionalizante. Meu foco não é o Lula. Ele não está concorrendo comigo.

William Bonner: Entendo. Agora, candidato, o senhor avalia o risco que o senhor corre de essa sua postura ser interpretada como um receio de ter que enfrentar a popularidade alta do presidente Lula?

José Serra: Não, não vejo por quê. Eu acho que as pessoas estão preocupadas com o futuro, né? Quem vai tocar o Brasil, quem tem mais condições de poder tocar o Brasil para a frente, que não é uma tarefa fácil. Inclusive de pegar aqueles problemas que hoje a população considera como os mais críticos e resolvê-los. Dou como exemplo, novamente, entre outros, a questão da saúde. Então, o importante agora é isso. E as pessoas estão nisso. O governo Lula fez coisas positivas, né? Outras coisas, deixou de fazer. A discussão não é o Lula. A discussão é o que vem para a frente, tá certo? Os problemas do Brasil de hoje e o que tem por diante.

Fátima Bernardes: O senhor tem insistido muito na tecla de que o eleitor deve procurar comparar as biografias dos candidatos que estarão concorrendo, que estão concorrendo nesta eleição. O senhor evita uma comparação de governos. Por exemplo, por quê, entre o governo atual e o governo anterior?

José Serra: Olha, porque são condições diferentes. Eles governaram em períodos diferentes, em circunstâncias diferentes. O governo anterior, do Fernando Henrique, fez uma... muitas contribuições ao Brasil, entre elas o Plano Real. A inflação era de 5.000% ao ano, né? E ela foi quebrada a espinha. As novas gerações nem têm boa memória disso. E várias outras coisas que o governo Lula recolheu e seguiu. O Antonio Palocci, que foi ministro da Fazenda do Lula e hoje é o principal assessor da candidata do PT, nunca parou de elogiar, por exemplo, o governo Fernando Henrique. Mas nós não estamos fazendo uma disputa sobre o passado. É como se eu ficasse discutindo, para ganhar a próxima Copa do Mundo, quem foi o melhor técnico: o Scolari ou o Parreira?

Fátima Bernardes: Mas...

José Serra: E o Mano Menezes, Fátima, desculpe, fosse estar preocupado em saber quem era melhor para efeito de ganhar a Copa de 14. Isso é uma coisa que os adversários fazem para tirar o foco de que o próximo presidente vai ter de governar e não pode ir na garupa. E tem que ter ideias também. Não só coisas que fez no passado, mas também ideias a respeito do futuro.

Fátima Bernardes: Mas, por exemplo, avaliar, analisar fracassos e sucessos não ajuda o eleitor na hora de ele decidir pelo voto dele?

José Serra: Por isso... E é isso o que eu estou fazendo. Por exemplo, mostro na saúde. Eu fui ministro da Saúde. Fiz os genéricos, os mutirões, a campanha contra a Aids que foi considerada a melhor campanha contra a Aids do mundo, uma série de coisas. A saúde, nos últimos anos, não andou bem. Por exemplo, queda, diminuição do número de cirurgias eletivas, aquelas que não precisa fazer de um dia para o outro, mas são muito importantes. Caiu, né? Pararam os mutirões. Muita prevenção que se fazia acabou ficando para trás. Faltam ainda hospitais nas regiões mais afastadas dos grandes centros. Tem problemas com as consultas, tem problemas de demoras. Enfim, tem um conjunto de coisas, inclusive relacionadas por exemplo com a saúde da mulher. Tudo isso precisa ser equacionado no presente. Eu estou apontando os problemas existentes.

William Bonner: Agora, candidato, vamos ver uma questão... O senhor me permita, para a gente poder conversar melhor.

José Serra: Sim, sim, claro.

William Bonner: Uma questão política. Nesta eleição, existem contradições muito claras nas alianças formadas pelos dois partidos que têm polarizado as eleições presidenciais brasileiras aí nos últimos 16 anos, né? O PT se aliou a desafetos históricos. O seu partido, o PSDB, está ao lado do PTB, um partido envolvido no escândalo do mensalão petista, no escândalo que inclusive foi investigado e foi condenado de forma muito veemente pelo seu partido, o PSDB. Então, a pergunta é a seguinte: o PSDB errou lá atrás quando condenou o PTB ou está errando agora quando se alia a esse partido?


José Serra: William, é uma boa pergunta. O PTB, no caso de São Paulo, por exemplo, sempre esteve com o PSDB, de uma ou de outra maneira. Isso teve uma influência grande na aliança nacional. Os partidos, você sabe, são muito heterogêneos. O personagem principal... Os personagens principais do mensalão nem foram do PTB. Os personagens principais foram do PT, aliás, mediante denúncia do Roberto Jeferson, que era então líder do PTB.

William Bonner: Os nomes de petebistas, todos, uma lista muito vasta, começando pelo Maurício Marinho.

José Serra: Você tem 40 lá no Supremo Tribunal Federal...


Willlam Bonner: Não, exato.

José Serra: E o PT ganha disparado.

William Bonner: Mas não há nenhum constrangimento para o senhor pelo fato de esta aliança por parte do seu partido, o PSDB, ter sido assinada com o PTB pelas mãos do presidente do partido que teve o mandato cassado inclusive com votos de políticos do seu partido, o PSDB? Isso não provoca nenhum tipo de constrangimento?

José Serra: Olha, o Roberto Jefferson, é o presidente do PTB, ele não é candidato. Ele conhece muito bem o meu programa de governo, o meu estilo de governar. O PTB está conosco dentro dessa perspectiva. Eu não tenho compromisso com o erro. Aliás, nunca tive na minha vida. Tem coisa errada, as pessoas pagam, né? Quem é responsável por si é aquele que comete o erro, é ele que deve pagar. Eu não fico julgando. Mas eu não tenho compromisso com nenhum erro. Agora, quem está comigo sabe o jeito que eu trabalho. Por exemplo, eu não faço aquele loteamento de cargos. Para mim, não tem grupinho de deputados indicando diretor financeiro de uma empresa ou indicando diretor de compras de outra. Por quê? Para que que um deputado quer isso? Evidentemente não é pra ajudar a melhorar o desempenho. É para corrupção. Comigo isso não acontece. Não aconteceu na saúde, no governo de São Paulo e na prefeitura.

Fátima Bernardes: Candidato, nesta eleição, quer dizer, o senhor destaca muito a sua experiência política. Mas na hora da escolha do seu vice, houve um certo, um certo conflito com o DEM exatamente porque houve uma demora para o aparecimento desse nome. Muitos dos seus críticos atribuem essa demora ao seu perfil centralizador. O nome do deputado Índio da Costa apareceu 18 dias depois da sua oficialização, da convenção que oficializou a sua candidatura. É... O senhor considera que o deputado, em primeiro mandato, está pronto para ser o vice-presidente, uma função tão importante?

José Serra: Está. Fátima, deixa só eu te dizer uma coisa. Eu não sou centralizador. Eu sei que tenho a fama de centralizador. Mas no trabalho, eu delego muito. Eu sou mais um cobrador. Eu acompanho tudo.

Fátima Bernardes: Eu falei centralizador porque até no seu discurso de despedida do governo de São Paulo, o senhor mesmo explicou sobre essa fama de centralizador.

