Do G1:
A família de Santiago Ilídio Andrade, da TV Bandeirantes, doará os órgãos do cinegrafista, segundo familiares. Santiago teve morte cerebral
nesta segunda-feira (10), segundo a Secretaria Municipal de Saúde. Ele
foi atingido na cabeça por um rojão na quinta-feira (6), quando
registrava o confronto entre manifestantes e policiais durante protesto
contra o aumento da passagem de ônibus, no Centro do Rio.
Andrade sofreu afundamento do crânio e foi submetido a uma cirurgia
após ser levado para o Hospital Souza Aguiar, também no Centro. Desde
então, estava em coma induzido no CTI da unidade.
POLÍCIA JÁ SABE QUEM ATIROU O ARTEFATO QUE MATOU O CINEGRAFISTA
O delegado Maurício Luciano vai pedir nesta segunda-feira (10) a prisão
do homem responsável por lançar o rojão que atingiu o cinegrafista
Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, durante a cobertura do protesto
contra o aumento das passagens de ônibus no Centro do Rio na
quinta-feira (6). A informação é da assessoria de imprensa da Polícia
Civil. A identidade do homem não havia sido divulgada até as 19h30.
Maurício Luciano levou uma foto do homem que lançou o rojão até Fábio
Raposo, que está preso após admitir ter passado o artefato ao suspeito.
No Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, Zona Oeste do Rio,
Raposo reconheceu o autor do disparo.
Matérias na íntegra: aqui
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
MORREU VIRGINIA LANE, AOS 93 ANOS
Reprodução
Virginia Lane estava com 93 anos
Nascida Virginia Giacone em 1920, no Flamengo, Virgínia chegou a cursar o primeiro ano de Direito – mas a atração pelos palcos falaria mais alto. Atração que ela desenvolveu desde cedo, na Escola de Bailados do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde estudou com a lendária Maria Olenewa.
A estreia profissional seria aos 15 anos, no Cassino da Urca, para onde foi levada pelo maestro Vicente Paiva – e foi ele também quem a introduziria no plantel da Rádio Mayrink Veiga. Do Rio, ela seguiria para Buenos Aires, onde atuaria por três anos. Em 1946, lançou o primeiro disco, pelo selo Continental, no qual interpretava a marcha Maria Rosa e o samba Amei Demais. Dois anos depois, voltaria ao Rio e, depois de assinar um contrato com Walter Pinto, trabalhou durante cinco anos na revista Um Milhão de Mulheres e em outros espetáculos do Teatro Carlos Gomes e do Teatro Recreio.
Do Estadão (aqui).
GOVERNADOR DE MINAS HOJE NO RODA VIVA

O Roda Viva recebe nesta segunda-feira (10/2) o governador de Minas Gerais Antônio Anastasia. Ele fala, entre outros assuntos, das mudanças no quadro partidário nacional, de eleições e de sua administração à frente do governo mineiro. Apresentado pelo jornalista Augusto Nunes, o programa vai ao ar às 22h, ao vivo, na TV Cultura.
Político, professor e advogado, Anastasia, do PSDB, foi vice-governador de Aécio Neves até 2010. Na sequência, assumiu o cargo executivo e, nas eleições do mesmo ano, reelegeu-se governador com mais de 6 milhões de votos. Iniciou sua trajetória na administração pública em 1991, como secretário-adjunto de Planejamento e Coordenação Geral do então governador Hélio Garcia. Em 1994, já assumia as funções de secretário de Estado da Cultura e de Recursos Humanos e Administração. Anastasia trabalhou também no governo federal como secretário-executivo do Ministério do Trabalho e, depois, no Ministério da Justiça.
Em janeiro, ganhou repercussão a declaração de Aécio Neves anunciando um possível afastamento de Anastasia do governo de Minas para disputar uma vaga no Senado.
O Roda Viva conta com jornalistas, críticos e especialistas em sua bancada de entrevistadores. A atração ainda tem a participação fixa do cartunista Paulo Caruso.
Da TV Cultura
VEREADORES NO MP PARA INVESTIGAR OBRA DA PMCG PAGA E INACABADA
Hoje,
10/02, protocolamos no Ministério Público Estadual uma Representação em
face da Prefeitura apresentando uma denúncia que recebemos com relação a
construção de uma Escola de Educação Infantil no Jardim Ceasa. Tal
denúncia aponta para um possível pagamento de mais de 90% da construção,
enquanto que nem metade da obra foi concluída ainda, sem deixar de
dizer que a mesma se encontra paralisada. Vale
informar que moradores desta localidade disseram que nada acontece com
essa obra há aproximadamente três meses, servindo o local apenas para
usuários de drogas e proliferação do mosquito da dengue. Estamos
cumprindo com os nossos deveres de fiscalizar e zelar pela boa e
responsável aplicação dos recursos públicos de Campos.
Da página do vereador Rafael Diniz no Facebook.
ANTT ALIVIA PREJUÍZO DA AUTOPISTA E LIBERA REAJUSTE DO PEDÁGIO
Proibida por decisão da 1ª Vara Civil de Campos de cobrar pedágio nas duas praças do município há cerca de um mês, a Autopista Fluminense ganhou da ANTT um reajuste de R$ 0,10 (passa de R$ 3,30 para R$ a partir de sexta-feira). O novo valor será cobrado nos outros três pontos de cobrança entre a Ponte Rio-Niterói e divisa com o Espírito Santo, que é o trecho sob concessão da Autopista.
Enquanto isso, aguarda-se o desenrolar da ação movida pelo Ministério Público Estadual e que redundou na liminar suspendendo a cobrança do pedágio porque, com a entrada da mesma ANTT na demanda, o processo foi deslocado para a Vara Federal de Campos, onde nos próximos dias a liminar será confirmada ou cassada.
veja abaixo a nota do Blog Ponto de Vista, de Christiano Abreu Barbosa (aqui), sobre o aumento da tarifa do pedágio:
Por Christiano, em 10-02-2014 - 15h21
A
ANTT aprovou hoje o reajuste de 3,03% nas tarifas de pedágio da BR-101
em trechos de concessão da Autopista Fluminense. O valor passará de R$
3,30 para R$ 3,40, a partir de 14 de fevereiro. A ANTT é a mesma que
entrou como terceiro interessado na ação que suspendeu a cobrança de
pedágio nas duas praças localizadas em Campos, deslocando o processo
da justiça estadual para federal.
Engraçado é que em decisões que favorecem
a Autopista Fluminense a ANTT é sempre competente e célere. Já para
proteger os usuários da rodovia, contribuintes que sustentam a estrutura
ineficiente do governo federal do qual ela faz parte, a incompetência
chega às raias do absurdo, com a omissão diante do péssimo serviço
prestado.
