quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

CAMPOS RECEBEU R$ 21 MILHÕES EM REPASSE DE IPVA EM 2013

                                                                                                 Foto: Folha da Manhã


O valor é referente à soma das transferências dos recursos do IPVA até o mês de novembro. Foram R$ 21.135.540,44,  repassados em parcelas mensais pela Secretaria de Estado da Fazenda à Prefeitura de Campos. Os três primeiros meses do ano, justamente quando vencem as cotas do imposto, concentram quase a metade dos recursos.
Os dados estão disponíveis no portal de Transparência Fiscal do Governo do Estado (aqui), onde podem ser conferidas outras transferências como o ICMS, que é a segunda maior fonte de receita da Prefeitura de Campos depois dos royalties.
O cidadão-contribuinte-eleitor precisa saber disso para exigir que os recursos sejam aplicados para que a cidade tenha um trânsito melhor.

Veja abaixo os repasses mês a mês:



TRANSFERÊNCIA DE IPVA PARA CAMPOS DOS GOYTACAZES EM 2013
    
Valor do IPVA                +                    Juros e Mora

Janeiro –     R$ 3.999.188,58             R$ 74.585,23
Fevereiro – R$ 6.290.433,69             R$ 74.585,23
Março –      R$  3.194.406,60            R$ 74.585,23
Abril –        R$ 2.516.360,25             R$ 74.585,23
Maio –        R$ 1.907.528,34             R$ 74.585,23
Junho –       R$     9.815,99                R$ 74.585,23   
Julho –       R$ 12.574,24                   R$ 74.585,23
Agosto –    R$ 7.999,73                     R$ 74.585,23
Setembro – R$ 841.135,32                R$ 72.185,64
Outubro –    R$ 898.456,38               R$ 65.900,69
Novembro – R$ 656.308,11              R$ 66565,04

Total:: R$ 21.135.550,44

Atualização em 19/02/2014 - 21h21 - O repasse do mês de dezembro foi de R$ 933.217,65 + 67.235,48. Com isso, o total repassado em 2013 fechou em R$ 22.135.993,57. 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

COMISSÃO DA CÂMARA VAI APURAR DENÚNCIA SOBRE CONCURSO

Do Blog do Bastos:

Concurso: Câmara de Campos define grupo que vai apurar suspeitas

Durante a sessão extraordinária de hoje (08) o presidente da Câmara de Campos, Edson Batista (PTB) adiantou quais serão os membros do grupo de trabalho que vai apurar a situação dos aprovados que foram desclassificados do concurso da Casa. Entre as denunciantes está o advogado José Paes Neto, que alega ter entregue todos os documentos solicitados. Porém, na versão oficial da Câmara, alguns documentos ficaram pendentes.
Os escolhidos para formar o grupo de trabalho foram: Luís Felippe Klem (Procurador da Casa), a vereadora Linda Mara (Pros) e os vereadores Fred Machado (Solidariedade), Rafael Diniz (PPS) e Thiago Virgílio (PTC).
Para Fred Machado, a novela precisa acabar. “Desde a minha posse, em janeiro do ano passado, venho buscando informações e cobrando a posse dos concursados. Infelizmente, até hoje estamos assistindo essa novela. Vou atuar neste grupo em busca da verdade e espero que tudo isso sea encerrado com a convocação e posse dos aprovados”, frisou.

DETRAN LIBERA GUIA DO IPVA A PARTIR DE TERÇA-FEIRA, DIA 14



 Com  o calendário  de vencimentos já divulgada, o Detran-RJ só vai liberar a partir da próxima terça-feira, dia 14, as guias para pagamento do Imposto Sobre Propriedade de Veículos Automotores (IPVA), através do Bradesco. Quem optar em quitar o imposto em cota única vai ter 10% de desconto e prazo entre 22/01 e 19/02 para o pagamento, dependendo do final da placa (tabela acima). Mas quem preferir parcelar em três vezes deve ficar atento porque a primeira parcela também deve ser quitada entre 22/01 e 19/02.
O valor do IPVA é calculado sobre o valor médio da cotação do veículo no mercado (veja aqui a tabela de preços), sendo 4% para os veículos movidos a gasolina e 3% para álcool ou flex.
O valor mais caro do IPVA para um carro emplacado no RJ é o da Ferrari, que custa R$ 2,5 milhões e o imposto é de R$ 100 mil.
Os carros fabricados a partir de 2014 ficarão isentos de vistoria por dois anos.
Outro detalhe: 50% de todo o valor arrecadado com o IPVA vão para os respectivos municípios onde estão emplacados e são geridos pelas prefeituras.
Com informações do G1

CÂMARA APROVA, POR UNANIMIDADE, PROJETO DE REMUNERAÇÃO DOS COMISSIONADOS


Do Portal da Câmara (aqui):

8 DE JANEIRO / 17H E 42M

Durante sessão extraordinária realizada na tarde de quarta-feira (08), a Câmara de Vereadores de Campos aprovou, por unanimidade, o projeto de lei nº 0001, encaminhado pelo gabinete da prefeita Rosinha Garotinho, que trata da remuneração de servidores efetivos que atuam em cargos comissionados cumulativamente. O projeto altera o artigo 73 da Lei Municipal nº 7.346 de 27 de dezembro de 2002, referente ao Plano de Cargos e Carreira.
Com a alteração, o servidor público municipal ou cedido de outro órgão, que for designado ou nomeado para o exercício de cargo de provimento em comissão, fará jus ao recebimento de gratificação correspondente a 75% do valor da remuneração do referido cargo, sem prejuízo dos vencimentos e vantagens do cargo efetivo.
Segundo o presidente da Câmara, vereador Edson Batista, em seu primeiro mandato, a prefeita Rosinha Garotinho alterou a gratificação dos cargos em comissão de 50% para 100%, o que acabou gerando questionamentos na Justiça.
“Por isso, a prefeita está fixando uma gratificação correspondente a 75%, que é o valor pago pelo Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE/RJ) aos cargos comissionados. Ela foi prudente ao adotar o mesmo valor do TCE para evitar novos questionamentos jurídicos”, explicou o presidente.
Para justificar o voto favorável, o vereador Marcão disse que, por se tratar de determinação judicial, a prefeita teve que fazer as adequações necessárias. “Que a prefeitura possa nomear mais cargos efetivos, que fica mais barato”.
A Câmara voltará do recesso no dia 15 de fevereiro. De acordo com Edson Batista, se houver necessidade de novas sessões extraordinárias, a Casa estará pronta.