José Serra: Que eu não era centralizador. E todo muito que trabalha comigo sabe disso, eu delego muito. Agora, eu acompanho porque quem coordena, quem chefia tem que acompanhar para as coisas acontecerem. A questão da vice estava orientada numa direção. Por circunstancias políticas, acabou não acontecendo. E o Índio da Costa, que foi o escolhido, estava entre os nomes que a gente cogitava. Só que isso não tinha ido para a opinião pública porque senão é uma fofoca só. Fulano, cicrano, isso e aquilo. Ele disputou quatro eleições, é um homem de 40 anos e foi um dos líderes da aprovação do ficha limpa no Congresso. Eu acho que...

Fátima Bernardes: Mas a experiência dele é municipal, na verdade, não é? Ele teve três mandatos de vereador, o senhor acha que isso o qualifica?

José Serra: E um mandato deputado federal.

Fátima Bernardes: Que ele está exercendo pela primeira vez.

José Serra: Eu acho que isso o qualifica perfeitamente. O que vale é a experiência na vida pública. Tem livros sobre administração e eu insisto. Sua atuação no Congresso Nacional foi marcada pelo ficha limpa. Se você for pegar também outros vices, do ponto de vista da experiência pública, cada um tem suas limitações. Mas eu não estou aqui para ficar julgando os outros. Eu só sei que o meu vice, jovem, ficha limpa, preparado, com muita vontade, e do Rio de Janeiro, é um vice adequado. Eu me sinto muito bem com ele. Agora, devo dizer o seguinte...


William Bonner: Candidato... Candidato.

José Serra: Eu tenho muito boa saúde. Ninguém está sendo vice comigo achando que eu não vou concluir o mandato.

William Bonner: Mas um vice não assume só nessas circunstâncias...

Fátima Bernardes: Trágicas.

José Serra: Mas, enfim... Eu não sei até que ponto...

William Bonner: Candidato, eu gostaria de abordar um pouquinho também da sua passagem pelo governo de São Paulo. O senhor foi governo em São Paulo durante quatro anos, seu partido está no poder em São Paulo há 16 anos. Então é razoável que a gente avalie aqui algumas dessas ações. A primeira que eu colocaria em questão aqui é um hábito que o senhor mesmo tem de criticar o modelo de concessão das estradas federais. De outro lado, os usuários, muitos usuários das estradas estaduais de São Paulo que estão sob regime de concessão, se queixam muito do preço e da frequência com que são obrigados a parar para pedágio, quer dizer, uma quantidade de praças de pedágio que eles consideram excessiva. Pergunta: o senhor pretende levar para o Brasil inteiro esse modelo de concessão de estradas estaduais de São Paulo?

José Serra: Olha, antes disso. No caso de São Paulo, tem uma pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes, um organismo independente: 75% dos usuários das estradas do Brasil acham as paulistas ótimas ou boas. 75%, um índice de aprovação altíssimo. Isso para as federais é apenas 25%. De cada dez estradas federais, sete estão esburacadas. São as rodovias da morte. Na Bahia, em Minas, BH, Belo Horizonte, Governador Valadares, em Santa Catarina. Enfim, por toda a parte. O governo federal fez um tipo de concessão que não está funcionando.

William Bonner: Mas a que o senhor fez motivou críticas quanto ao preço. Então a questão que se impõe é a seguinte, candidato: não existe um meio termo? Ou o cidadão brasileiro tem uma estrada boa e cara ou ele tem uma estrada ruim e barata. Não tem um meio termo nessa história?


José Serra: Eu acho que pode ter uma estrada boa que não seja cara, se você trabalhar direito. Por exemplo, a concessão que eu fiz da Ayrton Senna. O pedágio anterior era cobrado pelo órgão estadual. Caiu para a metade o pedágio. É que realmente, geralmente, os exemplos bons não veem...

William Bonner: Mas esse modelo vai ser exportado para as estradas federais?

José Serra: Esse modelo que diminuiu pode ser adotado, porque você tem critérios para ser examinados. O governo federal fez estradas pedagiadas. Só que estão, por exemplo, no caso de São Paulo, a Régis Bittencourt, que é federal, ela continua sendo a rodovia da morte. E a Fernão Dias, Minas-São Paulo, está fechada. Você percebe? Nunca o Brasil esteve com as estradas tão ruins. Agora, tem mais: em 1000 é, é, no começo de 2003 para cá, foram arrecadados R$ 65 bilhões para transportes, para estradas na Cide. É um imposto. Sabe quanto foi gasto disso pelo governo federal? Vinte e cinco. Ou seja, foram R$ 40 bilhões arrecadados dos contribuintes para investir em estradas do governo federal que não foram utilizados. A primeira coisa que eu vou fazer, William, é utilizar esses recursos para melhorar as estradas. Não é o assunto de concessão que está na ordem do dia. É gastar. É entender o seguinte: por que de cada R$ 3 que o Governo Federal arrecadou, foram 65, ele gastou um terço disso? É uma barbaridade.

Fátima Bernardes: Nós estamos...

José Serra: Por isso as estradas federais estão nessa situação. Desculpa, Fátima, fala.

Fátima Bernardes: Não, candidato. É que como nós temos um tempo, eu queria dar ao senhor os 30 segundos para o encerramento, para o senhor se dirigir ao...

José Serra: Já passou?!

Fátima Bernardes: Já passou, já estamos, olhe lá, Onze e quarenta e sete e os seus eleitores.

José Serra: Olha, eu vim aqui, queria, em primeiro lugar, agradecer a vocês por essa oportunidade. Eu tenho uma origem modesta, meus pais eram muito modestos. Eu acho que eles nunca sonharam que um dia eu estaria aqui no Jornal Nacional, que eles assistiam diariamente, aliás pela segunda vez, falando como candidato a presidente da República. Eu devo a eles até onde eu cheguei. Devo a eles, devo à escola pública e acabei virando professor universitário, mas também sempre ligado às questões públicas, desde que eu fui presidente da União Nacional dos Estudantes até hoje. O que eu peço hoje...

William Bonner: Seu tempo, candidato.

José Serra: Para concluir é o seguinte: eu acho que o Brasil pode continuar e pode melhorar muito. O que eu queria pedir às pessoas...

William Bonner: Candidato, o senhor me obriga a interrompê-lo, me perdoe, me perdoe.

José Serra: Não posso nem falar um pouquinho?

William Bonner: É em respeito... Não posso. Porque é em respeito aos demais candidatos que estiveram aqui. E eu sei que o senhor vai compreender. E eu quero agradecer a sua presença aqui.

José Serra: Não. Eu compreendo. Obrigado.

William Bonner: Boa Noite.

Fátima Bernardes: Bom. Boa noite.
José Serra: Boa noite.

Crime e castigo?


Capa da Folha da Manhã desta quinta-feira, 12/08/2010:


Será?

Capa de O Diário desta quinta-feira, 12/08/2010:

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

O favorito

Enquanto a bancada garotista nega quorum para realização das sessões, a antiga oposição à prefeita cassada Rosinha vive em lua-de-mel com o prefeito interino.
No pano de fundo está a disputa pela posse-não-posse do suplente Edson Batista.
Elementar, meu caro: Batista é o nome preferido do Garotismo para presidir a Câmara em 2011 caso haja eleição este ano e Nahim seja candidato e vencedor. Não havendo eleição direta é a Câmara quem escolhe o prefeito para terminar o mandato interrompido de Rosinha. Nesse caso, quem é o favorito do Garotismo? Ganha um brinde da "Palavra de Paz" quem apostar em Edson Batista.