Fonte: O Globo
GASTANÇA DA SEMANA
Foto:Rodolfo Lins/Portal Secom/PMCG/Divulgação
![]() |
| O "tremendão" Erasmo Carlos no camarim com o deputado Garotinho e a prefeita Rosinha antes do show de sábado |
ERASMO CARLOS R$ 42.075, 00 Farol palco oficial - 08/02
TEATRO MÁGICO R$ 38.296, 00 Farol Lagamar 07/02
FERNANDA ABREU R$ 34.750, 00 vai cantar dia 14/02 no Lagamar/Farol
DA GHAMA R$ 42.000, 00 FAROL 06/02
Os valores são referentes apenas aos cachês dos artistas, sem computar transportes, hospedagem, buffet, sonorização, segurança...
Atualizado às 15h50 para postar ilustração corrigir a informação do show de Fernanda Abreu, conforme consta na programação oficial (aqui)
domingo, 9 de fevereiro de 2014
TIROTEIO NO FAROL: HOMEM DE 58 ANOS QUE VIA PASSAGEM DO TRIO COM A FAMÍLIA É A VÍTIMA FATAL
Do portal Campos 24h (aqui):
apresentação do trio elétrico

Farol: Um idoso foi assassinado e dois rapazes foram baleados no final da apresentação do trio elétrico, próximo ao camping. Segundo a polícia, José Roberto Ribeiro Rangel, de 58 anos, que morava em Poço Gordo e estava com a família acompanhando o trio, foi atingido na cabeça e morreu quando era atendido no posto médico da praia. Os rapazes baleados foram: Thiago da Conceição Moço, de 22 anos(atingido no abdômen e perna direita), morador em Goitacazes, e Adriano Peixoto Ribeiro, 25 anos(atingido nas duas pernas) residente no bairro Rádio Velho, em Farol. Eles foram levados para o Hospital Ferreira Machado(HFM).
A polícia informou que tudo leva a crer que a motivação foi uma briga de gangues rivais. Um homem integrante de uma delas chegou atirando no meio da multidão que estava no trio. Um rapaz que era alvo foi perseguido pelo atirador e entrou em uma casa. Durante a perseguição, foram feitos vários disparos.
A equipe do Campos 24 Horas localizou o filho do idoso que foi assassinado. Abalado, ele estava no posto médico aguardando a remoção do corpo do pai.”Nós só vimos um cara atirando para todos os lados. Quando olhamos, meu pai já estava caído e sangrando”, disse.
A praia registrou um movimento que talvez foi o maior do verão. Um policial revelou à equipe do Campos 24 Horas que até as equipes da PM ficaram impressionadas com tanta gente . “A apresentação do primeiro trio foi tranquila. Já na segunda apresentação, eu nunca vi tanta gente,”, disse um policial, cuja identificação não vamos revelar.
O outro caso ocorreu no Parque Aurora. Uma mulher que estava em um veículo HB20 baleou um homem na praça do bairro. O homem chegou a ser socorrido, mas morreu ao dar entrada no Hospital Ferreira Machado(HFM). A identificação da vítima ainda não foi divulgada.
TIROTEIO NO FAROL: PÂNICO E INFORMAÇÕES AINDA DESENCONTRADAS
Do portal Ururau (aqui):
Um homem morreu e dois foram baleados na praia do Farol de São Tomé no final da tarde deste domingo (09/02). Segundo a Polícia Militar, um idoso morreu ao dar entrada na Unidade Básica de Saúde de Farol e outros dois homens foram socorridos e encaminhados ao Hospital Ferreira Machado, em Campos.
O tumulto aconteceu durante a passagem do trio elétrico, próximo ao Camping. Internautas contaram que ouviram vários disparos e que as pessoas começaram a correr para todos os lados, e o trio parou. Uma pessoa que estava próxima ao senhor que foi baleado e acabou morrendo disse que acredita que o grupo de homens armados tentou assaltar o idoso, mas a Polícia ainda não confirma essa versão. Nas redes sociais, veranistas postaram várias fotos do tumulto.
* Mais informações em instantes. A foto foi extraída do Facebook de Mônika Ribeiro.
Dois baleados e um morto a tiros na passagem do trio no Farol
Reprodução/Facebook
Pessoas ficaram apavoradas e houve muita correria na orla
Um homem morreu e dois foram baleados na praia do Farol de São Tomé no final da tarde deste domingo (09/02). Segundo a Polícia Militar, um idoso morreu ao dar entrada na Unidade Básica de Saúde de Farol e outros dois homens foram socorridos e encaminhados ao Hospital Ferreira Machado, em Campos.
O tumulto aconteceu durante a passagem do trio elétrico, próximo ao Camping. Internautas contaram que ouviram vários disparos e que as pessoas começaram a correr para todos os lados, e o trio parou. Uma pessoa que estava próxima ao senhor que foi baleado e acabou morrendo disse que acredita que o grupo de homens armados tentou assaltar o idoso, mas a Polícia ainda não confirma essa versão. Nas redes sociais, veranistas postaram várias fotos do tumulto.
* Mais informações em instantes. A foto foi extraída do Facebook de Mônika Ribeiro.
FAROL DE SÃO THOMÉ: SOBE PARA DOIS O NÚMERO DE MORTOS NO TIROTEIO NO TRIO ELÉTRICO
Da Folha on line (aqui):
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em tiroteio durante a passagem do trio elétrico no Farol de São Thomé, na noite deste domingo. Um dos mortos é um idoso de cerca de 60 anos. De acordo com a Polícia Militar, o tumulto aconteceu próximo ao camping. Os dois feridos foram socorridos por ambulâncias da Prefeitura de Campos e encaminhadas ao Hospital Ferreira Machado (HFM). Na confusão, várias pessoas passaram mal e também precisaram ser socorridas
Duas pessoas morreram e outras duas ficaram feridas em tiroteio durante a passagem do trio elétrico no Farol de São Thomé, na noite deste domingo. Um dos mortos é um idoso de cerca de 60 anos. De acordo com a Polícia Militar, o tumulto aconteceu próximo ao camping. Os dois feridos foram socorridos por ambulâncias da Prefeitura de Campos e encaminhadas ao Hospital Ferreira Machado (HFM). Na confusão, várias pessoas passaram mal e também precisaram ser socorridas
A REDE DE INTRIGAS DE GAROTINHO
Da Revista ÉPOCA (AQUI):
Anthony Garotinho e a tentativa de sabotar a pacificação nos morros
O assassinato de uma policial na semana passada no Rio de Janeiro foi parte de uma reação do crime, que se junta à atuação de políticos que sabotam a paz
HUDSON CORRÊA E RAPHAEL GOMIDE, COM ANA LUIZA CARDOSO
07/02/2014 20h57
- Atualizado em
07/02/2014 21h28

Em verdadeiras operações de guerra, com tanques da Marinha e militares
do Exército, o poder público retomou o controle de favelas cariocas
dominadas por criminosos. De 2008 até hoje, foram reconquistadas 252
comunidades, onde vive 1,5 milhão de pessoas. Antes dessas ações, as
áreas eram territórios de traficantes e milicianos, que desfilavam com
fuzis e metralhadoras na mão. Para evitar que a bandidagem voltasse ao
poder, o governo do Rio de Janeiro instalou Unidades de Polícia Pacificadora
(UPPs) nos principais morros retomados. Já há 36 UPPs com 9 mil
policiais militares. Nestes seis anos, os homicídios diminuíram 65% nas
comunidades ocupadas. Apesar das batalhas vitoriosas, a guerra não está
ganha. Há muitas favelas para ocupar e, mesmo nas comunidades já
retomadas, os bandidos ainda sonham em reconquistar os territórios
perdidos. Mais recentemente, os criminosos passaram a adotar a tática de
guerrilha. Em ataques-relâmpago contra as UPPs, disparam tiros de
fuzil, granadas e coquetéis molotov.