LINDBERGH TAMBÉM CORTEJA OS EVANGÉLICOS

Da Coluna Radar, da Veja:

Lindbergh envia carta para pastores

Lindbergh na igreja: cena corriqueira durante 2013
Lindbergh na igreja: cena corriqueira durante 2013

A fixação de Lindbergh Farias pelos evangélicos teve mais um exemplo na semana passada. O petista enviou cartas para 8 000 pastores saudando o ano de 2014. A lista foi organizada pelo pastor Sóstenes Cavalcante, indicado para trabalhar com o senador por Silas Malafaia.
Além do blá blá blá sobre o mandato no Congresso, Lindbergh fecha a carta com uma mensagem:
- Feliz Natal e que Deus abençoe a sua familia. Peço oração para a minha família.
Por Lauro Jardim

EX-GOVERNADORES COM PROBLEMAS LEGAIS TENTAM VOLTAR AO COMANDO DE SEUS ESTADOS

Do CORREIO BRAZILIENSE, edição de segunda-feira, 06/01/2014 (aqui):

Ex-governadores com problemas legais articulam volta ao comando Entre eles estão o líder do PR na Câmara dos Deputados, Anthony Garotinho, que pretende retomar as rédeas do Rio de Janeiro, e o ex-chefe do Executivo do Amapá, Waldez Góes (PDT)


Grasielle Castro - Correio Braziliense

Publicação: 06/01/2014 06:00 Atualização: 06/01/2014 07:41
 

A segunda eleição com a Lei da Ficha Limpa em pleno vigor promete apresentar na urna eletrônica candidatos que estão enrolados com a Justiça. Ex-governadores processados, alguns inclusive já condenados por irregularidades enquanto controlavam os respectivos estados, se articulam para voltar ao posto em 2015. Entre eles estão o líder do PR na Câmara dos Deputados, Anthony Garotinho, que pretende retomar as rédeas do Rio de Janeiro, e o ex-chefe do Executivo do Amapá, Waldez Góes (PDT). Ambos estão livres para concorrer porque ainda não tiveram os processos por desvio de verbas públicas concluídos. A lista dos enrolados, mas com planos para 2014, ainda conta com outros dois possíveis pré-candidatos: os ex-governadores Ivo Cassol (PP), de Rondônia; e Ronaldo Lessa (PDT), de Alagoas.
O líder do PDT na Câmara e vice-presidente do partido, André Figueiredo (CE), minimiza a presença de dois possíveis candidatos do partido ainda às voltas com os tribunais. Ele destaca que Góes, por exemplo, ainda está se defendendo no caso. “Se o processo já tivesse sido transitado em julgado, o Waldez não seria candidato”, resume. O escolhido do partido foi preso em 2010 na Operação Mãos Limpas da Polícia Federal com outras 17 pessoas, quando já havia deixado o comando do Amapá. Além dele, foram para o xadrez então governador do estado Pedro Paulo Dias (PP) — antigo vice de Góes —, a ex-primeira dama Marília Góes, e o ex-presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Júlio Miranda. O pedetista, que governou entre janeiro de 2003 e abril de 2010, é acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verbas públicas da União. Ele responde pelos crimes de corrupção ativa e passiva, peculato, advocacia administrativa, ocultação de bens e valores, lavagem de dinheiro, fraude em licitações, tráfico de influência e formação de quadrilha, entre outros.

Na corda bamba
Confira quatro possíveis candidatos aos governos estaduais com problemas na Justiça

 (Leonardo Berenger/Folha Da Manhã/Agência O Globo - 3/10/10)

Anthony Garotinho (PR) — governador do Rio de Janeiro entre 1999 e 2003
Acusado de envolvimento em um esquema de desvio de verba do Rio de Janeiro, no período em que ele e a mulher, Rosinha, estiveram no comando do estado, entre 1999 e 2006, Garotinho foi condenado a dois anos e meio de prisão por formação de quadrilha em 2010. O montante teria sido usado para o caixa de financiamento da pré-candidatura do político à Presidência da República em 2006. Ele recorre da sentença.

Ivo Cassol (PP) — governador de Rondônia entre 2007 e 2010
Em agosto do ano passado, o senador Ivo Cassol condenado a 4 anos e 8 meses de detenção em regime semiaberto e ao pagamento de multa de R$ 200 mil pelo crime de fraude em licitações, que ocorreu enquanto ele foi prefeito da cidade de Rolim de Moura (RO), entre 1998 e 2002. Na mesma ação, foram condenados o presidente e vice-presidente da Comissão Municipal de Licitações da época, Salomão da Silveira e Erodi Matt. Condenado em última instância, Cassol apresentou embargos da sentença.

Ronaldo Lessa (PDT) — governador de Alagoas entre 1999 e 2006
Condenado a 13 anos e 4 meses de prisão pelo desvio de R$ 5 milhões das obras da Macrodrenagem do Tabuleiro dos Martins por uma ação aberta pelo Ministério Público Federal em 2009. O ex-governador também responde outras ações na Justiça, por improbidade administrativa e danos morais, entre outras. Ele recorre da sentença.

Waldez Góes (PDT) — governador do Amapá entre 2003 e 2010
O ex-governador do Amapá foi preso em 2010 na Operação Mãos Limpas da Polícia Federal, que investigou um esquema de desvio superior a R$ 300 milhões da União que eram repassados à Secretaria de Educação do estado. O ex-governador também é réu de uma ação que trata do desvio de cerca de R$ 74 milhões descontados de servidores estaduais com empréstimos consignados, entre 2009 e 2010.

A matéria completa está disponível aqui, para assinantes.

BANCADA DA OPOSIÇÃO DEFINE ESTRATÉGIA ANTES DA SESSÃO DE HOJE

 Está marcada para às 14h de hoje, uma hora antes da sessão extraordináriana Câmara Municipal de Campos, uma reunião da bancada de oposição ao governo municipal, para discutir o projeto de lei 0001/2009, que trata da remuneração dos servidores efetivos que ocupam cargos de direção e e assessoramento ( Das).
Segundo o texto da convocação,  na pauta está o projeto que altera o artigo 73 da Lei 7.346/2002. Segundo nota publicada no Portal da Câmara, "com a alteração,  o servidor público municipal que for designado ou nomeado para o exercício de cargo de provimento em comissão,  fará jus ao recebimento de gratificação correspondente a 75% do valor da remuneração,...". Atualmente é de 100 %.
Diz ainda a nota da Câmara, que a modificação visa adequar a legislação "espelhando na gratificação fornecida aos servidores do Tribunal de Contas do Estado".
O que os quatro vereadores da oposição vão discutir com os juristas que assessoram a bancada é por que a lei 0001/2014  foi enviada à Câmara para alterar o artigo 73 da LEI 7.346/2002, se uma lei posterior, a 8.125/2009 já o fez.
Outro detalhe que as autoridades municipais, inclusive do  poder legislativo, omitiram, é o fato de o Tribunal de Justiça ter declarado a inconstitucionalidade da lei 8.125/2009 conforme postagem anterior.
Ora, se a 8.125, de 2009, já deu nova redação ao artigo 73 da lei 7.346, de 2002, porque a Câmara foi convocada para alterar uma lei que já teve nova redação dada por uma nova lei que, ainda por cima, foi declarada inconstitucional. A decisão do TJ é de 9 de dezembro do ano passado.
Vai ser um bom debate...

Atualização às 15h03 - O advogado e blogueiro Cléber Tinoco explicou:

"A questão da inconstitucionalidade da lei que fixou a gratificação dos comissionados se resolve pela repristinação da lei revogada, ou seja, a lei 7346 que foi revogada pela Lei 8125 volta a ter eficácia a partir do momento em que a Lei 8125 teve sua inconstitucionalidade declarada"
Postado por celular.