É amanhã?

A perspectiva de uma decisão sobre a prefeita cassada Rosinha Garotinho no TSE e julgamento de dois processos de politicos campistas no TRE (ainda há poucas informações, até agora, sobre o teor), pode fazer do 12 de agosto mais uma data histórica no calendário político de Campos.
Além disso, a justiça vai mantendo a dupla Arnaldo-Mocaiber fora do pleito de outubro por conta da Lei Ficha Limpa.
E ainda faltam 54 dias para as eleições...
Atualização aos 00:18 minutos de 12/08/10: os processos a serem julgados pelo TRE são por propaganda eleitoral antecipada.

TSE decide amanhã recurso de Rosinha

Está na pauta do TSE para a sessão de amanhã, 12/08/2010, o julgamento do recurso de Rosinha Garotinho contra sua cassação pelo TRE.
Confira aqui e abaixo:


"Pauta do dia

89ª Sessão Ordinária Jurisdicional - 12/08/2010


Ag/Rg NO(A) Ação Cautelar Nº 154990 ( MINISTRO MARCELO RIBEIRO )

Origem:

CAMPOS DOS GOYTACAZES-RJ

Resumo:

AGRAVO REGIMENTAL INTERPOSTO EM FACE DA DECISÃO QUE NEGOU SEGUIMENTO À AÇÃO CAUTELAR.



PROCESSO: AC Nº 154990 - Ação Cautelar UF: RJ JUDICIÁRIA

Nº ÚNICO: 154990.2010.600.0000

MUNICÍPIO: CAMPOS DOS GOYTACAZES - RJ N.° Origem:

PROTOCOLO: 175692010 - 30/06/2010 17:52

AUTORES: ROSÂNGELA ROSINHA GAROTINHO BARROS DE ASSED MATHEUS DE OLIVEIRA

AUTORES: FRANCISCO ARTHUR DE SOUZA OLIVEIRA

ADVOGADO: FERNANDO NEVES DA SILVA

ADVOGADO: ANDRÉ PAULINO MATTOS

ADVOGADO: GABRIELA GUIMARÃES PEIXOTO

RÉ: COLIGAÇÃO CORAÇÃO DE CAMPOS (PDT/PT/PSL/PPS/PSDC/PTC/PV/PRP/PSB/PT do B)

RÉU: ARNALDO FRANÇA VIANNA

RELATOR(A): MINISTRO MARCELO HENRIQUES RIBEIRO DE OLIVEIRA

ASSUNTO: AÇÃO DE IMPUGNAÇÃO DE MANDATO ELETIVO - ABUSO - DE PODER ECONÔMICO - USO INDEVIDO DE MEIO DE COMUNICAÇÃO SOCIAL - PREFEITO - VICE-PREFEITO - PEDIDO DE EFEITO SUSPENSIVO A ACÓRDÃO - PEDIDO DE CONCESSÃO DE LIMINAR

LOCALIZAÇÃO: GAB-MR-GABINETE DO MINISTRO MARCELO RIBEIRO

FASE ATUAL: 11/08/2010 14:45-Enviado para SEDIV-PS. Para julgamento"

A entrevista de Marina no JN

Abaxo a transcrição da participação de ontem da candidata do PV, Marina Silva, ao casal JN. William Bonner e Fátima Bernardes continuam esbanjando antipatia. Hoje à noite será a vez de José Serra. Aliás, para tentar ser justo, acho que eles confundem isenção com deselegância. Deve falta de convivência democrática que só com o tempo se aprende.

Fátima Bernardes: O Jornal Nacional dá continuidade hoje à série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência em que nós abordamos questões polêmicas das candidaturas e o desempenho do candidato em cargos públicos que já tenha ocupado. Também o Bom Dia Brasil e o Jornal da Globo realizarão entrevistas nas próximas semanas. O sorteio, acompanhado por assessores dos partidos, determinou para hoje a presença da candidata do PV, Marina Silva. Boa noite, candidata. Muito obrigada pela presença.
Marina Silva: Boa noite, Fátima.
Fátima Bernardes: Bom. E o nosso tempo de 12 minutos dessa entrevista começa a ser contado a partir de agora. Candidata, a sua atuação na vida pública, como ministra, como senadora, foi especificamente voltada para a área do meio ambiente. A senhora não tem uma experiência administrativa em nenhuma outra área, em nenhum outro setor. Como é que a senhora pretende convencer o eleitor de que a sua candidatura é para valer e que ela não é apenas uma candidatura para marcar posição nessa questão do meio ambiente?

Marina Silva: Em primeiro lugar, Fátima, chamando a atenção da sociedade brasileira para a relevância das coisas que a gente está vivendo hoje, e eu sempre penso da seguinte forma: até 2014, qual será a temperatura da Terra? Até 2014, quantas crianças ainda continuarão sem ter a chance de chegar sequer à oitava série? Até 2014, quantas pessoas serão soterradas pelas enchentes por falta de cuidado? E, até 2014, quantos produtos nós não perderemos em função da falta de infraestrutura? Quantas oportunidades nós não perderemos em função da falta de educação de qualidade? E então...

Fátima Bernardes: Quer dizer que a senhora acha que essa questão do meio ambiente passa por todos esses outros setores?

Marina Silva: Com certeza. A minha candidatura é para agora porque o Brasil não pode esperar. Todas essas questões que eu coloquei agora para você, Fátima, elas são uma emergência, uma emergência para o cidadão que fica na fila esperando horas e horas para poder fazer um exame, uma emergência para a mãe que quer ter dias melhores para o seu filho porque ela já não aguenta mais a vida dura que tem e uma emergência para o Brasil, que tem imensas oportunidades de se desenvolver com justiça social, de melhorar a vida das pessoas.

William Bonner: Agora, candidata, perdoe, a senhora é candidata do Partido Verde e, até este momento, apresenta-se na eleição sem o apoio de nenhum outro partido. Se a senhora não conseguiu apoio para formar uma aliança agora antes da eleição, como é que a senhora vai formar uma base de sustentação para governar o Brasil depois, dentro do Congresso Nacional?

Marina Silva: Olha só, Bonner, eu acho que para mim é até mais fácil, sabe? É mais fácil, pelo seguinte: porque eu fico olhando para a ministra Dilma e para o governador Serra e eles já estão tão comprometidos com as alianças que fizeram que eles só podem repetir mais do mesmo, do mesmo quando foi o governo do presidente Fernando Henrique, que ficou refém do fisiologismo dos Democratas. E o presidente Lula, mesmo com toda a popularidade, acabou ficando refém do fisiologismo do PMDB.

William Bonner: Mas veja o raciocínio, o raciocínio que eu proponho...

Marina Silva: Deixe só eu completar meu raciocínio, por favor...

William Bonner: É que tem a ver com isso...

Marina Silva: Não, eu sei, eu sei, só para que a gente possa concluir. É, então, como eu estou dizendo que, se ganhar, eu quero governar com os melhores e já estou dizendo que é fundamental um diálogo entre o PT e o PSDB, estou dizendo que eu quero governar com a ajuda deles. Então eu vou compor uma base de sustentação já respaldada pela sociedade com essa ideia de que nós temos que acabar com a situação pela situação e com a oposição pela oposição e trabalhando a favor do Brasil. É assim que eu quero trabalhar. É isso o que eu estou dizendo e, pode ter certeza, quem pode estabelecer um ponto de união entre essas forças que não conversam e que nos seus oito anos de oposição ou de situação se confrontaram se chama Marina Silva.