As autoridades já esperavam essas dificuldades. A surpresa são os novos inimigos: os sabotadores da pacificação. O objetivo desse grupo também é territorial, mas no campo político. Suas armas são as ameaças, a perseguição, a produção de dossiês e uma série de outros artifícios para instalar o medo na população e desacreditar a segurança pública. Esses agentes do subterrâneo têm endereço conhecido e comando estabelecido. Eles operam num bunker na Rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Na liderança do grupo, estão o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins.
Pré-candidato a governador do Rio de Janeiro, Estado que já administrou
de 1999 a 2002, Garotinho chama a ação nas favelas de “farsa da
pacificação”. Seu objetivo é minar a administração de Sérgio Cabral,
seu principal adversário político, e atacar sua maior conquista, o
programa das UPPs, que reduziu os homicídios na capital em 48%. Se a
coisa ficasse apenas no plano eleitoral, seria do jogo. Mas Garotinho
extrapolou. Por meio de seu blog, ele divulga dossiês contra o
secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame.
A torrente de acusações foi tamanha que, no ano passado, Beltrame
entrou com uma queixa no Supremo Tribunal Federal. Na ação judicial,
Beltrame afirma que os ataques contra ele ameaçam sua credibilidade e
reputação diante da polícia. “O blog é um permanente corpo de delito”,
diz a queixa ao STF.As autoridades já esperavam essas dificuldades. A surpresa são os novos inimigos: os sabotadores da pacificação. O objetivo desse grupo também é territorial, mas no campo político. Suas armas são as ameaças, a perseguição, a produção de dossiês e uma série de outros artifícios para instalar o medo na população e desacreditar a segurança pública. Esses agentes do subterrâneo têm endereço conhecido e comando estabelecido. Eles operam num bunker na Rua Senador Dantas, no centro do Rio de Janeiro. Na liderança do grupo, estão o ex-governador Anthony Garotinho e o ex-chefe da Polícia Civil Álvaro Lins.

Nem todo o material reunido pela equipe do bunker vai para o blog. Boa parte alimenta a rede de intrigas de Garotinho. Dossiês, como os produzidos contra Beltrame, exigem o trabalho subterrâneo de arapongagem. É a missão de ex-policiais que trabalham no bunker, demitidos por corrupção ou aposentados. Eles são ligados ao ex-delegado Álvaro Lins, chefe da Polícia Civil entre os anos de 2000 e 2006 nos governos do casal Garotinho e Rosinha Matheus. Acusado de lavagem de dinheiro, corrupção e formação de quadrilha armada, Lins foi condenado pela Justiça Federal a 28 anos de prisão em 2010. O Ministério Público Federal diz que, na época em que chefiava a polícia, ele protegia a máfia dos jogos caça-níqueis. No mesmo processo, Garotinho amargou uma pena de dois anos e seis meses por formação de quadrilha. O recurso contra a sentença será julgado pelo Supremo Tribunal Federal.
Mesmo depois de ter deixado o governo varado de denúncias, Lins nunca se afastou de Garotinho. Mantém até hoje uma relação de subordinação a ele. Os dois respondem a um inquérito por compra de votos nas eleições de 2006. Na ocasião, a Polícia Federal interceptou diversos diálogos entre eles. Numa das conversas – inéditas até hoje e às quais ÉPOCA teve acesso –, Lins se refere a Garotinho como “chefe” (ouça os áudios abaixo). Segundo a Procuradoria-Geral da República, Garotinho, Lins e o deputado estadual Geraldo Pudim tramaram um esquema de corrupção eleitoral. O governo de Rosinha Garotinho, mulher de Garotinho, e então governadora, se comprometeria a convocar 1.774 aprovados no concurso público para investigador da Polícia Civil. Antes da convocação, porém, os concursados teriam de trabalhar como cabos eleitorais, pedindo votos. Naquela época, Lins era candidato a deputado estadual, e Pudim concorria a uma cadeira na Câmara Federal.
Em outubro de 2011, Lins mais uma vez seguiu Garotinho, cerrando fileira no PR. Na mesma época, passou a frequentar uma empresa de auditoria e investigação chamada Acarpi, cujo endereço fica num prédio discreto no centro do Rio de Janeiro. Os corredores sem movimento dão a impressão de que as salas estão vazias. O dono da empresa, o ex-policial e advogado Carlos Azeredo, trabalha a todo vapor para atazanar a vida de Beltrame e a cúpula da Secretaria de Segurança Pública, movendo processos judiciais. Azeredo é filiado ao PR, partido de Garotinho, desde agosto de 2011.
Procurado por ÉPOCA, Lins disse que conversa com Garotinho apenas para tratar de processos judiciais. Ele afirma ainda que a sentença de 28 anos de prisão e a acusação de compra de votos foram motivadas por dossiês de delegados da Polícia Civil. “Não há ninguém contra a pacificação, mas existem pessoas contra o preço pago para promover isso”, disse Lins. O advogado Carlos Azeredo diz que Lins apenas frequenta seu escritório. “Sou advogado, e não informante do Garotinho”, afirma Azeredo. A assessoria de Garotinho informou que não conseguiu falar com ele.

Marcos também mantinha uma atuação política até ser preso. Nas eleições de 2010, subiu ao palanque de Garotinho. Dois anos depois, recebeu adesão de Lins, que se declarou um “soldado da igreja” de Marcos. No ano passado, Marcos recorreu à Justiça para ser transferido para uma prisão especial. O pedido foi apresentado pelo advogado Carlos Azeredo, o mesmo da empresa de investigação que atazana a vida de Beltrame com processos judiciais.