CÂMARA REVOGA EMENDA NO PLANO DE CARGOS FEITA POR ROSINHA E DECLARADA INCONSTITUCIONAL PELO TJ

                                                                                                                   Foto:Divulgação/Secom/PMCG
Rosinha, hoje no Trianon, diante de seus assessores, muitos dos quais terão redução em seus vencimentos já este mês

O projeto de lei encaminhado na última sexta-feira pela prefeita Rosinha Garotinho e que vai interromper as férias dos vereadores para aprová-lo na sessão desta quarta-feira, nada mais é do que uma correção do Plano de Cargos e Salários de autoria do gabinete da própria prefeita e declarado inconstitucional pela Justiça.
Na verdade, a convocação publicada no Diário Oficial de segunda-feira, dia 6, e divulgada aqui no Portal da Câmara, induz o leitor ao erro. A convocação diz que a pauta é: "O projeto, encaminhado pelo gabinete da prefeita Rosinha Garotinho, em caráter de urgência, altera o artigo 73 da Lei Municipal nº 7.346 de 27 de dezembro de 2002, referente ao Plano de Cargos e Carreira". Acontece que o citado artigo já foi alterado pela lei 8.125/2009, de 17/12/2009, já no Governo Rosinha, e portanto, esta última é que precisa ser revogada para dar nova redação à primeira. Ou não?
Aliás, como a valorosa companheira blogueira e advogada Gianna Barcelos já tinha divulgado em sua página no Facebook (aqui), no último dia 09 de dezembro de 2013, o Órgão Especial do Tribunal do Justiça do RJ, acompanhando o voto do desembargador-relator Otávio Rodrigues, declarou a "inconstitucionalidade da lei 8.125/2009, com efeitos ex nunc". A expressão latina ex nunc significa" a partir de agora, ou seja, sem efeito retroativo. A ação de inconstitucionalidade foi movida pelo Ministério Público.

Além da decisão jurídica, a nova redação dada pelo governo Rosinha tinha criado uma situação constrangedora para secretários que passaram a ganhar salário menor que o de alguns subordinados seus. Isso porque, pela regra atual (da lei 8.125/2009), quando um servidor efetivo é designado para ocupar uma cargo comissionado (DAS), por exemplo, tem seus vencimentos de servidor somados a 100% da gratificação pelo DAS e, como na maioria dos casos, os secretários e presidentes de fundações não são servidores de carreira, recebem apenas o valor do DAS.
Por exemplo: se um professor (no topo da carreira) que ganha cerca de R$ 4 mil foi designado para um cargo de confiança de superintendente (DAS-2), ele ganha os R$ 4 mil da função e mais R$ 7.040,28, ou seja R$ 11.040,28 e , portanto, mais que o titular da pasta (R$ 9.452,90). A tabela é de junho de 2013 e foi publicada do Blog de Cléber Tinoco (aqui e abaixo)
Por isso, pela nova regra a ser aprovada por unanimidade pela bancada governista (ainda não se sabe como vai votar a oposição), prevê que o servidor efetivo designado para exercer cargo em comissão receba como vencimentos o valor do salário de sua função original mais 75% do DAS. Economicamente a nova lei tem o menor impacto insignificante na folha de pagamento, mas no orgulho de alguns secretários, vai colocar um fim na ciumeira e numa situação inconstitucional.


CONFIRA A DECISÃO JUDICIAL

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO RJ

Direta de Inconstitucionalidade nº: 0056581-16.2012.8.19.0000
Representante: Exmo. Sr. Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Representado 1: Exmo. Sr. Prefeito do Município de Campos dos Goytacazes
Representado 2: Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes
Legisl.: Lei nº 8.125 de 17/12/2009 do Município de Campos dos Goytacazes


Relator: Desembargador Otávio Rodrigues


Ação Direta de Inconstitucionalidade. Lei Municipal n° 8.125 de 17/12/2009 do Município de Campos dos Goytacazes. P R O C E D Ê N C I A D O P E D I D O, pois a mudança de valor dos vencimentos viola a regra da reserva legal assinalada no art. 37, inciso X da Constituição da República, além dos princípios da impessoalidade e moralidade previstos no art. 37, caput, desse texto. Parecer do Ministério Público nesse sentido.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 -



Vistos, relatados e discutidos estes autos da Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000, em que é Representante o Exmo. Sr. Procurador Geral de Justiça do Estado do Rio de Janeiro; são Representados o Exmo. Sr. Prefeito do Município de Campos dos Goytacazes e a Câmara Municipal de Campos dos Goytacazes e Legislação, a Lei nº 8.125 do ano de 2009 do Município de Campos dos Goytacazes.
A C O R D A M os Desembargadores que compõem o Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, por maioria, em J U L G A R  P R O C E D E N T E  O  P E D I D O, na forma do voto do Relator, vencido o Exmo. Desembargador Nagib Slaibi Filho, que julgava improcedente o pedido.
Trata-se de Ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei nº 8.125/2009, do Município de Campos dos Goytacazes, que altera o art. 73 da Lei Municipal nº 7.346/2002, passando o mesmo a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 73 - O servidor público que for designado para o exercício de cargo de provimento em comissão fará jus ao recebimento de gratificação correspondente a 100% (cem por cento) do valor da remuneração do referido cargo, sem prejuízo dos vencimentos e vantagens do cargo efetivo.
§ 1º - O disposto no caput deste artigo também se aplica aos servidores públicos de outros entes federativos cedidos ao Município.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 - 
§ 2º - Os servidores públicos cedidos com ônus para o Município, ainda que na modalidade de ressarcimento, também farão jus à gratificação quando forem designados para o exercício de cargo de provimento em comissão no âmbito da Administração Pública Municipal.”
Às fls. 33/100 vieram as informações prestadas pelo segundo Representado.
Procuradoria-Geral do Estado manifestou-se às fls. 119/125 pela rejeição da representação de inconstitucionalidade.
A Procuradoria da Justiça opinou às fls. 129/135, pela procedência do pedido para declarar inconstitucional a Lei 8.125/2009 do Município de Campos dos Goytacazes.
É o relatório.
V O T O  D O  R E L A T O R
Trata-se de ação Direta de Inconstitucionalidade da Lei 8.125/09, que deu nova redação ao art. 73 da Lei 7.346/2002 alterando o valor da gratificação para exercício de cargo de provimento em comissão para 100% do vencimento do servidor. O texto encontra-se à fl. 03.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 - 
De fato, existe flagrante inconstitucionalidade dos textos legais, na medida em que a mudança de valor dos vencimentos viola a regra da reserva legal assinalada no art. 37, inciso X da Constituição da República, além dos princípios da impessoalidade e moralidade previstos no art. 37, caput, desse texto.
Ademais, este E. Órgão Especial já declarou inconstitucionais leis semelhantes dos Municípios de Cantagalo e Magé (nºs 10/1990 e 1.054/91), (Direta de Inconstitucionalidade nº 0029359-64.1998.8.19.0000 e na Representação de Inconstitucionalidade nº 2006.007.000.20, julgadas em 15/3/1999 e 4/1/2007.
Diante desses Julgados, aplica-se o efeito vinculante relativamente aos demais Órgãos do Poder Judiciário, como prevê a EC nº 45/2004, ao dar nova redação ao parágrafo 2º do art. 102 do texto constitucional.
Acrescente-se que o E. Órgão Especial, em Sessão de 20 de agosto de 2012, acolheu a Arguição de Inconstitucionalidade nº 0001200-44.2009.8.19.0027, que tratava da Lei 386/1999 do Município de Lage do Muriaé.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 - 
O próprio Consultor Legislativo da Câmara Municipal, Dr. Maxsuel Barros Monteiro, ao examinar o projeto de lei que deu origem à lei impugnada, disse:
“ O § 4º do Art. 39 contém a seguinte redação:
§ 4º O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 19, de 1998)
Assim, pode inferir que o escopo da norma constitucional foi eliminar situação muito comum, ocorrida na vigência da Carta de 1967, quando a fixação de subsídios dividia-se em duas partes, uma fixa e outra variável.
Denota-se que o legislador constitucional pretendeu acabar com o sistema remuneratório que vinha vigorando desde a promulgação do texto de 1988. A partir de agora, as mesmas categorias de agentes públicos não poderão receber o padrão fixado em lei mais as famosas “vantagens pecuniárias previstas nos estatutos”. Daí o dispositivo vedar expressamente “o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória”. Consequentemente, para os agentes públicos que recebem subsídios ficam derrogadas todas as normas infraconstitucionais que prevejam vantagens pecuniárias remuneratórias como parte da remuneração.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 - 
Quanto aos ocupantes de cargos em comissão, chefia, direção e assessoramento, a fim de serem remunerados de forma diferenciada, a lei deverá estabelecer para cada um o subsídio composto de parcela única.”
O Município, representado por sua Prefeita Rosângela Barros Assed Matheus de Oliveira, trouxe a partir de fl. 153 petição sobre o tema, mas não merece prosperar a preliminar de ilegitimidade passiva do Prefeito na medida em que houve sanção pelo Chefe do Executivo, muito embora a representação seja dirigida não diretamente ao Prefeito, mas sim à própria legislação impugnada.
Nessa petição foram trazidos artigos de diversas leis, mas elas foram elaboradas pelos Poderes Estadual e Federal, quando na hipótese presente a questão gravita em torno de lei municipal.
Portanto, na forma do parecer do Ministério Público, não se pode aceitar os argumentos do Município.
Por tais motivos, acolhe-se o pedido formulado nesta Ação Direta de Inconstitucionalidade para declarar a inconstitucionalidade da Lei Municipal nº 8.125 de 2009, com efeitos ex nunc.
Direta de Inconstitucionalidade nº 0056581-16.2012.8.19.0000 - 
M E U  V O T O  É  N O  S E N T I D O  D E J U L G A R  P R O C E D E N T E O P E D I D O.
Rio de Janeiro, 09 de dezembro de 2013
DESEMBARGADOR OTÁVIO RODRIGUES RELATOR