William Bonner: A questão que eu ia colocar é a seguinte: se a senhora não conseguiu formar essa base de apoio agora, depois da eleição, uma base de apoio que se forme depois da eleição, não tem uma tendência maior ao tal fisiologismo que a senhora mesmo está criticando?

Marina Silva: Não tem, não tem...

William Bonner: Uma barganha de cargos federais...

Marina Silva: Não tem, Bonner, não tem. Sabe por quê? Porque existe muita gente boa em todos os partidos.

Fátima Bernardes: A senhora olhando para o seu partido, a senhora considera que o PV, ele tem quadros, olhando para os seus colegas, para governar o Brasil?

Marina Silva: Ele tem alguns quadros. Mas quem foi que disse que para governar você tem que governar apenas com os quadros de seu partido?


Fátima Bernardes: Não, eu estou perguntando porque ainda não há um acordo estabelecendo outras alianças.

Marina Silva: O presidente Lula teve de governar, inclusive, com quadros do PSDB. O PSDB trouxe quadros da socidade, da academia. Eu, quando estava no ministério do Meio Ambiente, por exemplo, eu peguei as melhores pessoas que estavam na academia, que já estavam na gestão pública, que estavam dentro, enfim, de ONGs, sim, mas as pessoas mais competentes. E quando precisei, toda vez que precisei, Bonner, de aprovar leis no Congresso, a Lei de Gestão de Florestas Públicas, por exemplo, fundamental para o desenvolvimento sustentável da Amazônia, eu consegui aprovar os meus projetos com o apoio de todos os partidos, conversando com todos os partidos. É isso que o Brasil precisa. O Brasil precisa de um olhar que coloque em primeiro lugar as necesssidades dos brasileiros, da saúde, da educação, da segurança pública, da infraestrutura.

William Bonner: Ok.

Marina Silva: O nosso país não pode mais esperar e perder tempo com essa briga que não nos leva a lugar nenhum.

William Bonner: Candidata, vamos falar então... A senhora mencionou a questão, o papel do partido político. A senhora declarou já em algumas entrevistas que deixou o governo Lula e deixou o PT porque discordava da maneira como era conduzida a política ambiental no governo. No entanto, se nós voltarmos no tempo até aquele período do escândalo do mensalão, a senhora não veio a público para fazer uma condenação veemente daquele desvio moral de alguns integrantes do PT. A pergunta que eu lhe faço é a seguinte: o seu silêncio naquela ocasião não pode ser interpretado de uma certa maneira como uma conivência com aqueles desmandos?

Marina Silva: Não, Bonner, não foi conivência, e também não foi silêncio. É que, lamentavelmente, todas as vezes em que eu me pronunciava eu não tinha ninguém para me dar audiência e potencializar a minha voz. Mas eu falava.

William Bonner: A senhora diz dentro do governo?

Marina Silva: Dentro, fora.

William Bonner: Dentro do partido?

Marina Silva: Publicamente, nas palestras que eu dava, eu sempre dizia que aquilo era condenável, que deveria ser investigado, e que deveriam ser punidos todos os que praticaram irregularidades.

William Bonner: Mas, ministra...

Marina Silva: Agora, o que eu dizia sempre, Bonner, era uma coisa, é o seguinte: é que nem todos praticaram erros. E eu não pratiquei. Conheço milhares de pessoas que não praticaram o mesmo erro. E dentro do PT tinha muita gente que combatia junto comigo. Agora, para combater contra a falta de prioridade para as questões ambientais, aí eu era uma minoria. E foi por isso que eu saí. Eu saí porque não encontrava o apoio necessário para as políticas de meio ambiente que façam esse encontro entre desenvolver e proteger as riquezas naturais.

William Bonner: No entanto, o seu desconforto, vamos dizer assim, o seu desconforto ético com o mensalão não foi suficientemente forte para levá-la a deixar o cargo de ministra.

Marina Silva: Foi forte, sim, mas eu sabia que eu estava combatendo por dentro. E que conseguiria ser vitoriosa. Primeiro porque eu não tinha praticado nenhuma irregularidade. Agora, para continuar lutando pelas ideias que eu defendia, isso eu achava que não tinha mais tempo.


William Bonner: E como a senhora analisou...

Marina Silva: Sabe por quê? Porque é possivel, Bonner, sabe, juntar as duas coisas. Existe uma ideia dentro do governo, dos demais partidos, na sociedade, que meio ambiente e desenvolvimento são incompatíveis. E eu conheço muitas empresas que já estão fazendo da defesa do meio ambiente uma grande oportunidade para gerar emprego, para gerar melhoria de vida das pessoas. E posso te dizer uma coisa: toda a vez que as pessoas me dizem ‘mas Marina, as pessoas não entendem isso que você está falando’, eu digo: elas entendem sim, entendem, Fátima. Aqui no Rio de Janeiro...

William Bonner: Só uma coisa, candidata.

Marina Silva: ...quando as casas foram...

William Bonner: Candidata, me permita só uma coisa.

Marina Silva: Não, só concluindo Bonner.

William Bonner: Eu peço para interromper porque em nome do público...

Marina Silva: Isso, tá bom, tá bom.

William Bonner: Porque a pergunta que eu lhe dirigia era sobre um momento muito especifico da história e eu queria que a senhora tratasse dessa questão polêmica e não fosse para outro assunto. Eu estou consumindo 30 segundos da entrevista para fazer esse esclarecimento e eu lhe devolverei para a entrevista. Eu só queria que a senhora esclarecesse para mim qual foi e de que maneira a senhora viu a saída de alguns colegas seus então de PT, alguns, inclusive, fundadores do partido, que deixaram o partido indignados na época do mensalão, chorando. Como a senhora viu a ação deles, que não foi a ação que a senhora teve naquela ocasião?

Marina Silva: Bem, eu permaneci no partido e fiquei igualmente indignada. Fiz o combate a minha vida inteira contra a corrupção e acho que a corrupção, Bonner, é o pior câncer da sociedade. E ninguém pode se vangloriar de ser honesto. Para mim, ser honesto é uma condição do indivíduo. Qualquer pessoa, onde quer que ela esteja, ela tem que ser uma pessoa honesta, seja como político, como professor, como dona de casa, como empregada doméstica. A pessoa tem que ser honesta. Agora, naquele momento em que saíram pessoas do Partido dos Trabalhadores, eu permaneci para dar a contribuição que eu achava que ainda poderia dar dentro do governo, mas não por ser conivente. Agora, tem uma coisa que a gente precisa entender: combater a corrupção é uma luta constante. Como é que a gente combate a corrupção? Com transparência, permitindo que as instituições funcionem, o Ministério Público, o Tribunal de Contas, criando ferramentas de controle dentro do próprio governo, não permitindo que as coisas vão primeiro se consolidando antes de você fazer o combate necessário. Você tem que identificar durante o processo e fechar a torneira da corrupção quando ela está acontecendo. É isso que precisa ser feito.

Fátima Bernardes: Candidata, vamos abordar, então, um outro tema. Muita gente do governo e fora dele se queixava de que, durante a sua gestão à frente do Ministério do Meio Ambiente, a liberação de licenças ambientais, elas estavam muito lentas, e que isso, licenças ambientais para obras de infraestrutura, e que isso atrapalhava o desenvolvimento. Como é que a senhora enxergava essas críticas de que essa demora possa ter atrasado essas obras?