Também captado nas escutas de 2006, o deputado Geraldo Pudim aparece hoje em outra frente. Um funcionário de seu gabinete, na Assembleia Legislativa, é suspeito de recrutar manifestantes para os protestos de rua de junho. Sebastião Rodrigues Machado Junior, conhecido como Nayt, é assessor parlamentar com um salário de R$ 8 mil. Ele também integra a direção estadual do partido de Garotinho. (O deputado Pudim afirma que seu assessor sofreu uma armação da delegacia que apura violência nos protestos de rua.) Os protestos contra o governador Sérgio Cabral terminaram em atos de quebra-quebra e confronto com a polícia. A Polícia Militar foi acusada de agir com violência. O desgaste levou à queda do comandante-geral, coronel Erir Ribeiro, em agosto passado, e teve impacto direto na pacificação – obrigada a policiar os protestos, a PM reduziu suas atividades nas UPPs.
O contra-ataque dos criminosos
Os ataques de bandidos às UPPs aumentaram a partir de maio do ano passado, após uma dura afronta ao secretário de Segurança Pública. Na manhã de um domingo, a ONG AfroReggae organizou uma corrida pela paz no complexo de favelas do Alemão, na Zona Norte. Beltrame estava na largada, quando rajadas de tiros foram disparadas numa comunidade próxima. Parte dos corredores se jogou ao chão.

Em janeiro, ÉPOCA foi ao Parque Proletário, no Complexo da Penha. Instalados dentro de um contêiner numa rua com intenso trânsito de pessoas, ônibus e motos, os policiais pareciam acuados. No domingo passado, bandidos armados de fuzis passaram de carro e dispararam contra o mesmo contêiner. A policial Alda Castilho, de 26 anos, morreu com um tiro nas costas. A bandidagem leva vantagem por dominar o terreno e aproveitar-se dos becos e escadarias, que impedem o uso de motos no patrulhamento. Em fuga, invadem casas para se esconder.
“Os traficantes conhecem a favela, entram em qualquer buraco. E o morador fica em silêncio. Claro, não é maluco”, diz a major Pricilla Azevedo, comandante da UPP na Rocinha, na Zona Sul, onde ocorrem tiroteios frequentemente. A situação piorou em abril passado, quando nove traficantes presos no cerco ao Hotel Intercontinental, em 2010, foram soltos e voltaram à favela, contribuindo para desestabilizá-la. Na semana passada, a PM reagiu. Matou seis suspeitos e apreendeu quatro fuzis no Morro do Juramento, na Zona Norte. Chefes da maior facção criminosa do tráfico estão por trás das ações contra as UPPs, segundo a Secretaria de Segurança.
Ao mesmo tempo que enfrenta a sabotagem política e criminosa, a pacificação sofre com debilidades próprias, no âmbito da segurança pública. A ampliação das manifestações de 2013 e a mudança do comando da PM, em agosto, resultaram na franca redução de operações nas áreas ocupadas. O novo comando-geral optou por uma nova linha estratégica: consolidar as áreas e diminuir o ritmo de ocupações e ações – uma decisão também política, para evitar conflitos em ano de eleições. Foi na gestão anterior da PM, do coronel Erir Ribeiro, que as UPPs mais avançaram: em 22 meses, foram inauguradas 17 das 36 UPPs, entre elas as mais complexas e perigosas – como Rocinha e as cinco no conjunto Alemão/Penha. Nos seis meses da nova gestão, apenas três unidades foram inauguradas. No fim de janeiro, Beltrame anunciou que as próximas bases serão na Baixada Fluminense e em São Gonçalo. O plano prevê que se chegue a 40 UPPs até o fim do ano. Motivada pela migração dos criminosos para a Baixada, a decisão também tem caráter político, ao agradar a um eleitorado em que a oposição a Cabral é mais forte.
>> Crise de confiança na polícia do Rio de Janeiro
A PM continua a ser a face mais visível da pacificação. “A UPP só existe no âmbito da segurança. Essa ação não deveria ser protagonizada só pela polícia. Em outros países, a regra é contrária, a polícia é um apêndice, não protagonista do processo transformador”, disse a ÉPOCA o coronel Robson Rodrigues. Só em dezembro, após cinco anos, foram inauguradas as primeiras delegacias em favelas ocupadas, na Rocinha e no Alemão. Embora o programa tenha se inspirado em países onde a polícia cuida do ciclo completo (investigação/prevenção/autuação), no Rio só a PM atuava em UPP. “É a aberração do nosso sistema. A Polícia Civil não se sente parte, porque policiamento comunitário sempre foi atribuição da PM. São duas mulas mancas, que, juntas, não dão um cavalo”, diz o coronel Robson.
Um obstáculo para o sucesso do programa é a demora da chegada dos serviços públicos. Outra etapa importante da pacificação é a UPP Social, idealizada para integrar as comunidades e levar serviços como esgoto, água e luz. A responsabilidade é do governo Cabral. Sem engajamento das secretarias estaduais, há muito a fazer. Repassado para a prefeitura do Rio, o projeto é hoje gerido pelo Instituto Pereira Passos, que afirma estar presente em 34 comunidades. A prefeitura informou ter gastado R$ 300 milhões no principal programa, o Morar Carioca, e ter atendido 35 mil domicílios. Disse que inaugurou 46 creches em áreas de UPPs, regularizou 1.761 negócios e afirmou que o Programa de Saúde da Família atinge 100% de 12 das comunidades e 75% das restantes. O IPP reconhece que não avançou na coleta de lixo e no saneamento básico. O coordenador de Polícia Pacificadora, coronel Frederico Caldas, disse que o governo está empenhado em resolver a questão das “UPPs de lata” e firmou acordo para a prefeitura custear a construção das bases. Ele nega haver uma crise.
O Estado precisa estar presente em todas as áreas nessas comunidades, como em qualquer outra parte da cidade. Somente dessa forma será possível impedir a ação dos sabotadores, sejam eles criminosos armados ou políticos.
O "esqueminha" de campanha
Os garotos do concurso
SHOW DA GASTANÇA. E TEM GENTE QUE ACHA QUE É BARATO.
Da Folha da Manhã deste domingo, 09/02/14 - versão on line (aqui):
Show do milhão no governo rosa
Quanto a Prefeitura de Campos gastou este ano com shows musicais?