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Atualização às 15h03 - O advogado e blogueiro Cléber Tinoco explicou:

"A questão da inconstitucionalidade da lei que fixou a gratificação dos comissionados se resolve pela repristinação da lei revogada, ou seja, a lei 7346 que foi revogada pela Lei 8125 volta a ter eficácia a partir do momento em que a Lei 8125 teve sua inconstitucionalidade declarada"
Postado por celular.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

INTERVENÇÃO NOS ESTADOS ESTÁ PREVISTA NA CONSTITUIÇÃO


Sistema carcerário

Muito além do Maranhão

Crise no Complexo de Pedrinhas, em São Luís, não é caso isolado. Intervenção federal enfrenta obstáculos jurídicos e políticos 
 
por Bruna Carvalho publicado 07/01/2014 17:54
                                                                                                                                            Foto: ABr
População carcerária no Brasil é de 288 a cada 100 mil habitantes
População carcerária no Brasil é de 288 a cada 100 mil habitantes
A crise que eclodiu no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís (MA), é reflexo de uma série de falhas que acompanham o sistema prisional de todo o Brasil há décadas. O diagnóstico é de Camila Caldeira Nunes Dias, professora da Universidade Federal do ABC e pesquisadora do Núcleo de Estudos da Violência (NEV) da USP. Para Dias, falta disposição nas três esferas do Poder para se atacar o problema, cuja origem está na política de encarceramento em massa, nas péssimas condições de cumprimento de penas e na ausência de políticas públicas de prevenção à criminalidade.
A crise no Maranhão ganhou repercussão nacional com a divulgação de um relatório produzido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O documento mostrou que 60 presos foram mortos no interior de estabelecimentos prisionais do Estado no ano passado e que mulheres foram estupradas durante o período de visitas. No Complexo de Pedrinhas, houve episódios de violência extrema com detentos mortos sendo decapitados em confrontos entre facções rivais. Nesta terça-feira 7, um vídeo divulgado pela Folha de S.Paulo mostrou a barbárie em detalhes.
Também nesta terça-feira 7, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu um relatório do governo do Maranhão sobre a situação dos presídios no Estado. A resposta da administração de Roseana Sarney (PMDB) rebate o documento produzido pelo CNJ e servirá como base para avaliar a possibilidade de uma intervenção federal no sistema carcerário maranhense. A medida, excepcional, suprime temporariamente a autonomia do Estado, assegurada pela Constituição.
A intervenção é complexa, tanto do ponto de vista jurídico quanto político. Ela só pode ser autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, em alguns casos com anuência do Congresso Nacional, quando há casos concretos de ameaça à ordem pública. "Há também uma dificuldade política em se realizar a intervenção, principalmente por causa das alianças partidárias", diz Camila Dias. "A intervenção é um reconhecimento da incapacidade daquele Estado em lidar com a situação. Politicamente, não interessa a nenhum governo esse reconhecimento de sua incapacidade, então, sempre se evita ao máximo." No caso em questão, a família Sarney é aliada da presidenta Dilma Rousseff (PT) em âmbito nacional.
A pesquisadora da USP e da UFABC avalia que, na maioria dos casos, as medidas para se contornar crises agudas nos presídios têm efeitos apenas emergenciais e de curto prazo, como reforços no policiamento ou oferecimento de vagas em outras penitenciárias para se separar detentos de alta periculosidade. "São necessárias medidas de longo prazo, e não só do Executivo, mas do Judiciário também", avalia Dias. "Não só no Maranhão, mas no Brasil inteiro, você tem uma quantidade imensa de pessoas presas por crimes que poderiam ser punidos com medidas alternativas. A adoção de outras medidas punitivas seria muito importante para tornar o cenário carcerário brasileiro menos explosivo", afirma.
A adoção de penas alternativas para crimes de menor gravidade é defendida por inúmeros especialistas como parte de uma solução de longo prazo, mas encontra resistências. Está cada vez mais presente no Brasil um discurso, reforçado pela grande imprensa, em favor do endurecimento penal. "Os políticos, com seus interesses eleitorais, particulares, acabam encampando essas demandas, porque sabem que dão voto. Você defender a Rota na rua, prisão para bandido, eleitoralmente, é muito positivo. No Legislativo, esse discurso é alimentado com projetos de lei para reduzir a maioridade penal, prisão perpétua, entre outros."
Além do Maranhão
 Casos como o do Maranhão se repetem ano após ano em presídios em todo o País. Penitenciárias em São Paulo, Rio de Janeiro, Piauí, Espírito Santo já foram palco de ações violentas e mortes de detentos após brigas internas entre facções rivais. Um caso emblemático é o do presídio Urso Branco, em Rondônia. Em 2008, após episódios de tortura e mortes em série o procurador-geral da época entrou com um pedido de intervenção federal, que não chegou a ser julgado pelo STF. A penitenciária é a mesma em que, em 2002, uma rebelião de detentos deixou 27 mortos.
Para a socióloga da USP, os episódios de violência estão intimamente ligados às condições precárias de cumprimento de pena no Brasil e à superlotação de presídios. Segundo dados de dezembro do Sistema de Informações Penitenciárias (Infopen) do Ministério da Justiça, 548 mil pessoas compõem a população carcerária no Brasil, mas os complexos penitenciários dispõem de apenas 310,6 mil vagas.
"A superlotação é uma invariante histórica no Brasil. Mas construir presídios, que é só o que se faz no Brasil há décadas, não resolve, porque se constrói para superlotá-los novamente. É preciso interromper esse ciclo. E isso só será feito com medidas preventivas à criminalidade, de garantia de direitos às populações pobres, de periferia, que são a clientela massiva do sistema carcerário brasileiro", afirma.
Dias aponta que, no Brasil, onde há 288 presos para cada 100 mil habitantes, se prende muito, porque, após mais de 20 anos da redemocratização do Brasil, uma parcela significativa da população se encontra alijada de quaisquer direitos. "O Estado só lida com essa população através das instituições policiais e carcerárias. O fundo estrutural do problema da violência, do encarceramento, da criminalidade é esse", afirmou. "Se você der uma olhada global na população que está encarcerada no Brasil, ela é composta majoritariamente por negros, jovens, pobres. Moradores de periferia. É um reflexo de um País absurdamente desigual, estruturalmente não democrático e historicamente racista e excludente", afirma.