Marina Silva: Olha, naquela época até com uma certa naturalidade. Sabe por quê? Porque o ministério estava todo desestruturado e eu tinha que fazer concurso, e eu tive que criar várias diretorias e coordenadorias. Só que, quando nós começamos a arrumar a casa, aumentaram significativamente as licenças. No governo anterior, era uma média de 145 licenças por ano. Na minha gestão, foi de 265 licenças por ano. Agora, uma coisa eu posso te dizer: é possível aperfeiçoar o licenciamento? É possível aperfeiçoar. E com esse aperfeiçoamento você vai viabilizar com mais agilidade, sem perda de qualidade, a infraestrutura do Brasil, que hoje, de fato, está colapsando. Nós temos problemas com os aeroportos, nós temos problemas em relação a estradas, nós temos problemas em relação a energia, tudo isso pode ser oferecido para a sociedade compatibilizando duas coisas: meio ambiente, melhoria da vida das pessoas e o desenvolvimento que o Brasil precisa.

Fátima Bernardes: Quer dizer, nesse caso, a senhora está dizendo que no caso da senhora estando no governo, essa lentidão, ela, por exemplo, não vai provocar esse atraso ainda mais ou agravar ainda mais esses gargalos que a senhora citou, econômicos, e provocar, por exemplo, no setor energético, um risco de um novo apagão por demora na liberação dessas licenças?

Marina Silva: De jeito nenhum. Nós vamos trabalhar com o sentido de urgência que esse país tem para a sua infraestrutura, tanto em aeroportos como na questão da energia, das estradas, tudo o que o Brasil precisa para se desenvolver, Fátima. E vamos fazer isso sem negligenciar os cuidados com o meio ambiente, mas tendo a clareza de que o desenvolvimento do nosso país melhora a vida das pessoas. Sabe como melhora a vida das pessoas? Quando aquela família, que muitas vezes não tem como conseguir um emprego, começa a conseguir um emprego. Quando aquela mãe que não teve uma chance na vida, que é uma mulher pobre, não teve uma chance na vida, ela sabe que, se tiver uma escola melhor, o seu filho pode ter dias melhores. Eu sei o que significa educação, porque foi com a educação que eu consegui entrar pela porta da frente no Brasil.

William Bonner: Candidata, a senhora tem 30 segundos para se dirigir ao eleitor e pedir a ele o seu voto, dando a ele a última mensagem. Por favor.

Marina Silva: Bem, primeiro eu quero agradecer a Deus por estar aqui, porque eu sei que esse país é um país maravilhoso. Só num país como o Brasil, com a democracia que temos, é possível uma pessoa que nasceu lá na Floresta Amazônica, que foi analfabeta até os 16 anos, que teve que passar por várias dificuldades de saúde, pode chegar aqui na condição de se colocar como a primeira mulher de origem humilde para ser presidente da República. Esse Brasil já conseguiu restaurar sua democracia, teve um sociólogo que fez as transformações econômicas, um operário que fez as transformações sociais e eu para fazer as grandes transformações na educação.

William Bonner: Obrigado, candidata. Muito obrigado pela sua participação aqui, ao vivo, no Jornal Nacional.

Marina Silva: Eu é que agradeço.

William Bonner: Quero lembrar que, amanhã, o entrevistado aqui no JN será o candidato do PSDB, José Serra.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

PMCG embolsa nesta quarta-feira, dia 11, mais R$ 137 milhões de Participação Especial

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deposita amanhã (dia 11) mais R$ 137.950.144,86 na conta da Prefeitura de Campos referentes à Participação Especial (PE) sobre a exploração de óleo e gás na Bacia de Campos no segundo trimestre de 2010. Com os R$ 603 milhões arrecadados em royalties e PE até o último dia 21 (confira aqui), Campos já recebeu nestes 8 meses de 2010, cerca de 741 milhões. 

São João da Barra - O município de SJB ( que ainda não tem um hospital!!!!!) fica mais rico também hoje. Vai embolsar, a título de Participação Especial, mais R$ 27.293.294,28.

Perda de tempo

Suas Excias. os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estão consumindo mais algumas horas num debate sobre o....nada. A sessão de hoje, com transmissão ao vivo pela TV a cabo, tem uma pauta quilométrica, mas ainda perdem tempo para discutir a aplicação de multa aos candidatos que fizeram campanha antes do sagrado registro das candidaturas.
Há várias semanas os ministros gastam a maior parte do tempo das sessões (são duas por semana) para multar Dilma Rousseff e José Serra por propaganda antecipada.
Ora, até os postes sabiam, há pelo menos dois anos, que Dilma seria a candidata do PT à Presidência e que Serra era um dos postulantes do PSDB. Com tantos processos pendentes dos ficha suja para julgar, os ministros perdem tempo com obviedades (é claro que não vão cassar a candidatura nem de Serra e nem de Dilma).
Ao trabalho, Excias. A lei do ficha limpa, que o povo exigiu, o Congresso aprovou, o presidente da República sancionou e os ministros do TSE garantiram sua eficácia para as eleições deste ano, prevê a decisão sobre todos os recursos até o próximo dia 19. Portanto, não há porque perder tanto tempo com as obviedades.

Propaganda eleitoral começa dia 17

 O TRE realizou hoje sorteio para definir a ordem de aparição dos candidatos às eleições de outubro. A propaganda eleitoral vai do dia 17 de agosto ao dia 30 de setembro.
Às terças, quintas e sábados são para os candidatos a presidente (25 minutos) e deputado federal ( 25 minutos). As segundas, quartas e sextas para aos candidatos a governador (18 minutos), senador (15 minutos) e deputado estadual (17 minutos). Os programas vão ao ar das das 13h às 13h50 e das 20h30 às 21h10, na televisão, e das 7 às 7h50 e das 12 às 12h50 nas emissoras de rádio.
Além dos programas eleitorais, os candidatos ainda têm direito a inserções na programação das rádios TVs, incluindo os domingos.
No Estado do Rio, o candidato do PR, Fernando Peregrino, será o primeiro a aparecer no primeiro programa, seguido de Jefferson Moura (PSOL), Eduardo Serra (PCB), Fernando Gabeira (PV), Ciro Garcia (PSTU) e  Sérgio Cabral (PMDB).
Mais informações no site do TRE (aqui).

Hoje é a vez de Marina Silva

Hoje a candidata do PV, Marina Silva, é a entrevistada pelo casal JN. Amanhã é o Serra e na quinta-feira, Plínio Arruda Sampaio, do PSOL.
Os quatro candidatos serão entrevistados ainda pelo Bom Dia Brasil e Jornal da Globo.
Os outros cinco candidatos continuam sendo ignorados.

A entrevista de Dilma ao casal Globo

Ontem a petista Dilma Rousseff experimentou o mal humor de William Bonner/Fátima Bernardes. O casal JN confunde entrevista com inquérito e se acha acima do bem e do mal. Aliás, a soberba da Globo tem cara e voz.

Confira a transcrição da entrevista publicada no G1.

William Bonner: O Jornal Nacional dá início nesta segunda-feira a uma série de entrevistas ao vivo com os principais candidatos à Presidência da República. Nós vamos abordar aqui temas polêmicos das candidaturas e também confrontar os candidatos com suas realizações em cargos públicos. É claro que não seria possível esgotar esses temas todos em uma única entrevista, mas nas próximas semanas os candidatos estarão também no Bom Dia Brasil e no Jornal da Globo.




