Mas quem manda suas excelências darem tantos motivos?
Uma “Casa de Leis” que nos últimos anos se acomodou no subalterno papel de mera homologadora da vontade do prefeito (qualquer prefeito!!!), e que praticamente abdicou de sua missão constitucional de fiscalizar os atos do Poder Executivo, deve estar preparada para absorver críticas. É o preço que paga pela opção preferencial da maioria pela adesão obsequiosa ao governo (qualquer governo!!!) em troca de emendas, empregos para afilhados e outros favores.
No ano passado, por exemplo, a Câmara Municipal teve a oportunidade de sair do atoleiro e preferiu afundar-se ainda mais: as duas comissões processantes criadas para investigar o governo Mocaiber foram arquivadas por “falta de provas”. Conclusão vergonhosa diante da montanha de provas e indícios disponíveis nos processos oriundos da “Operação Telhado de Vidro”, quando os principais assessores do prefeito foram presos, e o próprio, afastado por 43 dias.
O desabafo do presidente da Câmara em relação aos que chamou de “bloguistas desocupados” e aos quais ameaçou com processos judiciais, não deve ser entendido como nada mais que um arroubo de retórica. Democrata como é, Nahim sabe que no estado democrático de direito, prevalece a livre manifestação do pensamento e a liberdade de expressão nos limites da lei. Qualquer cidadão, pois, que entender-se atingido em sua honra pode e deve buscar no Judiciário a reparação do dano.
Cabe aos jornalistas e “bloguistas” exercerem o seu sagrado direito de informar e opinar com o mesmo decoro e responsabilidade que se espera de suas excelências.