Do Blog: CONSTITUIÇÃO FEDERAL

CAPÍTULO VI

DA INTERVENÇÃO

 
Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional;
II - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da Federação;
V - reorganizar as finanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos consecutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Constituição, dentro dos prazos estabelecidos em lei;
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;
b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

INTERCESSORES EM MAIS UMA PAJELANÇA NO TRIANON

Garotinho foi um dos palestrantes de hoje da pajelança que os aliados do governo insistem em chamar de seminário para avaliação e metas para o segundo ano do segundo governo Rosinha. O deputado fez mais uma de suas, digamos, "palestras motivacionais".
 A plateia do Trianon foi pequena para abrigar tantos ocupantes de cargos comissionados (são 1.714) e mais os deputados, vereadores e outros aliados. Entre os ouvintes, é claro, além de cabos eleitorais, muitos intercessores.

OBRAS DE RESTAURAÇÃO DO LICEU ESTÃO QUASE PRONTAS


Detalhes das letras J e M no alto da entrada do salão nobre: referência às iniciais de José Martins Pinheiro, o barão da Lagoa Dourada, que construiu o casarão em 1864 e poucos anos mais tarde tirou a própria vida se jogando no Paraíba



Vista do Salão Nobre para a praça do Liceu, uma das mais belas vistas da planície goitacá

Já estão na na fase de conclusão as obras de reforma e restauração do Liceu de Humanidades de Campos, que inclui o antigo casarão construído para ser residência do Barão da Lagoa Dourada em 1864 e o anexo, construído nos anos 1970, chamado de pavilhão professor João Baptista Tavares da Hora.
Autor da emenda que garantiu os recursos do governo do Estado para as obras, o deputado Roberto Henriques (PSD) esteve hoje mais uma vez visitando o Liceu.
As obras estão orçadas em R$ 7,5 milhões.

Fotos: Assessoria parlamentar

ADIADA PRISÃO DE JOÃO PAULO PORQUE JB SAIU DE FÉRIAS


Brasília - O presidente do STF Joaquim Barbosa, antecipou suas férias, inicialmente previstas para começar no dia 10 de janeiro, e só deve voltar ao trabalho em fevereiro, quando termina o recesso do Judiciário. Com isso, fica indefinida a situação da prisão do deputado condenado no mensalão João Paulo Cunha (PT-SP), condenado no processo do mensalão. A ministra Cármen Lúcia assume o plantão no Supremo e, a qualquer momento, pode assinar o mandado de prisão do parlamentar.
Na segunda-feira, 3, Barbosa negou os recursos de Cunha, autorizando a sua detenção, mas, até o momento, não houve a expedição do mandado. A assessoria de imprensa da Corte não sabe informar qual a situação do mandado. Já a defesa de João Paulo Cunha diz que o parlamentar, ex-presidente da Câmara, está aguardando o mandado de prisão para se apresentar à Polícia Federal, em Brasília.

Do Estadão.

ATOR CAMPISTA REESTREIA EM ESPETÁCULO NO RIO

Reestreia na sexta-feira, dia 10, no Teatro Municipal do Jockey, no Rio de Janeiro, o espetáculo "Homens", uma colagem de textos de Caio Fernando Abreu. A temporada vai até 23/02 com espetáculos às sextas, sábados e domingos, sempre às 21h. A peça foi indicada pela Veja Rio desta semana como uma das estreias de janeiro no Rio.
No elenco está o ator campista Hilton Vasconcellos, que atuou no Grupo de Teatro Amador Abertura, que nos anos 1980 na peça "Precisa Acontecer Alguma Coisa", dos então radialistas Anthony Matheus e Fernando Leite, no Teatro de Bolso.

Cartaz da peça que tem reestreia nesta sexta-feira, depois de uma temporada no Teatro Leblon em 2012


Hilton Vasconcellos

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

SANTA CASA PROCURA OBSTETRAS PELOS CLASSIFICADOS

www.granma.cuAnúncio publicado no final de semana no Caderno de Classificados da Folha da Manhã:


Sugestão para a Santa Casa: que tal publicar no Granma, o jornal de Cuba. O endereço da edição on line do jornal é www.granma.cu (aqui).



STF REJEITA ÚLTIMO RECURSO E JOÃO PAULO CUNHA, EX-PRESIDENTE DA CÂMARA, JÁ PODE SER PRESO



Do G1:
O presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, rejeitou nesta segunda-feira (6) o último recurso do deputado federal João Paulo Cunha no processo do mensalão, e determinou que seja iniciado o cumprimento da pena de prisão pelos crimes de corrupção passiva e peculato.
Ex-presidente da Câmara dos Deputados, Cunha foi condenado no julgamento do processo do mensalão, em 2012, a 9 anos e 4 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. No ano passado, o STF rejeitou os embargos de declaração apresentados pela defesa, mantendo a pena estipulada antes.
Em dezembro, no entanto, a defesa entrou com embargos infringentes contra as condenações por corrupção e lavagem. Esse tipo de recurso, no entanto, só cabe quando o condenado ter obtido no julgamento ao menos quatro votos favoráveis. Nos dois crimes que questionou, no entanto, Cunha obteve somente dois votos favoráveis.

A execução da pena determinada por Barbosa se refere às punições por corrupção e peculato, somando 6 anos e 4 meses de prisão, em regime semiaberto, quando o preso pode sair durante o dia para trabalhar e dorme na cadeia. A pena de 3 anos de reclusão pelo crime de lavagem de dinheiro ainda não transitou em julgado, porque o STF terá que fazer uma nova análise do caso.
João Paulo Cunha foi acusado de receber R$ 50 mil no ano de 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar agência de Marcos Valério em contratos com a Casa. O deputado sustenta que os contratos de publicidade contratados foram cumpridos, conforme atestam, segundo ele, relatórios do Tribunal de Contas da União e da Polícia Federal.

CÂMARA CONVOCA VEREADORES PARA SESSÕES QUARTA, QUINTA E SEXTA

O ato do presidente da Câmara, Edson Batista, está no no Diário Oficial de hoje. Na  pauta, a alteração do artigo 73 da lei 7.346 de 27 de dezembro de 2002, que trata da remuneração dos ocupantes de cargos comissionados.
A convocação é para os dias 8, 9 e10.

Atualização dia 07/01/2014 às 23h09 - 

O artigo 73 da lei 7.346/2002 foi alterado pela lei 8.125/2009, já no governo Rosinha Garotinho. Da forma como foi anunciada a pauta, no portal da Câmara - aqui - dá a falsa impressão de que o que estaria se votando durante a convocação extraordinária seria uma lei de de dezembro 2002, portanto do governo Arnaldo Vianna.