Para a oposição, que aponta uma espécie de “Show do Milhão”, muitos
mistérios precisam ser desvendados. Porém, mesmo sem revelar a soma, os
aliados da prefeita Rosinha (PR) garantem que “não existe gastança” e
que tudo “foi feito com transparência e cumprindo as exigências do
Tribunal de Contas do Estado”.
Durante os governos dos ex-prefeitos Arnaldo Vianna e Alexandre Mocaiber, uma das principais críticas da oposição, naquela época comandada por Anthony Matheus, era o valor destinado aos shows musicais e a falta de uma política cultural. Hoje, durante o governo Rosinha, quem jogava pedra virou vidraça. “O grupo que prometeu mudança parece estar repetindo práticas antigas. Em busca de transparência, protocolei na Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima um requerimento cobrando informações sobre os valores dos shows, palcos, iluminação, alimentação, som e banheiros químicos. O dinheiro é público e a população merece saber exatamente o valor do verão. Como sempre digo, transparência não é favor, é obrigação”, diz o vereador Rafael Diniz (PPS).
Em seu blog “Eu Penso que...”, o jornalista Ricardo André Vasconcelos publicou uma extensa lista com todos os artistas que se apresentaram somente no mês de janeiro. Ao todo, os gastos somente com cachês ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão. “Neste valor não estão incluídos aluguel de palcos, camarins, trios elétricos, serviços de buffet, transporte dos artistas, sonorização, filmagem e telões para os eventos”, frisou o jornalista Ricardo André.
O show mais caro até o momento foi o da banda Jammil e uma Noites (R$ 193 mil), que se apresentou na virada do ano. Um ano anos, em janeiro de2013, amesma banda se apresentou em Campos por um valor bem menor: R$ 80 mil. Porém, de acordo com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, o aumento tem explicação. “Em todo o país, em datas especiais, como Carnaval e Réveillon, os cachês dos artistas são cobradosem dobro. Emalguns casos, de acordo com o formato do show, esses cachês podem custar até três vezes mais”, disse Patrícia, que foi além. “Em Campos, hoje, todo o processo de contratação de artistas e shows é feito com transparência. Nós cumprimos todas as exigências do Tribunal de Contas do Estado, entre elas, que as empresas comprovem o valor de mercado dos artistas”, frisou.
Em recente pronunciamento na Câmara, o vereador Marcão (PT) criticou os altos gastos com festas. “Eu só faço festa na minha casa quando a Saúde e a Educação estão muito bem. Como podemos gastar milhões com festas tendo uma Saúde precária e uma Educação em último lugar no Ideb? Além disso, o setor de odontologia se encontra entregue as baratas”, questionou Marcão.
Cultura da “gastança” no governo Rosinha
Em entrevista concedida ao jornalista Aluysio Abreu Barbosa, publicada pela Folha da Manhã em setembro do ano passado, o jornalista Ricardo André Vasconcelos disparou: “Em Campos não existe uma política cultural. Existe só a política eleitoral. Tudo é feito de olho no eleitor. O foco é o voto e como fazer para conquistá-lo. Parece que Campos não tem cidadão, só eleitor”, afirmou.
Ricardo ainda foi além ao dizer que as ações culturais são mínimas. “Aqui e ali tem uma iniciativa ou outra, mas o forte, como já disse, são os eventos grandes e caros com utilização de grandes estruturas alugadas e para juntar gente. O governo Rosinha não desce do palco nunca. Cadê o programa de incentivo à leitura? Com o dinheiro de um show de Jorge e Matheus e outro de Maria Bethânia você compraria um caminhão para fazer uma biblioteca itinerante. Dois shows de Michel Teló garantiriam a sobrevivência, por mais de um ano, das centenárias bandas que estão à míngua. E a política de publicação de livros de autores campistas? Formação de plateias para teatro? Nada! Cinema itinerante? Nada! Então não temos política cultural. Cultura no governo Rosinha, só a da gastança”, completou.
Patrícia destaca o cuidado com valores
A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, abriu o coração durante participação em um programa de rádio na última semana. Ela comentou sobre as críticas que tem recebido e garantiu que não existem shows com preços fora do normal no município de Campos. “Tenho muito cuidado com os preços dos shows e a minha equipe também. Avaliamos diversas questões antes de fechar os eventos. E tudo isso é feito de forma transparente e dentro do que determina a Lei”, disse Patrícia.
Fundo de Cultura — Sobre o valor destinado ao Fundo de Cultura (R$ 176 mil) no Orçamento deste ano,
inferior ao show de uma única banda (Jammil R$ 193 mil), Patrícia Cordeiro comentou: “É bom deixar claro que este valor não está engessado. Existem também ações no sentido de buscar recursos federais para estimular a cultura em nossa cidade”, garantiu. Ela voltou a dizer que o show da banda Jammil e uma Noites teve um valor mais elevado por ter ocorrido na virada do ano. Ela informou que o empresário da banda vai se manifestar.
Município respira cultura, diz prefeita
Criticada em 2013 por conta dos gastos com shows e palcos, a prefeita Rosinha tem dito que a cidade vive um excelente momento. “Campos é uma cidade que respira cultura nos últimos anos”, afirmou Rosinha, exaltando a “Semana do Folclore” e a valorização dos bois pintadinhos. Rosinha citou, ainda, que outras ações na área cultural estão sendo desenvolvidas, como criação do Corpo de Baile, Coro e Orquestra Municipais, restauração do Solar Visconde de Araruama que, hoje, abriga o Museu Histórico de Campos. A prefeita também ressaltou a construção do fosso no Teatro Trianon e, ainda, valorização das Bandas de Garagem, através de concurso realizado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). “Também estamos recebendo vários cantores, que têm vindo se apresentar com a orquestra no Trianon. Enfim, estamos trabalhando a cultura como um todo”.
Na Câmara, a vereadora Linda Mara (Pros), fiel escudeira da prefeita, também tem dito que o governo não realiza apenas shows. Ela também afirmou que um dos avanços de 2013 é a busca por recursos federais que serão investidos em cultura.
“Rolo compressor” atropelou audiência
Em setembro do ano passado, o vereador Rafael Diniz apresentou requerimento solicitando uma audiência pública para debater a cultura. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que a Câmara de Campos recebesse não só os gestores da área cultural, mas também diversos artistas e formadores de opinião. O Legislativo, que já havia realizado audiências públicas sobre os mais variados temas, negou a audiência pública. O chamado “rolo compressor” governista votou contra, alegando que a oposição estava querendo politizar o debate. Após protestos dos vereadores oposicionistas, o presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), afirmou: “Quem tem maioria dita as pautas. A configuração política deste plenário foi definida pelo povo”, frisou.