O sorteio realizado com a supervisão de representantes dos partidos determinou que a candidata do PT, Dilma Rousseff, seja a entrevistada de hoje. Nós agradecemos a presença da candidata. Boa noite, candidata.



Dilma Rousseff: Boa noite.



William Bonner: E informamos também que o tempo de 12 minutos da entrevista começa a contar a partir de agora. Candidata, o seu nome como candidata do PT à Presidência foi indicado diretamente pelo presidente Lula, ele não esconde isso de ninguém. Algumas pessoas criticaram, disseram que foi uma medida autoritária, por não ter ouvido as bases do PT. Por outro lado, a senhora não tem experiência eleitoral nenhuma até este momento. A senhora se considera preparada para governar o Brasil longe do presidente Lula?



Dilma Rousseff: Olha, William, olha, Fátima, eu considero que eu tenho experiência administrativa suficiente. Eu fui secretária municipal da Fazenda, aliás, a primeira secretária municipal da Fazenda de capital. Depois eu fui sucessivamente, por duas vezes, secretária de Energia do Rio Grande do Sul. Assumi o ministério de Minas e Energia, também fui a primeira mulher, e fui coordenadora do governo ao assumir a chefia da Casa Civil, que, como vocês sabem, é o segundo cargo mais importante na hierarquia do governo federal. Então, eu me considero preparada para governar o país. E mais do que isso, eu tenho experiência, eu conheço o Brasil de ponta a ponta, conheço os problemas do governo brasileiro.



William Bonner: Mas a sua relação com o presidente Lula, a senhora faz questão de dizer que é muito afinada com ele. Junto a isso, o fato de a senhora não ter experiência e ter tido o nome indicado diretamente por ele, de alguma maneira a senhora acha que isso poderia fazer com que o eleitor a enxergasse ou enxergasse o presidente Lula atualmente como um tutor de seu governo, caso eleita?



Dilma Rousseff: Você sabe, Bonner, o pessoal tem de escolher o que é que eu sou. Uns dizem que eu sou uma mulher forte, outros dizem que eu tenho tutor. Eu quero te dizer o seguinte: a minha relação política com o presidente Lula, eu tenho imenso orgulho dela. Eu participei diretamente com o presidente, fui braço direito e esquerdo dele nesse processo de transformar o Brasil num país diferente, num país que cresce, que distribui renda, em que as pessoas têm a primeira vez, depois de muitos anos, a possibilidade de subir na vida. Então, eu não vejo problema nenhum na minha relação com o presidente Lula. Pelo contrário, eu vejo que até é um fator muito positivo, porque ele é um grande líder, e é reconhecido isso no mundo inteiro.



Fátima Bernardes: A senhora falou de temperamento. Alguns críticos, muitos críticos e alguns até aliados falam que a senhora tem um temperamento difícil. O que a gente espera de um presidente é que ele, entre outras coisas, seja capaz de fazer alianças, de negociar, ter habilidade política para fazer acordos. A senhora de que forma pretende que esse temperamento que dizem ser duro e difícil não interfira no seu governo caso eleita?



Dilma Rousseff: Fátima, estava respondendo justamente isso, eu acho que têm visões construídas a meu respeito. Eu acho que sou uma pessoa firme. Acho que em relação aos problemas do povo brasileiro, eu não vacilo. Acho que o que tem que ser resolvido prontamente, nós temos que fazer um enorme esforço. Eu me considero hoje, até pelo cargo que ocupei, extremamente preparada no sentido do diálogo. Nós, do governo Lula, somos eminentemente um governo do diálogo. Em relação aos movimentos sociais, você nunca vai ver o governo do presidente Lula tratando qualquer movimento social a cassetete. Primeiro nós negociamos, dialogamos. Agora, nós também sabemos fazer valer a nossa autoridade. Nada de ilegalidade nós compactuamos.



Fátima Bernardes: Agora, no caso, por exemplo, a senhora falou de não haver cassetete, mas talvez seja a forma de a senhora se comportar. O próprio presidente Lula, este ano, em discurso durante uma cerimônia de posse de ministros, ele chegou a dizer que achava até natural haver queixas contra a senhora, mas que ele recebeu na sala dele várias pessoas, colegas, ex-ministros, ministros, que iam lá se queixar que a senhora maltratava eles.



Dilma Rousseff: Olha, Fátima, é o seguinte, no papel... Sabe dona de casa? No papel de cuidar do governo é meio como se a gente fosse mãe. Tem uma hora que você tem de cobrar resultado. Quando você cobra resultados, você tem de cobrar o seguinte: olha, é preciso que o Brasil se esforce, principalmente o governo, para que as coisas aconteçam, para que as estradas sejam pavimentadas, para que ocorra saneamento. Então tem uma hora que é que nem... Você imagina lá sua casa, a gente cobra. Agora, tem outra hora que você tem de incentivar, garantir que a pessoa tenha estímulo para fazer.



Fátima Bernardes: Como mãe eu entendo, mas, por exemplo, como presidente não tem uma hora que tem que ter facilidade de negociar, por exemplo, futuramente no Congresso, futuramente com líderes mundiais, ter um jogo de cintura ai?



William Bonner: O presidente falou em maltratar, não é, candidata?



Dilma Rousseff: Não, o presidente não falou em maltratar, o presidente falou que eu era dura.



William Bonner: Não, ele disse isso. A senhora me perdoe, mas o discurso dele está disponível. Ele disse assim: as pessoas diziam que foram maltratadas pela senhora. Mas a gente também não precisa ficar nessa questão até o fim da entrevista, têm outros temas.



Dilma Rousseff: É muito difícil, depois de anos e anos de paralisia, e houve isso no Brasil. O Brasil saiu de uma era de desemprego, desigualdade e estagnação para uma era de prosperidade. Nós tínhamos perdido a cultura do investimento...



William Bonner: Vamos falar de alianças políticas, o que é importante...



Dilma Rousseff: ...e aí houve uma força muito grande da minha parte nesse sentido, de cumprir meta, de fazer com que o governo Lula fosse esse sucesso que eu tenho certeza que ele está sendo.



William Bonner: A senhora tem agora nessa candidatura, além do apoio do presidente, a senhora também tem alianças, né?, formadas para essa sua candidatura. Por exemplo, a do deputado Jader Barbalho, por exemplo, a do senador Renan Calheiros, por exemplo, da família Sarney. A senhora tem o apoio do ex-presidente Fernando Collor. São todas figuras da política brasileira que, ao longo de muitos anos, o PT, o seu partido, criticou severamente. Eram considerados como oligarcas pelo PT. Onde foi que o PT errou, ou melhor, quando foi que ele errou: ele errou quando fez aquelas críticas todas ou está errando agora, quando botou todo mundo debaixo do mesmo guarda-chuva?



Dilma Rousseff: Eu vou te falar. Eu perguntava outra coisa: onde foi que o PT acertou? O PT acertou quando percebeu que governar um país com a complexidade do Brasil implica necessariamente a sua capacidade de construir uma aliança ampla.



William Bonner: Errou lá atrás?