VALTER HUGO MÃE HOJE NO RODA VIVA

Valter Hugo Mãe no Roda Viva
O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (6/1) o escritor angolano radicado em Portugal Valter Hugo Mãe. Entre os assuntos da sabatina estão carreira, literatura e relação com o Brasil. Apresentado pelo jornalista Augusto Nunes, o programa (inédito e gravado) vai ao ar às 22h, na TV Cultura.
Valter Hugo nasceu em Saurimo, Angola, em 1971. Passou a infância em Paços de Ferreira e, em 1980, migrou para Vila do Conde, ambas cidades portuguesas. É formado em Direito e pós-graduado em literatura portuguesa moderna e contemporânea. Publicou romances como O Filho de Mil Homens, A Máquina de Fazer Espanhóis e O remorso de Baltazar Serapião, pelo qual venceu o Prêmio José Saramago.
Participam da bancada a jornalista Josélia Aguiar; o escritor Ignácio de Loyola Brandão; Paulo Werneck, curador da próxima edição da Flip; Noemi Jaffe, escritora e crítica literária; e Mona Dorf, idealizadora do projeto Encontros com Autores e Ideias. O Roda Viva ainda conta com a participação do cartunista Paulo Caruso.

Texto: Tv Cultura

domingo, 5 de janeiro de 2014

ISTOÉ: "GAROTINHO USA POLÍCIA LEGISLATIVA PARA ESCOLTA PESSOAL"


Da revista Istoé, atualizada hoje, domingo, 05/01/2014 (AQUI):

N° Edição:  2302 |  27.Dez.13 - 19:00 |  Atualizado em 05.Jan.14 - 21:42

Tropa da elite

Renan Calheiros, presidente do Senado, e Henrique Eduardo Alves, presidente da Câmara, enviam seguranças do Congresso para missões secretas longe de Brasília. O problema é que a ação é ilegal

                                                                                                                Josie Jeronimo

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EM SERVIÇO
Policiais no Congresso: eles são servidores com atribuições de guarda e proteção de
parlamentares e do patrimônio do Legislativo, mas não podem apurar infrações fora de Brasília

Em pleno feriado natalino, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi a público justificar o uso de jatinho da FAB para ir a Pernambuco fazer um implante capilar. Na virada do Réveillon, o senador será obrigado a dar novas explicações. Desta vez, sobre os motivos que o levaram a enviar seguranças do Senado para missões sigilosas em sua terra natal. ISTOÉ identificou ao menos três dessas viagens, feitas em fevereiro, outubro e novembro, que incluíram diligências ilegais, monitoramento de pessoas e tomada de depoimentos numa delegacia de polícia. Ao menos três servidores foram usados na empreitada: Everaldo Bosco, Gabriel Reis e Floriano Pinheiro. Com o aval do senador alagoano, os policiais não se intimidaram ao bancar “os xerifes” de Renan, violando competências que são exclusivas da Polícia Federal e da Civil.

A chamada “polícia legislativa” não passa de um corpo de servidores do Congresso com atribuições de guarda e proteção dos parlamentares e daquilo que pode ser classificado como patrimônio do Legislativo, como veículos, edifícios, móveis e equipamentos. Esses policiais podem até fazer apuração de infrações penais, desde que tenham ocorrido dentro de seus domínios. A Procuradoria da República, inclusive, já emitiu parecer que veda o uso dessa turma fora das Casas.

Renan, porém, parece fazer vista grossa para o que diz a lei. Mais grave ainda: com suas ações, sugere ocupar um espaço privilegiado acima dela. Protegidos pelo manto do sigilo dessas operações, os servidores do Senado se abstêm de dar explicações, o que dá margem para especular se o trabalho externo seria apenas um exagero administrativo ou uma vexatória ação política contra rivais eleitorais em Alagoas. O presidente do Senado quer eleger Renan Calheiros Filho, o Renanzinho, governador do Estado em 2014.

 
 
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Até agora, apenas uma das viagens foi parcialmente justificada sob o argumento de que senadores alagoanos – existem apenas três – estavam sendo vítimas de tentativa de extorsão por meio de telefonemas anônimos. Dessa maneira, os policiais do Senado foram enviados para tentar desbaratar o suposto esquema. O Senado, porém, não abriu à reportagem os autos da investigação. A assessoria de imprensa da Casa garante que a missão teve como objetivo investigar a extorsão e informou que um dos depoentes confessou ter obtido R$ 20 mil com o golpe. Mas não disse qual parlamentar pagou.

Seja como for, o deslocamento dos três agentes custou aos cofres públicos R$ 30 mil, considerando as passagens, diárias e o aluguel de automóvel. Sem distintivo de verdade, sem viatura oficial e sem a autoridade legal, os servidores tiveram que levar os suspeitos para uma delegacia da Polícia Civil, onde tomaram os depoimentos. Não houve autorização judicial para essas ações. Logo, as investidas determinadas por Renan foram ilegais. Depois dessa primeira viagem, o trio de agentes voltou a Alagoas outras duas vezes, mas o Senado mantém os motivos dessas missões em segredo. Pelo que se sabe, foram as únicas investigações da polícia do Senado fora de Brasília.
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OLHO NA ELEIÇÃO
Renan Calheiros e Henrique Eduardo Alves: missões
policiais inexplicadas em seus redutos eleitorais
 
No lado verde do tapete do Congresso, a polícia da Câmara também se investe de falsa autoridade policial para sair pelo País em missões secretas. Em abril passado, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), autorizou dois servidores da Casa, Edilson Brandão e Thiago Elízio, a ficarem dez dias no Tocantins “colhendo provas” para um processo administrativo. Com R$ 7 mil em diárias, passagens e aluguel de carro pago pela Câmara, os servidores percorreram os municípios de Formoso do Araguaia e Gurupi dando carteiradas, realizando interrogatórios e reunindo informações. Para explicar as diligências de sua polícia, a assessoria de imprensa da Câmara alega que o trabalho externo faz parte de uma investigação de fraude previdenciária. ISTOÉ solicitou detalhes da investigação, mas a Câmara se negou a fornecer. Coincidência ou não, em outubro passado o deputado federal Osvaldo Reis, do PMDB de Tocantins, subiu à tribuna para denunciar fraude no Instituto de Gestão Previdenciária do Estado (Igeprev). Na ocasião, Reis entregou um dossiê do caso ao ministro da Previdência, Garibaldi Alves. Desde então, o episódio se tornou um cabo-de-guerra entre oposição e governo tocantinense.

Além dessas investigações não oficiais, as polícias legislativas também têm sido usadas para fazer a escolta de parlamentares. O deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) só anda em Brasília acompanhado por uma equipe de segurança da Câmara. No Rio de Janeiro, ele usa seguranças privados. Outro a usufruir do privilégio é o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR), que tem à disposição três policiais legislativos para acompanhá-lo fora de Brasília. Além das passagens aéreas, a “segurança público-privada” de Mozarildo custou, em 2013, R$ 48 mil só em diárias. Dezesseis servidores se revezam na missão de acompanhar os passos do senador, que alega ser alvo do governador de Roraima, o tucano José de Anchieta Júnior.