Antes, em maio de 2013, os vereadores Rafael Diniz e Fred Machado (Solidariedade) apresentaram requerimento solicitando informações sobre o Carnaval fora de época realizado pela Prefeitura de Campos e que contou com a presença de escolas de samba do Rio de Janeiro. Porém, o pedido também foi atropelado pelo “rolo compressor”.
Alexandre BastosFotos: Folha da Manhã
Durante os governos dos ex-prefeitos Arnaldo Vianna e Alexandre Mocaiber, uma das principais críticas da oposição, naquela época comandada por Anthony Matheus, era o valor destinado aos shows musicais e a falta de uma política cultural. Hoje, durante o governo Rosinha, quem jogava pedra virou vidraça. “O grupo que prometeu mudança parece estar repetindo práticas antigas. Em busca de transparência, protocolei na Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima um requerimento cobrando informações sobre os valores dos shows, palcos, iluminação, alimentação, som e banheiros químicos. O dinheiro é público e a população merece saber exatamente o valor do verão. Como sempre digo, transparência não é favor, é obrigação”, diz o vereador Rafael Diniz (PPS).
Em seu blog “Eu Penso que...”, o jornalista Ricardo André Vasconcelos publicou uma extensa lista com todos os artistas que se apresentaram somente no mês de janeiro. Ao todo, os gastos somente com cachês ultrapassaram a marca de R$ 1 milhão. “Neste valor não estão incluídos aluguel de palcos, camarins, trios elétricos, serviços de buffet, transporte dos artistas, sonorização, filmagem e telões para os eventos”, frisou o jornalista Ricardo André.
O show mais caro até o momento foi o da banda Jammil e uma Noites (R$ 193 mil), que se apresentou na virada do ano. Um ano anos, em janeiro de2013, amesma banda se apresentou em Campos por um valor bem menor: R$ 80 mil. Porém, de acordo com a presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL), Patrícia Cordeiro, o aumento tem explicação. “Em todo o país, em datas especiais, como Carnaval e Réveillon, os cachês dos artistas são cobradosem dobro. Emalguns casos, de acordo com o formato do show, esses cachês podem custar até três vezes mais”, disse Patrícia, que foi além. “Em Campos, hoje, todo o processo de contratação de artistas e shows é feito com transparência. Nós cumprimos todas as exigências do Tribunal de Contas do Estado, entre elas, que as empresas comprovem o valor de mercado dos artistas”, frisou.
Em recente pronunciamento na Câmara, o vereador Marcão (PT) criticou os altos gastos com festas. “Eu só faço festa na minha casa quando a Saúde e a Educação estão muito bem. Como podemos gastar milhões com festas tendo uma Saúde precária e uma Educação em último lugar no Ideb? Além disso, o setor de odontologia se encontra entregue as baratas”, questionou Marcão.
Cultura da “gastança” no governo Rosinha
Em entrevista concedida ao jornalista Aluysio Abreu Barbosa, publicada pela Folha da Manhã em setembro do ano passado, o jornalista Ricardo André Vasconcelos disparou: “Em Campos não existe uma política cultural. Existe só a política eleitoral. Tudo é feito de olho no eleitor. O foco é o voto e como fazer para conquistá-lo. Parece que Campos não tem cidadão, só eleitor”, afirmou.
Ricardo ainda foi além ao dizer que as ações culturais são mínimas. “Aqui e ali tem uma iniciativa ou outra, mas o forte, como já disse, são os eventos grandes e caros com utilização de grandes estruturas alugadas e para juntar gente. O governo Rosinha não desce do palco nunca. Cadê o programa de incentivo à leitura? Com o dinheiro de um show de Jorge e Matheus e outro de Maria Bethânia você compraria um caminhão para fazer uma biblioteca itinerante. Dois shows de Michel Teló garantiriam a sobrevivência, por mais de um ano, das centenárias bandas que estão à míngua. E a política de publicação de livros de autores campistas? Formação de plateias para teatro? Nada! Cinema itinerante? Nada! Então não temos política cultural. Cultura no governo Rosinha, só a da gastança”, completou.
Patrícia destaca o cuidado com valores
A presidente da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima, Patrícia Cordeiro, abriu o coração durante participação em um programa de rádio na última semana. Ela comentou sobre as críticas que tem recebido e garantiu que não existem shows com preços fora do normal no município de Campos. “Tenho muito cuidado com os preços dos shows e a minha equipe também. Avaliamos diversas questões antes de fechar os eventos. E tudo isso é feito de forma transparente e dentro do que determina a Lei”, disse Patrícia.
Fundo de Cultura — Sobre o valor destinado ao Fundo de Cultura (R$ 176 mil) no Orçamento deste ano,
inferior ao show de uma única banda (Jammil R$ 193 mil), Patrícia Cordeiro comentou: “É bom deixar claro que este valor não está engessado. Existem também ações no sentido de buscar recursos federais para estimular a cultura em nossa cidade”, garantiu. Ela voltou a dizer que o show da banda Jammil e uma Noites teve um valor mais elevado por ter ocorrido na virada do ano. Ela informou que o empresário da banda vai se manifestar.
Município respira cultura, diz prefeita
Criticada em 2013 por conta dos gastos com shows e palcos, a prefeita Rosinha tem dito que a cidade vive um excelente momento. “Campos é uma cidade que respira cultura nos últimos anos”, afirmou Rosinha, exaltando a “Semana do Folclore” e a valorização dos bois pintadinhos. Rosinha citou, ainda, que outras ações na área cultural estão sendo desenvolvidas, como criação do Corpo de Baile, Coro e Orquestra Municipais, restauração do Solar Visconde de Araruama que, hoje, abriga o Museu Histórico de Campos. A prefeita também ressaltou a construção do fosso no Teatro Trianon e, ainda, valorização das Bandas de Garagem, através de concurso realizado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima (FCJOL). “Também estamos recebendo vários cantores, que têm vindo se apresentar com a orquestra no Trianon. Enfim, estamos trabalhando a cultura como um todo”.
Na Câmara, a vereadora Linda Mara (Pros), fiel escudeira da prefeita, também tem dito que o governo não realiza apenas shows. Ela também afirmou que um dos avanços de 2013 é a busca por recursos federais que serão investidos em cultura.
“Rolo compressor” atropelou audiência
Em setembro do ano passado, o vereador Rafael Diniz apresentou requerimento solicitando uma audiência pública para debater a cultura. Na ocasião, o parlamentar sugeriu que a Câmara de Campos recebesse não só os gestores da área cultural, mas também diversos artistas e formadores de opinião. O Legislativo, que já havia realizado audiências públicas sobre os mais variados temas, negou a audiência pública. O chamado “rolo compressor” governista votou contra, alegando que a oposição estava querendo politizar o debate. Após protestos dos vereadores oposicionistas, o presidente da Câmara, Edson Batista (PTB), afirmou: “Quem tem maioria dita as pautas. A configuração política deste plenário foi definida pelo povo”, frisou.