Dilma Rousseff: Não. Nós não... O PT não tinha experiência de governo, agora tem. Agora... Nós não erramos e vou te explicar em que sentido: não é que nós aderimos ao pensamento de quem quer que seja. O governo Lula tinha uma diretriz: focar na questão social. Fazer com que o país tivesse a seguinte oportunidade: primeiro, um país que era considerado dos mais desiguais do mundo, diminuir em 24 milhões a pobreza. Um país em que as pessoas não subiam na vida elevar para as classes médias 31 milhões de brasileiros. Para fazer isso, quem nos apoia, aceitando os nossos princípios e aceitando as nossas diretrizes de governo, a gente aceita do nosso lado. Não nos termos de quem quer que seja, mas nos termos de um governo que quer levar o Brasil para um outro patamar, para uma outra...



William Bonner: O resumo é: o PT não errou nem naquela ocasião, nem agora.



Dilma Rousseff: Não, eu acho que o PT não tinha tanta experiência, sabe, Bonner, eu reconheço isso. Ninguém pode achar que um partido como o PT, que nunca tinha estado no governo federal, tem, naquele momento, a mesma experiência que tem hoje. Acho que o PT aprendeu muito, mudou, porque a capacidade de mudar é importante.



William Bonner: Vamos lá. Candidata, vamos aproveitar o tempo da melhor maneira. O PT tem hoje já nas costas oito anos de governo. Então é razoável que a gente tente abordar aqui alguma das realizações. Vamos discutir um pouco o desempenho do governo em algumas áreas, começando pela economia. O governo festeja, comemora muito melhoras da área econômica. No entanto, o que a gente observa, é que quando se compara o crescimento do Brasil com países vizinhos, como Uruguai, Argentina, Bolívia, e também com aqueles pares dos Brics, os chamados países emergentes, como China, Índia, Rússia, o crescimento do Brasil tem sido sempre menor do que o de todos eles. Por quê?



Dilma Rousseff: Olha, eu acredito que nós tivemos um processo muito mais duro no Brasil com a crise da dívida e com o governo que nos antecedeu.



William Bonner: Mais duro do que no Uruguai e na Bolívia, candidata?



Dilma Rousseff: Acho que o Uruguai e a Bolívia são países, sem nenhum menosprezo, acho que os países pequenos têm que ser respeitados, do tamanho de alguns estados menores no Brasil. O Brasil é um país de 190 milhões de habitantes. Nós tivemos um processo no Brasil muito duro. Quando chegamos no governo, a inflação estava fora do controle. Nós tínhamos uma dívida com o Fundo Monetário, que vinha aqui e dava toda a receita do que a gente ia fazer.



William Bonner: Correto, candidata. Mas a Rússia. A Rússia também teve dificuldades e é um país enorme...



Dilma Rousseff: Mas, só um pouquinho. Mas o que nós tivemos que fazer, Bonner. Nós tivemos que fazer um esforço muito grande para colocar as finanças no lugar e depois, com estabilidade, crescer. E isso, este ano, a discussão nossa é que estamos entre os países que mais crescem no mundo, estamos com a possibilidade de ter uma taxa de crescimento do Produto Interno Bruto de 7%.



William Bonner: Mas abaixo dos demais.



Dilma Rousseff: Não necessariamente, Bonner. Porque a queda, por exemplo, na Rússia... Sem falar, sem fazer comparações com soberba... Mas a queda da economia russa no ano passado foi terrível.



William Bonner: A senhora, de alguma maneira...



Fátima Bernardes: Vamos falar agora... Só um minutinho.



Dilma Rousseff: Criamos quase 1,7 milhão de empregos no ano da crise.



Fátima Bernardes: Candidata, vamos falar um pouquinho de outro problema, que é o saneamento. Segundo dados do IBGE, o saneamento no Brasil passou de 46,4% para 53,2% no governo Lula, um aumento pequeno, de 1 ponto percentual mais ou menos, ao ano. Por que o resultado fraco numa área que é muito importante para a população?



Dilma Rousseff: Porque nós vamos ter um resultado excepcional a partir dos dados quando for feita a pesquisa em 2010. Talvez, Fátima, uma das áreas em que eu mais me empenhei foi a área de saneamento. Porque o Brasil, só para você ter uma ideia, investia menos de R$ 300 milhões, o governo federal, menos de R$ 300 milhões no Brasil inteiro. Hoje, aqui no Rio, numa favela, aqui, a da Rocinha, em que eu estive hoje, nós investimos mais de R$ 270 milhões.



Fátima Bernardes: Mas, candidata, esses são dados de seis anos. Quer dizer, esse resultado que a senhora está falando... vai aparecer de um ano e meio para cá?



Dilma Rousseff: O que aconteceu. Nós lançamos o Programa de Aceleração do Crescimento, para o caso do saneamento, na metade de 2007. Começou a amadurecer porque o país parou de fazer projetos, prefeitos e governadores. Apresentaram os projetos agora, em torno do início de 2008, e aceleraram. Eu estava vendo recentemente que nós temos hoje uma execução de obras no Brasil inteiro. Aqui, Rocinha, Pavão-Pavãozinho, Complexo do Alemão. Obras de saneamento, obras de habitação. A Baixada Santista, no Rio, e a Baixada Fluminense aqui no Rio de Janeiro, ela teve um investimento monumental em saneamento.



Fátima Bernardes: A gente gostaria agora que a senhora, em 30 segundos, desse uma mensagem ao eleitor, se despedindo então da sua participação no Jornal Nacional.



Dilma Rousseff: Olha, eu agradeço a vocês dois e quero dizer para o eleitor o seguinte: o meu projeto é dar continuidade ao governo do presidente Lula. Mas não é repetir. É avançar e aprofundar, é basicamente esse olhar social, que tira o Brasil de uma situação de país emergente e leva o nosso país a uma situação de país desenvolvido, com renda, com salário decente, com professores bem pagos e bem treinados. Eu acredito que o Brasil... É a hora e a vez dele. E que nós vamos chegar a uma situação muito diferente, cada vez mais avançada agora no final de 2014, deste governo.



Fátima Bernardes: Muito obrigada, candidata, pela sua participação aqui na bancada do Jornal Nacional. Amanhã, a entrevistada ao vivo aqui no Jornal Nacional será a candidata do PV, Marina Silva.

D. Lindu é nome do campus de universidade em Minas

O presidente Lula inaugura, neste momento, em Divinópolis, o campus Dona Lindu, da Universidade Federal de São João Del Rey.
Lula agradeceu a homenagem e disse que certamente D. Lindu, mãe dele, é caso único de pessoa que nasceu e morreu analfabeta a virar nome de campus universitário.
Salve ela!

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Pudim: "Sou candidato ficha limpa"

O deputado Geraldo Pudim (PR) respondeu, em nota agora há pouco, a informação do TRE que o condenou por abuso de poder econômico nos meios de comunicação social nas eleições de 2006. (Confira aqui e no texto abaixo).

Resposta a nota divulgada pelo TRE

“O Juiz da 76ª Zona Eleitoral que teve a responsabilidade de analisar as provas, ouvir testemunhas, na acusação de uso indevido de meios de comunicação social concluiu pela absoluta insuficiência de provas que pudessem ensejar numa condenação de inelegibilidade minha, tanto é que indeferiu o pedido ministerial. Eu tinha tanta convicção que não houve qualquer tipo de problema com esse episódio que nem mesmo sustentação oral fizemos. Mas como essa decisão pode me gerar problemas futuros colocando em minha ficha que é limpa, uma dúvida, iremos tomar todas as providências necessárias para que ainda no TRE a gente possa reverter a decisão, e se necessário for, recorrer ao TSE”.