O efetivo da polícia da Câmara é hoje de 220 servidores, um pouco menor do que o do Senado, com 260 agentes. Um projeto de resolução da Mesa Diretora pretende ampliar o número de agentes e criar a figura do “delegado”. O problema é que a medida prevê a existência de 20 delegados para apenas uma delegacia, a unidade da polícia legislativa do anexo I da Câmara. O projeto prevê, ainda, contratação de outros 80 policiais. A remuneração desses agentes legislativos está entre as maiores do País, variando de R$ 13 mil até R$ 20 mil. Fora das dependências do Congresso, as polícias legislativas não têm nenhum amparo legal para investigar ou repreender ninguém. Seu trabalho equivale ao serviço prestado por uma empresa privada de segurança – ou seja, são forças paralelas ao aparato de proteção do Estado.
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No início de 2014, está prevista para entrar na pauta do Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação declaratória de constitucionalidade que vai limitar as atribuições administrativas da polícia e transformar em crime as ações informais de investigação e repressão realizadas por essas equipes de segurança do Congresso. Na ação, relatada pela ministra Cármen Lúcia, a PGR argumenta que investigações criminais sempre atingem direitos fundamentais dos cidadãos. Por isso, apenas órgãos públicos que estejam formalmente submetidos à fiscalização do Ministério Público podem conduzir inquéritos. “À Polícia Federal é reservada, com exclusividade, a função de polícia judiciária da União”, diz a PGR. Pelas atitudes de Renan e seus colegas, e considerando o início de um ano eleitoral que promete muitos embates, a regulamentação das atividades da Polícia Legislativa é não só urgente como imprescindível para a garantia do equilíbrio democrático.  
fotos: Adriano Machado/AG. ISTOÉ; Alan Marques/Folhapress

INTERVENÇÃO FEDERAL SERIA A SOLUÇÃO PARA SISTEMA PRISIONAL NO MARANHÃO. MAS O PT NÃO PODE DESAGRADAR A SARNEY.

                                                                                                                        Foto: Circuito MatoGrosso



Do Estado de S.Paulo (aqui):



BRASÍLIA - O Ministério Justiça ofereceu neste domingo, 5, ao governo do Maranhão vagas em presídios federais para receber presos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, que passa por uma onda de barbárie generalizada, com dezenas de mortes por decapitações, estrangulamentos. Foram 62 assassinatos do ano passado para cá - 2 em 2014. 
Trata-se de uma tentativa de ajudar o governo estadual a restabelecer a ordem dentro do maior complexo penitenciário do Estado. Caberá à governadora Roseana Sarney (PMDB) decidir se aceitará ou não o auxílio federal.
Caso a oferta seja aceita, Roseana deverá indicar os nomes dos presos que serão transferidos. Depois, a Secretaria Nacional de Segurança Pública fará uma pesquisa para verificar a disponibilidade de vagas e a conveniência para receber esses presos entre os quatro presídios federais, localizados em Mossoró (RN), Campo Grande (MS), Catanduva (PR) e Porto Velho (RO).
Após decidido o destino dos condenados, o Departamento Penitenciário Nacional (Depen), com o apoio da Polícia Federal, se encarregam de fazer as transferências. De acordo com informações do Ministério da Justiça, advogados dos presos não podem se opor à mudança de endereço, sendo esta uma decisão administrativa da governadora. Se forem para algum dos presídios federais estarão sob regime de segurança máxima: ficarão em celas isoladas, com direito a apenas uma hora de banho de sol por dia.
Ataques
A crise no sistema carcerário no Maranhão ganhou as ruas desde o fim da semana. Bandidos queimaram cinco ônibus e atacaram duas delegacias. Eles jogaram gasolina e atearam fogo nos coletivos enquanto os passageiros ainda estavam nos veículos. A ação, na sexta-feira, deixou feridos graves. Entre as vítimas estão duas crianças.
A ordem para os ataques partiu de bandidos do Complexo Penitenciário de Pedrinhas. Essa nova onda de ataques seria uma reação ao fato de a PM, com o apoio da Força Nacional de Segurança, ter assumido o controle do Presídio de Pedrinhas. A medida foi uma reação do governo aos assassinatos na cadeia. Na manhã deste domingo, 5, a Secretária de Segurança Pública do Maranhão (SSP-MA) apresentou oito acusados de planejar, coordenar e executar os ataques registrados neste final de semana.
A governadora Roseana Sarney tem até esta segunda-feira, 6, para prestar informações ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre as providências tomadas para evitar novas mortes no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís.

GAROTINHO DIZ QUE MATÉRIA DA FOLHA DE S.PAULO "NÃO É DESONESTA MAS COMETE ERROS"

O deputado Garotinho (PR-RJ), postou nota em seu Blog hoje à tarde, sobre matéria publicada na edição deste domingo da Folha de S.Paulo (post abaixo). Além de reproduzir a matéria da Folha, que aliás foi uma ótima peça para suas campanhas (a religiosa e a política, que, acho eu, são uma só) Garotinho ressalta que a matéria contém enganos, mas "não é desonesta como as que o Globo publica".
Confira:


Os leitores deste blog, mesmo aqueles que não concordam comigo, sabem muito bem que eu não sou como a maioria dos políticos que diante de uma matéria negativa se escondem, não são encontrados para comentar, querem deixar que o assunto seja esquecido para evitar mais polêmica. Comigo é diferente, não deixo nada sem resposta, até porque pra mim vale o ditado: "Quem não deve não teme". Por isso faço questão de reproduzir a reportagem publicada hoje na Folha de S.Paulo, para em seguida fazer alguns esclarecimentos e mostrar os equívocos.

A matéria publicada na Folha de S.Paulo, assinada pelo jornalista Bernardo Mello Franco, não é desonesta como as que o Globo publica sempre tentando me atingir. Mas comete erros como vou mostrar agora.

A matéria insinua que a rede de oração do programa Palavra de Paz, que apresento desde 1999, tem objetivos eleitorais. Muita ingenuidade do jornalista, achar que existe algum evangélico no Rio de Janeiro que não sabe qual é a minha religião. Porém ficou evidenciado pelo próprio material que o jornal mostrou que não há nenhuma conotação política, e não vejo qual o problema de pedir que as pessoas orem umas pelas outras. A frase: "Eu oro por você e você ora por mim" é usada desde 1999, é como uma marca registrada que simboliza o espírito cristão, todos orando por todos.

A confusão da matéria começa agora e vou explicar a vocês

Como todos sabem sou radialista há 35 anos e além do programa Palavra de Paz apresento também o programa Fala Garotinho, um programa de variedades com participação de ouvintes, matérias de jornais e sorteio de prêmios.

Além do mais, digam qual o programa de rádio que não distribui camisetas e brindes?

Ao dizer que critiquei Pezão e Sérgio Côrtes, ex-secretário de Cabral, a reportagem dá a entender que fiz isso no programa Palavra de Paz, que não tem nenhum conteúdo jornalístico, é apenas de cunho espiritual, ao contrário do programa Fala Garotinho onde comento as notícias. As críticas foram feitas no Fala Garotinho e estavam dentro do contexto das manchetes do jornais. Uma delas dizia que Sérgio Cabral havia exonerado Sérgio Côrtes e eu disse, o que aliás, já falei aqui nosso blog, "Este 171 está indo embora sem explicar como comprou a cobertura da Lagoa e as maracutaias da saúde. Já vai tarde Sérgio Côrtes" e complementei: "Pena que o governador não teve coragem de demiti-lo, você pediu pra sair.". A crítica a Cabral e Pezão era a respeito de uma matéria que estava na própria Folha de S. Paulo sobre o atraso das obras de recuperação da Região Serrana. Minhas palavras foram: "Três anos e o povo continua esperando as casas prometidas. O dinheiro saiu de Brasília e chegou nos cofres do Estado, mas as casas sumiram. O administrador dessa confusão tem nome, o nome do homem é Pezão, mas estão dizendo que é Mãozão porque o dinheiro desapareceu". Também critiquei Eduardo Paes pela fila do xixi, mas isso infelizmente ele não colocou na matéria, assim como falei dos cachês diferenciados para os "globais" Carlinhos Brown e Lula Santos, mas isso também não foi publicado.