Antes, em maio de 2013, os vereadores Rafael Diniz e Fred Machado (Solidariedade) apresentaram requerimento solicitando informações sobre o Carnaval fora de época realizado pela Prefeitura de Campos e que contou com a presença de escolas de samba do Rio de Janeiro. Porém, o pedido também foi atropelado pelo “rolo compressor”.
Alexandre BastosFotos: Folha da Manhã
quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014
HEMOCENTRO FAZ COLETA ITINERANTE NA REGIÃO
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| O ônibus do Hemocentro também já esteve no Farol de São Thomé |
Com a expectativa de aumentar o número de doações de sangue, o
Hemocentro Regional de Campos está intensificando a agenda da sua
Unidade de Coleta Móvel. Só neste mês de fevereiro a unidade vai
percorrer três municípios, em busca de doadores, das 8h às 14h.
A
agenda começa nesta quinta-feira (6) e segue até o dia 27 de fevereiro.
“Vamos percorrer três municípios, além de Campos. Vamos levar nossa
Unidade de Coleta Móvel em duas datas para Macaé e uma vez em Santo
Antônio de Pádua, com o objetivo de aumentar nosso estoque, que sempre
fica prejudicado neste período do ano”, disse a diretora do Hemocentro
Regional, Daniela Tudesco.
De acordo com
assistente social Maria Gonçalves, a situação poderia estar equilibrada,
se todos os municípios atendidos pelo Hemocentro Regional contribuíssem
enviando doadores. “Seria bom que todos seguissem os exemplos de Pádua,
Miracema e Porciúncula, que enviam doadores periodicamente”, disse.
O
Hemocentro funciona diariamente, das 7h às 18h, inclusive aos sábados,
domingos e feriados. Para doar é preciso levar um documento original de
identidade com foto, ter peso superior a 50 Kg, idade entre 16 e 69
anos, não estar em jejum e não ter ingerido alimentos gordurosos nas
últimas três horas.
Para agendar uma visita da
Unidade Móvel os interessados devem entrar em contato através do
0800-2820-250 ou pessoalmente, na Rua Rocha Leão, 2, Caju.
Na
agenda da Unidade Móvel de Coleta constam as seguintes datas e locais:
06/02 na Praça São Salvador; 13/02 na Igreja Metodista de Macaé
(Aeroporto); 15/02 na Assembleia de Deus Macaé (Lagomar); 18/02 em Santo
Antônio de Pádua; 20/02 na Universidade Federal Fluminense UFF Campos;
25/02 na sede Jovens Aprendizes/Campos e fechando a programação no dia
27/02 na unidade Jovens Aprendizes/Macaé.
(Júlio Tinoco/Secom/PMCG)
PROGRAMA NACIONAL DO PSOL HOJE ÀS 20H30 EM REDE DE TV
TOMA POSSE NOVO INTEGRANTE DO TRE-RJ
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| Flávio Willemen e o presidente do TRE, Bernardo Garcez |
Do portal do TRE-RJ (aqui):
O Procurador Flávio de Araújo Willeman
tomou posse nesta quarta-feira, dia 5, como novo membro efetivo – classe
jurista do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro
(TRE-RJ). A solenidade foi realizada no plenário do Órgão Especial do
Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ).
Em seu discurso de posse, o agora Juiz Flávio Willeman prometeu
desempenhar com dedicação suas novas funções. “Espero atender e cumprir
com a missão que esse Tribunal de Justiça me confiou. Estou feliz e
honrado por passar a integrar a Justiça Eleitoral brasileira e,
consequentemente, a Magistratura”.
A
Juíza do TRE-RJ Ana Tereza Basílio fez a saudação ao empossado em nome
do tribunal. “Vossa Excelência adentra pela porta da frente, através da
escolha dos desembargadores do Tribunal de Justiça. O que esperamos de
Vossa Excelência é que atue com honra, dignidade, representando bem a
classe dos advogados”, disse.
O
Presidente do TRE-RJ, Bernardo Garcez, encerrou a solenidade saudando o
novo membro efetivo. “Desejo todo o sucesso que, certamente, sua
capacidade técnica e inteligência irão lhe trazer em sua atuação no
Tribunal”.
Compuseram a mesa da
solenidade a Presidente do TJRJ, Desembargadora Leila Mariano, o
Presidente do TRE-RJ, Desembargador Bernardo Garcez, o Procurador
Regional Eleitoral Paulo Roberto Carneiro, a Procuradora-Geral do
Estado, Lúcia Léa Tavares, o Presidente do Tribunal de Contas do Estado
do Rio de Janeiro, Jonas Lopes Júnior, e o Presidente do Tribunal de
Contas do Município do Rio de Janeiro, Thiers Vianna Montebello.
O Procurador Flávio de Araújo Willeman foi um dos três nomes escolhidos
pelos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de
Janeiro para o cargo de membro efetivo do TRE– classe jurista. A lista
tríplice foi encaminhada à Presidente da República, Dilma Rousseff, que
confirmou o nome de Flávio Willerman para o período de dois anos.
BEIRA VALÃO GANHA PAINEL QUE PODE DISTRAIR OS MOTORISTAS
Foto: Ricardo André Vasconcelos - 0/02/2014 -06h44 (por celular)
O
equipamento instalado na Beira-valão, em frente à rodoviária Roberto
Silveira para informar hora e temperatura, é na verdade mais um painel
de propaganda. Um perigo a mais para distrair os condutores de veículos.
O tal painel não é o primeiro e nem único funcionando na cidade. Quem e
que órgão da PMCG está autorizando? E amparado em que lei? O código de
posturas permite? E mais: o Rotary Clube, que aparece como parceiro da
iniciativa, concorda com esse uso do equipamento?
Já existem painéis como este na 28 de março com Rua dos Goitacazes e na Pelinca.
Já existem painéis como este na 28 de março com Rua dos Goitacazes e na Pelinca.
FCJOL PROMETE FUNCIONÁRIOS E EQUIPAMENTOS PARA O ARQUIVO PÚBLICO
Em nota enviada ao Blog (hoje às 11h58), a assessoria de imprensa da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima informa que, sobre a denúncia feita aqui, na última terça-feira, sobre o abandono a que está relegado o Arquivo Público Municipal, "que está prevista para este ano, a ampliação do quadro funcional, além
da aquisição de equipamentos para dinamizar o atendimento a
pesquisadores e visitantes".
Além de funcionários o Arquivo não tem sequer um scanner para copiar documentos, o que seria imprescindível para o trabalho dos pesquisadores.