Dilma daqui a pouco no JN

O Jornal Nacional começa daqui a pouco uma série de entrevistas com os principais candidatos à Presidência da República.
A primeira será Dilma Rousseff (PT). Amanhã será a vez de Marina Silva (PV) e quarta-feira, José Serra (PSDB) e Plínio Arruda Sampaio (Psol) na quinta-feira.
As entrevistas terão 12 minutos.

TRE pode tirar Pudim e Claudeci das eleições de 2010

Do portal do TRE, agora há pouco:

O Colegiado do TRE-RJ deu provimento ao recurso do Ministério Público Eleitoral (MPE) para tornar inelegíveis por três anos Geraldo Pudim e Claudiocis Francisco da Silva por abuso de poder político e uso indevido de meios de comunicação social na campanha da eleição suplementar para Prefeitura de Campos, realizada em 2006. Embora não tenha eficácia imediata, pois a condenação começa a contar do ano em que a irregularidade ocorreu, os magistrados insistiram na sentença porque ela pode gerar efeitos em 2012.

A Lei Complementar 135 impede a candidatura de quem foi condenado por um colegiado de magistrados. Assim, a decisão desta segunda-feira (9) pode gerar impugnação dos registros de candidatura de Pudim e Claudiocis pelo MPE nas eleições municipais de 2012. No julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) pelo Juízo da 76ª ZE Eleitoral de Campos dos Goytacazes, os dois políticos haviam sido inocentados por insuficiência de provas.

O Blog aguarda pronunciamento de Pudim e Claudeci para publicar.
Só para lembrar, Geraldo Pudim foi candidato a prefeito na eleições suplementar de 2006 tendo Claudecir como vice. Atualmente em partidos diferentes, ambos disputam a Assembléia Legislativa.

PMCG tem mais R$ 10 milhões para divulgação

Além dos R$ 15 milhões contratados em junho do ano passado (confira aqui), com três empresas de publicidade e propaganda, a Prefeitura de Campos aditou hoje os contratos de duas delas (confira abaixo). O valor é de R$ 5 milhões. Para cada uma.


Amaro assume novo mandato na Acic


O presidente da Associação Comercial e Industrial de Campos, - ACIC- Amaro Ribeiro Gomes, toma posse amanhã, às 20h30 para novo mandato 2010/2012 à frente da entidade. Antes, porém, às 19h, será celebrada uma missa em Ação de Graças, na Catedral do Santíssimo São Salvador. Ontem, a ACIC completou119 anos de fundação.

Cadê a surpresa?

Tô vendo, lendo e ouvindo muita gente embasbacada com o chamego entre o prefeito interino Nelson Nahim com a ex-oposição e o beicinho virado da turma da ex-situação.
Calma gente, isso é assim mesmo.
Parece que a situação não é a mesma, mas isso me lembra os idos de 1995/1996, quando o então prefeito Sergio Mendes rompeu com o ex-padrinho Garotinho. No dia seguinte todos os vereadores que eram oposição trocaram de posição com os da situação, e a maioria foi mantida.

Ainda o debate da band

Desculpem se estou sendo redundante. Cheguei de férias e ainda não li todos os Blogs nessas duas semanas de folga e quero registrar minha impressão sobre o debate entre quatro dos candidatos à Presidência da República:
Acho que Dilma ganhou o debate porque espera-se que ela fosse pior. Estava nervosa mas teve bons momentos e falou menos de Lula do que todas as expectativas indicavam.
José Serra, experiente em debates, não soube tirar proveito do nervosismo e estréia da oponente principal. Mas tocou em pontos emblemáticos como as Apaes e mutirões da saúde.
Marina foi a mesma Marina Silva. Doce, meiga e conciliadora, mas não empolgou.
Plínio de Arruda Sampaio atirou nos três e chegou a ser cruel ao chamar Marina de "eco-capitalista". A participação dele foi importante para marcar as semelhanças entre Serra, Dilma e Marina e a inviabilidade de boa parte de suas propostas. Nem sei se são propostas ou bordões de campanha.
Nesta quinta agora tem os debates para os governos estaduais. às 22h, também na Band.

TSE sem novidades, pelo menos na pauta

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já publicou sua extensa pauta para a reunião de amanhã (aqui), mas não há previsão de apreciação do recurso da prefeita cassada Rosinha Garotinho e nem dos candidatos que tiveram seus registros indeferidos pelo TRE-RJ.
Mas sempre há possibilidade de inclusão de processos na pauta.
Enquanto isso, a tensão continua.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Helson Oliveira assume Secretaria Particular

O advogado Helson Henrique de Souza Oliveira foi nomeado secretário particular do prefeito em exercício Nelson Nahim.
A portaria está na página 1 do D.O. de hoje:



Portaria N° 516/2010


O PREFEITO DO MUNICÍPIO DE CAMPOS DOS GOYTACAZES,

no uso de suas atribuições legais,

RESOLVE, nomear, com base no Decreto nº 028/09, Elson

Henrique de Souza de Oliveira, para exercer na Secretaria Particular

o cargo em comissão de Secretário, Símbolo DAS-01, com vigência a

contar da data de publicação

PREFEITURA MUNICIPAL DE CAMPOS DOS GOYTACAZES,

27 de julho de 2010.

Nelson Nahim Matheus de Oliveira

- Prefeito em Exercício -

Atualização às 21h01 de 08/08/2010 para corrigir a grafia do nome do novo secretário particular do prefeito. Eu sempre soube que era com "h", mas acompanhei a portaria do D.O.
Nova atualização às 19h03 de 09/08/2010 - Só hoje, na página 1 do D.O. a PMCG retificou o nome do Helson.

terça-feira, 27 de julho de 2010

É perseguição?

Do portal do TRE:

Carro de som de Garotinho apreendido por fiscais do TRE-RJ

A fiscalização do TRE-RJ apreendeu, na noite desta terça-feira (27), em frente à sede do tribunal, um veículo de propaganda do candidato a deputado federal Anthony Garotinho e da candidata a deputada estadual Clarissa Garotinho, ambos do PR. A apreensão foi determinada pelo corregedor regional eleitoral, juiz Luiz de Mello Serra, que flagrou o carro de som, em alto volume, quando deixava o prédio.

No veículo, estavam a candidata e cerca de dez outras pessoas. O carros de som infringia o art. 10, § 1º, inciso 1, da Resolução 23191 do TSE, que proíbe “a instalação e o uso de alto-falantes ou amplificadores de som em distância inferior a 200 metros das sedes dos Poderes Executivo e Legislativo da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, das sedes dos órgãos judiciais, dos quartéis e de outros estabelecimentos militares”. O carro foi encaminhado ao depósito do TRE no Caju.

Já volto!

Dei uma saidinha mas já tô voltando.
Mas numa rápida passadela aqui na Blogosfera deu para perceber que os interinos dão sinais de que sentem os ares da efetivação, ou seja, não apostam na recuperação do cargo de prefeita por Rosinha.
Rogério Matoso vai escolher seu próprio procurador-geral e Nahim já prescindiu dos serviços da secretária particular de Rosinha.
E Edson Batista está tão longe da cadeira de vereador quanto Rosinha da de prefeita.
Tirei duas semanas de férias e Dijahojinha tô de volta.
Se Deus quiser.