Diferente do Palavra de Paz, o Fala Garotinho é uma leitura do que está noticiado na mídia com a participação dos ouvintes, não há qualquer pedido de votos ou campanha eleitoral antecipada como quis insinuar o repórter da Folha.

Bem, se ele acha que essa exposição no rádio me dá votos, o que dizer das inúmeras e sucessivas aparições de Pezão nos telejornais da Globo? Por que ele não sobe então nas pesquisas?

A minha profissão é radialista e sempre me sustentei com esse trabalho, afinal ao contrário de outros não usei a política para enriquecer, tanto assim que em 2007 quando Rosinha deixou o governo, e ambos não tínhamos nenhum cargo público, continuei fazendo programas de rádio e deles tirando o sustento da minha família.

Frise-se que é bem diferente de Pezão e Lindbergh que nunca foram radialistas e compram horários para falarem em programas de rádio visando as eleições.

A matéria mistura verdades com inverdades e acaba confundindo o leitor, aliás, o objetivo implícito é tentar reforçar a idéia de que misturo política com religião, o que não faço, nunca fiz e repudio.

EU ORO E VOCÊ VOTA

Da Folha de S.Paulo de hoje (aqui):

05/01/2014 - 03h24

Garotinho cadastra eleitores evangélicos e distribui kits


BERNARDO MELLO FRANCO
DO RIO
"Ficamos combinados assim: eu oro por você e você ora por mim." Este é o lema da rede montada pelo deputado Anthony Garotinho (PR-RJ) para se fortalecer no eleitorado evangélico no Rio.
Líder nas pesquisas para a disputa do governo do Estado, ele começou a organizar um cadastro para distribuir brindes aos fiéis que ouvem seus programas de rádio.
Cada inscrito ganha um kit com livro, camiseta e carteirinha personalizada com a foto do ex-governador. O pacote, enviado de graça pelo correio, inclui uma carta de boas-vindas assinada pelo "Irmão Garotinho".
"A oração é a chave que move o coração de Deus. Creia nisso!", pede o deputado na mensagem aos fiéis.
O formulário deixa claro que só pode se inscrever quem tem domicílio no Rio, onde Garotinho disputará eleição daqui a nove meses.
Estado com o menor percentual de católicos do país (45,8%), o Rio vive uma batalha pela preferência dos evangélicos, que somam cerca de um terço do eleitorado.
Eles são a principal aposta do deputado para voltar ao poder. Há oito anos ele apoiou a eleição do governador Sérgio Cabral (PMDB), mas os dois romperam pouco depois da posse.
A Folha fez um cadastro no site de Garotinho e recebeu o kit "Palavra de Paz", na última quinta-feira, dia 2. A carteirinha identifica o fiel com nome, cidade, bairro e igreja que frequenta.
Seu portador é nomeado "intercessor" das orações do pré-candidato ao governo.
Garotinho também investe no rádio para reforçar o laço com o eleitor e atacar seus adversários. Passa duas horas por dia no ar em emissoras AM. Seu programa de maior audiência mistura orações e sorteio de presentes como geladeira e máquina de lavar.

Irmão Garotinho

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Reprodução
 
Carteirinha de participante da "Rede de Intercessores", encabeçada por Anthony Garotinho
A programação é temperada com ataques a Cabral e seus aliados. Anteontem o principal alvo foi o vice-governador Luiz Fernando Pezão, pré-candidato do PMDB ao Palácio Guanabara.
"O nome do homem é Pezão, mas estão dizendo que é Mãozão, porque o dinheiro sumiu", disse Garotinho.
Ele também chamou de "171" (artigo do Código Penal para estelionato) o ex-secretário estadual Sérgio Côrtes (Saúde), que deixou o governo Cabral nesta semana.
Mas a tarefa de lembrar que o âncora será candidato é deixada aos ouvintes. "Só tenho muito a agradecer ao senhor. Que Deus o ilumine, e que seja o nosso governador em breve", disse anteontem uma mulher identificada como Sandra de Carvalho. "Isso é se Deus quiser", respondeu o deputado.
No ano passado, o Ministério Público ofereceu cinco denúncias contra Garotinho por propaganda antecipada. Nenhuma delas tratou do kit ou dos programas de rádio.
Ele lidera a corrida ao governo com 21% das intenções de voto no Datafolha.
OUTRO LADO
Procurado, Garotinho negou que o cadastro de fiéis tenha finalidade eleitoral. Ele disse que a rede foi montada há um mês e conta até agora com 3.000 integrantes.
"Isso não tem nada a ver com campanha, e o livro que eu envio não tem nenhuma conotação política."
O deputado se disse surpreso com o fato de o cadastro só aceitar evangélicos com domicílio no Rio: "Não é minha orientação. Deve ter havido um problema quando fizeram o formulário". Ele também negou que faça campanha antecipada no rádio: "Não posso controlar os ouvintes".
"A lei diz que eu não posso pedir voto. Se a ouvinte diz que espera que eu seja governador, o que eu vou responder? Que eu não quero?" 

Veja também nos Blogs do Zé Paes, Luciana Portinho, Estou Procurando o que Fazer, Cláudio Andrade e Sociedade Blog

Do Blog:

Quem quiser ser um intercessor ou conhecer melhor a campanha, clique aqui ou na imagem abaixo:

 

DEPOIS DA CEIA...

Da Folha 2 (capa) Folha da Manhã de hoje, matéria de Talita Barros:

Exonerado por quê?


"Fui apanhado de surpresa. Ao longo dos últimos meses não havia qualquer indicativo de mudança na cultura. Passei o Natal na casa de Rosinha e Anthony, como faço há mais de 30 anos, e nada foi dito. Desconfio de que o motivo para a exoneração tenha sido o caso da peça do Nelson Rodrigues, que foi cancelada. Foi um desgaste muito grande para a prefeita, mas dizer que Rosinha é censora não condiz com a verdade. Por isso, quero conversar com a prefeita. Quero saber se cometi algum erro, porque parece que fui submetido a um teste e não fui aprovado".
João Vicente Alvarenga

Matéria na íntegra aqui.


Da página de João Vicente no Facebook:


BELA ISCHIA GARANTE QUE NÃO HÁ RISCO AMBIENTAL

Em contato com o Blog, por e-mail, a assessoria da Bela Ischia", empresa de sucos da qual uma barragem de contenção de resíduos estaria ameaçada de romper, conforme publicado aqui, explicou que todas as providências já teriam sido tomadas e que "não há risco de poluição dos rios próximos.
Abaixo a nota:


'A Bela Ischia informa que a estrutura que apresentou possível rompimento se trata de um tanque de equalização, que faz parte de um sistema de tratamento de efluentes da empresa e não de barragem de contenção de rejeitos, nem de produtos químicos, como foi mencionado, não havendo, portanto, risco de poluição dos rios próximos em caso de rompimento. A empresa esclarece que o tanque já está sendo esvaziado e o efluente direcionado para tratamento nas demais etapas do sistema.
No último dia 02 de janeiro, assim que percebeu a possibilidade de rompimento, devido a obras do terreno vizinho, a Bela Ischia chamou a Defesa Civil e os demais órgãos pertinentes, que certificaram que não há nenhum risco ao meio ambiente e constataram a eficiência do sistema de tratamento da empresa.'