Abaixo a nota da assessoria da FCJOL a quem o Blog agradece a atenção:
O Arquivo Público Municipal Waldir Pinto de Carvalho, administrado pela Fundação Cultural Jornalista Oswaldo, Lima é referência na restauração de documentos históricos no interior do Estado. Em 2013, o espaço recebeu mais de mil visitantes. O número de atendimentos a pesquisadores, historiadores e a população em geral comprova que o trabalho desenvolvido na preservação do acervo e a divulgação de fatos da história de Campos vêm sendo mantido e reconhecido pelos cidadãos. O espaço fica localizado na Estrada Sérgio Vianna Barroso, 3060, Tocos, e funciona de segunda a sexta, das 9h às 16h.
Sobre os questionamentos levantados pelo blog, o gerente do APM, Carlos Freitas informa que está prevista para este ano, a ampliação do quadro funcional, além da aquisição de equipamentos para dinamizar o atendimento a pesquisadores e visitantes. Também acontecerão exposições e o início da restauração dos altares de São Miguel e Nossa Senhora das Dores, que foram recuperados pelo Iphan e devolvidos à municipalidade. A decisão judicial proferida pela juíza da 3ª Vara Cível do Rio de Janeiro, no mês de Junho, determinou a volta dos altares, que estavam sob a tutela do Museu Histórico Nacional.
Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima
Sobre os questionamentos levantados pelo blog, o gerente do APM, Carlos Freitas informa que está prevista para este ano, a ampliação do quadro funcional, além da aquisição de equipamentos para dinamizar o atendimento a pesquisadores e visitantes. Também acontecerão exposições e o início da restauração dos altares de São Miguel e Nossa Senhora das Dores, que foram recuperados pelo Iphan e devolvidos à municipalidade. A decisão judicial proferida pela juíza da 3ª Vara Cível do Rio de Janeiro, no mês de Junho, determinou a volta dos altares, que estavam sob a tutela do Museu Histórico Nacional.
Assessoria de Comunicação da Fundação Cultural Jornalista Oswaldo Lima
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
CUBANA QUE ABANDONOU O "MAIS MÉDICOS" PEDE REFÚGIO NO BRASIL
Do Estadão (aqui):
A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que abandonou o programa Mais Médicos e passou a noite desta terça-feira, 4, dentro do edifício da Câmara, protocolou na tarde desta quarta-feira, 5, o pedido de refúgio no Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). O pedido foi encaminhado ao Conare pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar levou Ramona ao plenário da Casa e denunciou o que chamou de "uso de trabalho forçado".
"A grande discussão vai ser a forma criminosa com que o governo
tratou o contrato com Cuba", criticou Caiado. "A participação do Brasil
num contrato que caracteriza a utilização da mão de obra forçada e o não
ressarcimento dos médicos cubanos com os valores que o programa se
propõe a pagar vai colocar o governo muito mal diante da população
brasileira", acrescentou.
De acordo com deputados do DEM, ela já não permanecerá nesta noite no Legislativo. Um dirigente de uma entidade médica pôs uma casa à disposição de Ramona, em Brasília. As organizações também ofereceram, segundo os deputados, oportunidades de trabalho e de atualização dos estudos à médica cubana.
Salário. No documento entregue ao presidente do Conare, Paulo Abrão, Ramona alega que exerceu a medicina em Pacajá (PA) em situações "humanamente desiguais" se comparadas com os médicos de outras nacionalidades que participam do programa. O pedido de refúgio também argumenta que a médica recebia salário substancialmente inferior ao dos demais profissionais, mesmo realizando "as mesmíssimas atribuições". O fato de os médicos de outros países ganharem R$ 10 mil de salário, enquanto os cubanos, pelo contrato, recebem o equivalente a US$ 400 no Brasil, foi o que motivou a saída de Ramona de Pacajá.
Matéria na íntegra aqui.
A médica cubana Ramona Matos Rodríguez, que abandonou o programa Mais Médicos e passou a noite desta terça-feira, 4, dentro do edifício da Câmara, protocolou na tarde desta quarta-feira, 5, o pedido de refúgio no Comitê Nacional para os Refugiados (Conare). O pedido foi encaminhado ao Conare pelo deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO). O parlamentar levou Ramona ao plenário da Casa e denunciou o que chamou de "uso de trabalho forçado".

Ed Ferreira/Estadão
De acordo com deputados do DEM, ela já não permanecerá nesta noite no Legislativo. Um dirigente de uma entidade médica pôs uma casa à disposição de Ramona, em Brasília. As organizações também ofereceram, segundo os deputados, oportunidades de trabalho e de atualização dos estudos à médica cubana.
Salário. No documento entregue ao presidente do Conare, Paulo Abrão, Ramona alega que exerceu a medicina em Pacajá (PA) em situações "humanamente desiguais" se comparadas com os médicos de outras nacionalidades que participam do programa. O pedido de refúgio também argumenta que a médica recebia salário substancialmente inferior ao dos demais profissionais, mesmo realizando "as mesmíssimas atribuições". O fato de os médicos de outros países ganharem R$ 10 mil de salário, enquanto os cubanos, pelo contrato, recebem o equivalente a US$ 400 no Brasil, foi o que motivou a saída de Ramona de Pacajá.
Matéria na íntegra aqui.
PIZZOLATO NÃO PODE SER EXTRADITADO PORQUE TAMBÉM TEM NACIONALIDADE ITALIANA, DIZ MINISTRO DO STF
BRASÍLIA - O ministro Celso de Mello, o mais antigo integrante do Supremo Tribunal Federal (STF), disse nesta quarta-feira que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato não pode ser extraditado para o Brasil. Condenado no mensalão, ele foi preso na Itália por uso de passaporte falso. O ministro explicou que o tratado de extradição firmado entre o Brasil e a Itália não permite a transferência de seus nacionais. Pizzolato tem dupla nacionalidade.
— Como ele ostenta cidadania italiana e a Constituição italiana veda a extradição de seus próprios nacionais, na verdade é juridicamente inviável qualquer pedido de extradição, em primeiro lugar. Em segundo lugar, o delito pelo qual foi preso e que ele supostamente teria cometido não foi praticado em território brasileiro, mas em território italiano. Mesmo que fosse possível a formulação de pleito extradicional, aí não caberia essa possibilidade. Mas como ele é nacional da Itália, se torna imune à entrega extradicional a qualquer outro país, inclusive ao Brasil — explicou o decano.Celso de Mello também esclareceu que, mesmo que fosse possível pedir a extradição de Pizzolato, essa não seria uma tarefa do STF.
Matéria na íntegra, em O Globo aqui.
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